terça-feira, 27 de novembro de 2012

Oficina de Música de Curitiba oferece novidades para 2013



A Oficina de Música de Curitiba, um dos patrimônios culturais da cidade, chega a sua 31ª edição em 2013, com uma novidade para os participantes. Além das aulas com professores consagrados nos cenários nacional e internacional, os alunos contarão com o projeto Digitópia, que consiste em um conjunto de vários computadores de livre acesso, no qual as pessoas são provocadas a criar ou ouvir música com a utilização de vários softwares.
Essa é apenas uma das inovações que integram uma intensa programação preparada para o período de 9 a 29 de janeiro. Serão 99 professores vindos de todo o Brasil e de 17 países como Suíça, Portugal, França, Itália, Alemanha e México, responsáveis por 92 cursos nas fases erudita e popular. Já estão previstos aproximadamente 85 espetáculos, levando ao público o talento de artistas de várias partes do mundo. As inscrições para os cursos estarão disponíveis no site da Oficina de Música (www.oficinademusica.org.br) a partir do dia 1º de dezembro.
“O respaldo como um dos eventos mais importantes na formação e aperfeiçoamento musical da América Latina garante a realização da Oficina de Música de Curitiba por tantos anos”, ressalta Janete Andrade, diretora artística da Oficina de Música. Como ex-aluna das primeiras edições da Oficina – ao lado de outros músicos que hoje desenvolvem carreiras vitoriosas –, Janete vê com grande satisfação o desdobramento e a consolidação da iniciativa.
Formato – A Oficina de Música de Curitiba compreende as fases erudita e popular, formadas por cursos, concertos, espetáculos e seminários, atingindo um público estimado em 50 mil pessoas. A programação pedagógica atende à formação individual do aluno, aliada às práticas em conjunto, em um intenso trabalho sob a tutela individual ou coletiva de professores e artistas consagrados.
As atividades da Oficina de Música englobam orquestras, música de câmara, programa vocal voltado à montagem de Estúdio Ópera, banda sinfônica, práticas de coral, música antiga, música e tecnologia, música popular brasileira com suas derivações na música instrumental e música de raiz, ações e cursos descentralizados em todas as Regionais da cidade.
O programa pedagógico, de total imersão musical, tem gerado, ao longo dos anos, a preparação de várias gerações de músicos, que dão continuidade aos trabalhos musicais no Brasil e no exterior, atuando em instituições musicais mundialmente reconhecidas. Entre eles figuram nomes como Alexandre Klein, que já ocupou o cargo de primeiro oboísta da Chicago Symphony Orchestra e atualmente responde pela direção artística do Festival de Música de Jaraguá; Cristiano Alves e Carlos Prazeres, respectivamente primeiro clarinete e primeiro oboísta da Petrobras Sinfônica; Carlos Moreno, que comandou a Orquestra Sinfônica da USP e hoje rege a Orquestra Sinfônica de Santo André; e Nelson Kunze, editor da Revista Concerto. Outro exemplo é o violinista curitibano Rodolfo Richter. Aluno das primeiras Oficinas, Richter partiu para uma carreira internacional e vive há 15 anos em Londres, onde é professor do conceituado Royal College of Music.
Destaques – Na fase de música erudita, que abre os trabalhos da Oficina de Música de Curitiba, estão professores que pela primeira vez compartilham seu talento com alunos da Oficina. Na relação, constam a violoncelista francesa Catherine Strinx, o contrabaixista russo Artem Chirkov, o flautista Marcos Fregnani Martins, brasileiro radicado na Alemanha, e a pianista polonesa Magdalena Lisak. Na parte de música antiga, os novos nomes são o violinista Andrew Fouts e a violoncelista Phoebe Carrai, ambos dos Estados Unidos, mais a soprano suíça/argentina Maria Cristina Kiehr e o oboísta barroco Diego Nadra, da Argentina.
Na etapa de música popular, também há novas participações, por conta de músicos como o arranjador Jaime Alem e o pianista Amilton Godoy, além do compositor francês do Théâtre du Soleil, Jean Jacques Lemetre. No Núcleo Latino-americano, estréia do percussionista mexicano Ricardo Gallardo.
Digitópia – O projeto Digitópia foi criado em 2007 e tem o seu espaço físico na Casa da Música, na cidade de Porto, em Portugal. É um conjunto de vários computadores de livre acesso, provocando o usuário a criar ou ouvir música com a utilização de vários softwares. O programa está sendo usado em países como Suécia e Estados Unidos.
O Digitópia é uma proposta dentro da área das novas tecnologias aplicadas à música. Os trabalhos musicais criados pelos frequentadores do Digitópia podem ser levados para casa pelos seus criadores, por meio de pendrive ou de CD. 
Em 2010, foi desenvolvido o Digitópia Itinerante, um formato portátil (quatro laptops, iPad e iPhones, além de controladores: teclados, controladores midi, entre outros) que permite que estas oficinas de composição de música digital possam ser feitas em diversos locais como Fundação Calouste Gulbenkian, em  Lisboa (Portugal), e no Palácio  da Música Catalã, em Barcelona (Espanha). A proposta de trazer esse projeto à Oficina de Música de Curitiba é despertar o interesse pelo uso da informática na criação musical de forma recreativa.
Serviço:
31ª Oficina de Música de Curitiba, de 9 a 29 de janeiro de 2013.
Inscrições: a partir do dia 1º de dezembro de 2012, no site www.oficinademusica.org.br

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