sábado, 24 de novembro de 2012

O TERNO APRESENTA SEU DISCO DE ESTREIA, “66”, DIA 30/11 NO TEATRO PAIOL EM CURITIBA

O TERNO APRESENTA SEU DISCO DE ESTREIA, “66”, DIA 30/11 NO TEATRO PAIOL EM CURITIBA



Vencedor dos prêmios Clipe do Ano do Prêmio Multishow 2012 e Aposta MTV do VMB 2012, o trio de rock da novíssima geração da música paulista desponta com canções autorais espertas, doses de psicodelia e versões pulsantes para criações de Mauricio Pereira




Irônico, inteligente e bem-humorado, o trio paulistano de rock O Terno apresenta show de seu primeiro disco, “66”, em show no projeto Radar – A nova música brasileira nos 40 anos do Teatro Paiol, em Curitiba, dia 30 de novembro (sexta), às 20h30. Com integrantes na faixa dos 20 anos - Tim Bernardes (voz, guitarra e órgão), Guilherme “Peixe” (baixo) e Victor Chaves (bateria) - O Terno movimenta criativamente a produção da novíssima geração da música paulista ao lado de nomes como o prolífico compositor Rafael Castro e a banda Memórias de um Caramujo. Munido de letras sagazes e execução competente e elegante dos instrumentos, o trio produz um registro nostálgico contemporâneo, minuciosamente contestado na letra da faixa-título “66”, que inaugura o álbum. Os versos de autoria de Tim Bernardes “Me diz meu Deus o que é que eu vou cantar se até cantar sobre ‘Me diz meu Deus o que é que eu vou cantar?’ já foi cantado por alguém” indagam o caminho musical a ser seguido, concluindo que “ já fizeram coisa boa no passado, que eu misturo como eu quero com mais tudo que eu quiser” e sugerem ainda mais uma solução: “então eu corro pra internet, sou garoto antenado, e baixo o novo embalo quente que é de sessenta e seis” acompanhado de ‘solo da hora de guitarra’ e “Do-de-ca-fo-ni-a pra você!”. Assim começa a jovem e instigante empreitada musical d’O Terno, dividida neste primeiro registro em dois momentos, lado A e lado B.

O álbum segue com mais quatro músicas inéditas autorais, todas assinadas por Tim, incluindo uma parceria com Peixe, acompanhadas pelo mesmo número de versões de composições de Maurício Pereira, pai de Tim.  Completam o lado A de “66” “Morto”, “Eu Não Preciso de Ninguém”, “Enterrei Vivo” e “Zé, Assassino Compulsivo”, que assim como a faixa-título conta com Hammond do multiinstrumentista Marcelo Jeneci, um dos destaques da música brasileira atual.

Em quase todas as faixas do disco (exceto em “Compromisso”, faixa cantada por Mauricio Pereira no B), o jovem frontman empunha sua guitarra marcante e assume os vocais com personalidade somada a talento genético, identificado no timbre da voz e na destreza para compor. Tim protagoniza interpretações carismáticas tanto em estúdio quanto nas vigorosas apresentações ao vivo da banda, sempre lotadas por público caloroso com as letras na ponta da língua.

O lado B de “66” traz as versões do trio para as canções de Mauricio Pereira, que assume criativo sax tenor e entoa duetos empolgantes ao lado de Tim em “Quem É Quem”, “Modão de Pinheiros”, “Purquá Mecê” e “Tudo Por Ti”. Em “Compromisso”, Pereira canta sozinho emoldurado pelo fuzz da banda. Mauricio Pereira é bem mais que uma mera participação especial no disco, que inicialmente foi pensado como um EP, depois um EP duplo e até como dois EPs, um “O Terno” e outro “O Terno e Mauricio Pereira”.

A parceria da banda com o compositor começou em 2009, quando Pereira convidou os garotos para elaborar novas versões de suas criações e tocá-las em shows ao seu lado. Com carta branca para fazer o que quisessem com as músicas, Tim, Peixe e Chaves descobriram sua forma de compor e seu estilo para arranjar as primeiras músicas que surgiam paralelamente ao trabalho com Pereira. O repertório autoral e as versões tomaram vida ao mesmo tempo e resultaram no show “O Terno & Mauricio Pereira”, já diferente das primeiras apresentações do trio com o compositor. Assim, “66” é um disco em que o lado A influencia o lado B e vice-versa, assim como o lado sessentista da banda influencia seu lado contemporâneo e vice-versa. Para ilustrar a arquitetura do disco, as fotos da capa e da contracapa desafiam o ouvinte em um divertido e emblemático jogo de sete erros, no qual Pereira é um dos elementos que diferem nas imagens.

Os integrantes d’O Terno apresentam agora seu primeiro disco mas já tocam desde 2006. Colegas de escola e parceiros musicais desde os 14 anos, Tim e Peixe convidaram o baterista Chaves para completar o trio em 2009. De lá pra cá, O Terno já se apresentou ao lado de nomes como Tulipa Ruiz, Rafael Castro, Marcelo Jeneci, Laura Lavieri e Lúcia Turnbull.

Dirigido por Gustavo Moraes e Marco Lafer, da produtora Alaska Filmes, o ótimo clipe da música "66" apresentou em maio a faixa-título do até então inédito álbum da banda. Já no primeiro mês, o clipe alcançou a marca de 30 mil views no Youtube e rendeu ao trio prêmios importantes, como o de Clipe do Ano, no Prêmio Multishow e também a estatueta de Aposta MTV no VMB 2012. O grupo também participou recentemente do programa Som Brasil - especial Tropicália.

Tim Bernardes - O paulistano Tim Bernardes nasceu no mesmo dia em que Paul McCartney (18 de junho) e causou polêmica na família ao proferir sua primeira palavra: "múshca". Filho de Maurício Pereira, Tim começou a estudar música aos seis anos. Aprendeu musicalização com Pedro Mourão e guitarra com Akira, ambos integrantes do grupo Rumo, ícone da chamada vanguarda paulista de 1980. Tonho Penhasco, guitarrista de Itamar Assumpção no disco “Sampa Midnight”, e de Arrigo Barnabé foi o segundo professor de guitarra do garoto. Aos 17 anos, ingressou na faculdade de música e começou a compor as canções que integram o primeiro disco d’O Terno. Gravadas em casa, as faixas eram publicadas num Myspace, que, por timidez do compositor, era pouco difundido. Sob a alcunha de “Pereirinha e Pereirão”, pai e filho também se apresentam ao lado de convidados como André Abujamra, Wander Wildner, Theo Werneck e Ivan Vilela. 

Victor Chaves – Estudou musicalização desde os 10 anos, na Escola de Música Movimento, em São Paulo. Teve aulas de bateria com Marcelo Effori (Los Pirata, Andre Abujamra e Curumim) e aos 16, já com noções básicas de violão, comecou a compor canções. Integrou a banda autoral Pata de Onça por quatro anos e os 19, ingressou n'O Terno. Aos 21 anos, estuda Ciencias Biológicas na Universidade de São Paulo e é baterista d'O Terno.

Guilherme Peixe – Nasceu no dia 19 de junho, um dia depois de Tim, no mesmo dia que Chico Buarque. Começou a estudar baixo elétrico aos 12 anos e aos 19 iniciou os estudos de baixo acústico. Atualmente, além de tocar n’O Terno, participa de outros projetos como a banda de música da região dos Balkans, "Experimento Oriental", a cantora Luiza Lian e a banda Juscelino e os Kubitschekers, que gravou duas músicas no disco ainda inédito de Roberto Sion.

SERVIÇO:


O Terno no Teatro Paiol

30/11

20h30

Capacidade da casa: 230 lugares

Ingressos: R$40 (inteira) e R$20 (meia ou com 1 kg de alimento)

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