quinta-feira, 28 de junho de 2012

RECITAL DE MODINHAS BRASILEIRAS NA VOZ DE MARÍLIA VARGAS

A soprano apresenta o show “Tempo Breve que Passaste” na CAIXA Cultural Curitiba



A CAIXA Cultural Curitiba  apresenta, de 06 a 08 de julho, o show “Tempo Breve que Passaste”, do segundo álbum solo da soprano paranaense Marília Vargas.  A arista traz o repertório exclusivo de modinhas brasileiras dos séculos XVIII e XIX, além de obras do século XX, acompanhada do flautista Ricardo Kanji, do violonista e alaudista Guilherme de Camargo, da violoncelista Maria Alice Brandão e do violonista Camilo Carrara.

O recital é dividido em duas partes. A primeira dedicada ao repertório do álbum, com destaque ao ciclo de árias “Marília de Dirceu”, sobre poemas de Tomás Antonio Gonzaga. O ciclo é formado por 12 árias, sendo que no recital Marília Vargas cantará cinco. “Os versos de Gonzaga renderam fama indelével ao seu autor e elevaram Marília à categoria de musa favorita de poetas e modinheiros durante todo o século seguinte. Marília foi cantada por compositores renomados, como Marcos Portugal, João de Sousa Carvalho, Antonio da Silva Leite e Cândido Inácio da Silva, mas não se sabe quem compôs a música para as doze árias de ‘Marília de Dirceu’ que apareceram nos dois primeiros volumes do Cancioneiro de Músicas Populares de César das Neves em 1893 e 1895”, explica o pesquisador Rogério Budasz.

A segunda parte do recital é dedicada à modinha, em um contexto diferente: do final do século XIX ao início do século XX, quando o gênero se relaciona mais diretamente com a moderna MPB. Serão cantadas obras importantes como “Modinha”, de Jayme Ovalle (1884-1955); “Quem sabe”, de Carlos Gomes (1836-1896); “Lua Branca”, de Chiquinha Gonzaga; e “Modinha” e “Cantilena”, movimento das Bachianas Brasileiras n٥ V, de Heitor Villa-Lobos. E, como momento instrumental entre Kanji e Guilherme de Camargo, a “Valsa nº 9”, de Mozart Camargo Guarnieri (1907-1993). O recital é inteiramente focado na música brasileira, abrangendo cerca de 200 anos de sua história.



Marília Vargas:

Marília Vargas iniciou seus estudos de canto com Neyde Thomas aos doze anos de idade. Formou-se em canto barroco na Schola Cantorum Basiliensis, Suíça, (2001). Especializou-se em Lied na classe de Christoph Prègardien, no Conservatório de Zurique (2005), onde foi laureada summa cum laude. Fez masterclasses e aperfeiçoamentos com Montserrat Figueras e Silvana Bartoli Bazzoni, foi premiada no II Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão e no VI Concurso Brasileiro de Canto Maria Callas.



Marília já se apresentou como solista com diversas orquestras, entre as quais a Aargauer Symphonie, a Orchestra of the Age of Enlightement, a Zürcher Kammerorchester, além das brasileiras Orquestra Sinfônica do Paraná, Petrobras Sinfônica, Sinfônica de Minas Gerais e a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (OSESP); nos conjuntos de música antiga La Capella Reial de Catalunya, (direção de Jordi Savall), Le Parlement de Musique (direção de Martin Gester), Camerata Antiqua de Curitiba.



Além da carreira solo, integra atualmente os grupos Anima e o ensemble italiano “L Selva”. Possui 2 álbuns solo: “Todo amor desta terra”, de canções paranaenses, e “Tempo breve que passaste”. Recentemente, gravou CD com o pianista André Mehmari.



Serviço:

Música: Tempo Breve que Passaste – Marília Vargas

Local: CAIXA Cultural – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba (PR)

Data: de 06 a 08 de julho de 2012

Hora: sexta e sábado 20h e domingo 19h

Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia – conforme legislação e correntista CAIXA)

Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sexta-feira das 12h às 20h, sábado das 16h às 20h e domingo das 16h às 19h).

Classificação etária: Livre para todos os públicos

Lotação máxima: 125 lugares (02 para cadeirantes)

Rádio Musica Curitibana tem nova edição no TUC

O projeto Rádio Música Curitibana tem como atração, às 20h desta sexta-feira (29), no TUC – Teatro Universitário de Curitiba, o show de Elian Woidello, que lança seu primeiro trabalho solo, “Veneno de Letra”. O espetáculo conta com a participação dos músicos Cláudio Avanso, Rodrigo Augusto Ribeiro, Cassiano Ribeiro, Amanda Lyra, Gil Gabriel, Ravi Brasileiro, Valdir Donizete, Thiago Ferla, Cristiano Mayer, Zé Gouveia, Ronaldo Feitosa, Eduardo Ordones e Sandro Cunha. Os ingressos custam R$ 10.

Assumindo como principais influências os Beatles e a MPB, Elian Woidello também se deixa levar pela música caipira paranaense, além de retratar o cotidiano urbano. Com canções gravadas por diversos artistas locais, entre eles Rodrigo Augusto Ribeiro, Gil Gabriel, Ronald Magalhães, Amanda Lyra, Cassiano Ribeiro e Ravi Brasileiro, Woidello apresenta em suas letras um misto de sentimentalismo e críticas aos costumes de hoje. O músico, que já integrou a Orquestra Viola e Cantoria, também transita pela literatura e pela poesia, além de assinar a trilha sonora de vários projetos para o cinema.



Serviço:

Rádio Música Curitibana com Elian Woidello

Local: TUC – Teatro Universitário de Curitiba (Galeria Julio Moreira – Travessa Nestor de Castro, s/n° - Setor Histórico)

Data e horário: dia 29 de junho de 2012 (sexta-feira), às 20h

Ingressos: R$ 10

Rock se transforma em moda de viola no Teatro do Paiol






Uma mistura musical inusitada toma conta do Teatro do Paiol, nesta sexta-feira (29), quando a dupla “Moda de Rock”, formada por Ricardo Vignini e José Helder, apresenta clássicos do rock, como Beatles e Jimi Hendrix, adaptados para a viola caipira. O show acontece a partir das 21h, e os ingressos custam R$20 e R$10 (meia-entrada).

Unidos pela vontade de mostrar a potencialidade da viola, os instrumentistas, que integravam a banda Matuto Moderno, lançaram em 2011 o CD “Moda de Rock & Viola Extrema”. Ao transformar “In the Flesh”, do Pink Floyd, em uma valsinha e “Aces High”, do Iron Maiden, em uma levada de pagode de viola, a dupla surpreendeu.

O trabalho inclui versões de ícones do rock’n’roll como Led Zeppelin, Megadeth, Sepultura, Nirvana, Jethro Tull e Ozzy Osbourne, executadas apenas com duas violas de forma instrumental.  O CD, que foi masterizado no Abbey Road Studios, em Londres, conquistou o público e levou a dupla a realizar diversos shows pelo Brasil e Estados Unidos.

Produtor, pesquisador da cultura popular do Sudeste brasileiro e professor de viola há mais de 18 anos, Ricardo Vignini é um dos violeiros mais atuantes do Brasil. Com a banda Matuto Moderno, o músico possui quatro CDs gravados, além do álbum “Na Zoada do Arame”, trabalho solo lançado em 2010. O violeiro, que já dividiu o palco com os americanos Bob Brozman e Woody Mann, também acompanha as cantoras Kátya Teixeira e Maria Dapaz. No currículo, Vignini registra ainda participações especiais nos trabalhos de nomes como Pena Branca, Levi Ramiro, Pereira da Viola, Renato Teixeira e Almir Sater.

Com Licenciatura Plena em Música, Zé Helder concilia sua rotina de shows com as aulas de viola que ministra no Conservatório Municipal de Arte de Guarulhos (SP). Além dos trabalhos solos “A Montanha”, lançado em 2004, e “No Oco do Bambu”, de 2009, o músico participou da gravação de CDs de artistas como Levi Ramiro, Walgra Maria e o grupo Orelha de Pau.

A dupla prevê o lançamento do primeiro DVD do “Moda de Rock” ainda este ano, com as participações de Pepeu Gomes, Kiko Loureiro e Os Favoritos da Catira.  Também se prepara para a primeira turnê pela Europa.



Serviço:

Show da dupla “Moda de Rock”, formada pelos violeiros Ricardo Vignini e José Helder.

Local: Teatro do Paiol (Praça Guido Viaro, s/n – Prado Velho).

Data e horário: dia 29 de junho de 2012 (sexta-feira), às 21h

Ingressos: R$20 e R$10 (meia-entrada)

Luiz Gonzaga é homenageado no Projeto Canto de Todos os Cantos idealizado por Guilherme Toledo

Guilherme Toledo reúne os artistas regionais Oswaldinho de Acordeon, Maestro Spok,


Pezão, Dinda Salu, Vinheteiro, Giuliano Eriston, Alex Sandro e Marcelo,

e Arleno Farias, num projeto em homenagem a Luiz Gonzaga.



O projeto consiste na junção de vários artistas de diferentes regiões

para a composição de uma música do Rei do Baião.



Link para vídeo “Vida de Viajante”:

http://www.youtube.com/watch?v=mzscuuxdleU&list=UUFXa1zy9laV2NFUsmICGOyg&index=0&feature=plcp





Artistas:

Oswaldinho do Acordeon - Já foi considerado um dos maiores acordeonistas do país. Hoje está fora da mídia devido a um erro médico que tirou cerca de 70% dos seus movimentos.

Maestro Spok - Músico de carreira internacional extremamente respeitado em Pernambuco, e responsável pela orquestra SPOK FREVO

Pezão - É o baterista da banda Papas da Lingua, extremamente respeitada no Sul do país, sobretudo no Rio Grande do Sul.

Dinda Salu - Filho do falecido mestre Salustiano, herdeiro da Casa da Rabeca que é o ponto de referência mais importante da música pernambucana.

Vinheteiro: O pianista do vídeo - Tem um canal forte no youtube com mais de 70 mil inscritos e era o pianista do quadro Jô Suado no programa do Pânico na época da Rede TV

Giuliano Eriston - Violonista, já foi convidado a participar do programa do Faustão e apresentado como um dos artistas mais promissores do Ceará.

Alex Sandro e Marcelo - Artistas residentes do Estância Alto da Serra com suas primeiras músicas sendo tocadas em rádios sertanejas de todo o país.

Arleno Farias - Músico respeitado no circuito do forró universitário e pé de serra, trabalhando ao lado de artistas como Tato do Falamansa e Chico César

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Show Vitral leva experimentos musicais ao Teatro do Paiol





Os músicos Indioney Rodrigues e Ricardo Janotto prometem surpreender o público nesta quinta-feira (28), às 20h, com o show “Vitral”, que toma conta do Teatro do Paiol. O projeto independente e experimental tem como foco fugir do óbvio, apresentando novas referências e brincando com a questão de tempo e espaço. No repertório, canções inéditas e releituras já apresentadas no show “Cantos Outros” e no disco “Barroca”.

Mais maduro musicalmente, Indioney volta a Curitiba após quatro anos de estudos em Londres. Da temporada na Europa, o músico traz na bagagem referências artísticas como a do francês Oliver Messiaen, que trabalha o conceito de som e cor como uma dimensão sagrada, assim como a do alemão Karlheinz Stockhausen, que em seu trabalho de experimentações buscava criar novos timbres a partir de sons eletrônicos, sem o uso de instrumentos.

O show, composto por experimentos eletroacústicos, pretende trazer aos espectadores uma outra noção da passagem do tempo, a linear e não-linear, aquela sensação de que ora as coisas passam muito devagar, ora passam muito rápido. Tentando criar o que eles chamam de “bolha sonora”, os músicos vão trabalhar o conceito do relógio utilizando oito speakers (caixas de som), distribuídos pelo teatro. Com duração de 60 minutos e em um formato de arena, a apresentação promete proporcionar uma sensação auditiva única para o público amante da MPB .



Serviço:

Show “Vitral” – com Indioney Rodrigues e Ricardo Janotto

Local: Teatro do Paiol – Praça Guido Viaro, s/n – Prado Velho

Data e horário: 28 de junho de 2012 (quinta-feira), às 20h
      Ingressos: R$40 e R$20

Trio apresenta compositores alemães do século 19




            A série Música de Câmara, da Capela Santa Maria Espaço Cultural, apresenta nesta semana o concerto “Romantische Lieder”, com o trio formado pela soprano Luciana Melamed, o barítono Norbert Steidl e a pianista Olga Kiun. As apresentações acontecem nos dias 27 e 28 de junho, às 20h, com dois programas distintos para cada noite. O trio fará um ensaio aberto ao público, no dia 26 (terça-feira), às 15h, com entrada franca.

            O espetáculo foi concebido para contemplar as obras mais significativas dos grandes mestres da cultura germânica do século 19.  As obras desse período, escritas por Richard Wagner, Robert Schumann, Franz Liszt, Gustav Mahler e Alban Berg, constituem grandes desafios para este tipo de formação (canto lírico e piano). Todas as canções serão apresentadas no idioma original alemão. Porém, para que o público tenha um entendimento completo das obras, as traduções dos poemas serão projetadas em forma de legenda, durante o espetáculo.

A principal razão da escolha deste repertório, além da beleza das composições e da pertinência cultural, é a experiência dos artistas. Os músicos viveram, estudaram e trabalharam no mesmo local onde os compositores conceberam suas criações. Na trajetória de aprendizado e nas experiências profissionais, tiveram oportunidade de se deparar com estudiosos que lhes acrescentaram a técnica de interpretação mais próxima daquilo que os compositores desejaram, respeitando ao máximo a fidedignidade de seus trabalhos.




Serviço:

Série Música de Câmara - Romantische Lieder

Local: Capela Santa Maria Espaço Cultural – R. Conselheiro Laurindo, 273 – Centro

Datas e horários: 27 e 28 de junho de 2012 (quarta e quinta-feira), às 20h

Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)

* Ensaio aberto ao público no dia 26 (terça-feira), às 15h, com entrada franca.

Informações: (41) 3321-2840

terça-feira, 19 de junho de 2012

CAIXA Cultural / Rogério Gulin apresenta a viola brasileira em show solo





Rogério Gulin apresenta a viola brasileira em show solo




O músico paranaense faz parte dos grupos Terra Sonora, Viola Quebrada e Três de Paus





 A Série Solo Música apresenta a viola brasileira de Rogério Gulin, no dia 26 de junho, na CAIXA Cultural.  A Série, que conta com patrocínio anual da CAIXA, está no quinto de onze concertos previstos para 2012. Gulin apresenta um concerto solo de composições próprias.



A viola brasileira ou caipira foi valorizada nos últimos vinte anos, quando o instrumento passou a ser ensinado em conservatórios e a ocupar programações culturais de MPB, jazz e até de música erudita nos principais teatros do país. Músicos como Roberto Corrêa, Ivan Vilela, Almir Sater, Paulo Freire, Braz da Viola, Fernando Deghi e Pereira da Viola tiveram papel preponderante neste fenômeno da viola, hoje considerada instrumento não apenas de música sertaneja.



Em Curitiba, Gulin foi fundamental para introduzir o instrumento em diversos shows da cidade, pois é uma espécie de símbolo da viola para os curitibanos. O produtor da série, Álvaro Collaço, destaca que o músico “conseguiu inserir a viola em universos distintos: o da música sertaneja de raiz com o Viola Quebrada, e o da “world music”, com o Terra Sonora”.



Violeiro e compositor:

Compositor, instrumentista, arranjador e pesquisador de música caipira, Rogério Gulin cursou violão clássico na Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Começou os estudos de viola caipira como autodidata até  que, em 1986, conheceu o "violeiro" Roberto Correa no Festival de Ouro Preto, com quem realizou vários cursos.



É professor do curso de “Viola Caipira e Prática de Conjunto” no Conservatório de Música Popular Brasileira de Curitiba. Em 2003 lançou o CD Tempestade, com composições de sua própria autoria. Faz parte dos grupos Terra Sonora, Viola Quebrada e Três de Paus. Com o Terra Sonora gravou cinco álbuns, sendo o último de composições de sua autoria, e com o Viola Quebrada gravou quatro CDs e o DVD “Viola Quebrada canta Cascatinha e Inhana” (2011).



 Solo Música:

A série Solo Música está em sua quarta temporada e é um projeto único no cenário curitibano. É caracterizada por uma diversidade de instrumentos, artistas e estilos musicais. Esse ano, promete concertos de música antiga, música indiana, jazz, música regional e de improvisação.



Programação 2012:



26/06 – Rogério Gulin - viola brasileira

31/07 – Carmelo de Los Santos - violino

28/08 – Vivabiancaluna Biffi (Itália) – viel e voz

25/09 – Ratnabali (Índia) – voz e harmônio

23/10 – Marília Giller – piano e teclados

27/11 – André Abujamra – voz, guitarra e efeitos

11/12 – Germán Diaz – viela de rosa e caixinha de música



Serviço:

Música: Série Solo Música – Rogério Gulin (viola caipira)

Local: CAIXA Cultural – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba (PR)

Data: 26 de junho de 2012

Hora: terça-feira 20h

Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia – conforme legislação e correntista CAIXA)

Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sexta-feira das 12h às 20h, sábado das 16h às 20h e domingo das 16h às 19h).

Classificação etária: Livre para todos os públicos

Lotação máxima: 125 lugares (02 para cadeirantes)

Grupo Uakti realiza oficina e apresentação em Curitiba


Reconhecido nacional e internacionalmente por sua sonoridade experimental e inovadora, o grupo Uakti vem a Curitiba sob o patrocínio da Volvo. O grupo ministra a partir desta terça-feira (19) uma oficina gratuita sobre construção de instrumentos musicais. O workshop, com duração de três dias, será realizado na Capela Santa Maria. Na sexta-feira (22), o Uakti apresenta-se no mesmo local, a partir das 20h, também com entrada franca. Os ingressos para o concerto podem ser retirados uma hora antes do espetáculo.

No workshop os alunos terão a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o processo de fabricação dos instrumentos utilizados pelo grupo, assim como técnicas, noções sobre o arranjo de música folclórica e novas formas de notação musical. Já o concerto incluirá clássicos como “Allegro da Sonata em Lá Maior”, de Mozart; “Paixão Segundo São Matheus” de Bach; e “Trenzinho do Caipira” de Villa-Lobos.

Com mais de 30 anos de carreira, o Uakti constrói seus próprios instrumentos e se dedica ao estudo de novas técnicas de musicalização. Considerado um dos grupos da música brasileira de maior destaque da atualidade, o Uakti faz uma ponte entre o erudito e o popular de maneira original, envolvente, quase mística.

Os integrantes Paulo Sérgio dos Santos (percussão), Artur Andrés Ribeiro (sopros e flautas), Décio Ramos (percussão) e Marco Antônio Guimarães, responsável pela criação dos instrumentos e confecção dos instrumentos, começaram a tocar juntos na Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.  Desde sua formação, o Uakti já conquistou diversas premiações, entre elas o Grande Prêmio Santista e o Prêmio Ministério da Cultura 96, como o melhor grupo de música instrumental brasileira. Também trabalhou ao lado de nomes como Milton Nascimento, Paul Simon, Manhattan Transfer, Maria Bethânia, Ney Matogrosso e Zélia Duncan.

O nome Uakti é de origem indígena. Segundo a lenda, Uakti habitava as proximidades da aldeia dos índios Tukanos. O som mágico, produzido por seu corpo cheio de fendas, encantava as índias e despertava o ciúme dos homens da tribo e, por isso, foi caçado e morto. No lugar onde seu corpo foi enterrado nasceram três palmeiras, das quais foram feitos instrumentos musicais que, quando tocados, reavivavam os sons do Uakti pela floresta. Assim como o personagem da lenda, o grupo busca um som diferente, utilizando instrumentos construídos com materiais inusitados como vidros, metais e tubos de PVC. Nas mãos desses artistas, tudo se transforma em música.



Serviço:

Oficina de construção de instrumentos musicais com o grupo Uakti. 

Local: Capela Santa Maria – Espaço Cultural (Rua Conselheiro Laurindo, 273 – Centro)

Data e horários: 19, 20 e 21 de junho, das 9h às 12h e das 14h às 17h

Entrada franca



Espetáculo do grupo Uakti.

Local: Capela Santa Maria – Espaço Cultural (R. Conselheiro Laurindo, 273 – Centro)

Data e horário: 22 de junho de 2012 (sexta-feira), às 20h

Entrada franca

Informações http://www.projetoidasevindas.com.br
Os ingressos serão disponibilizados uma hora antes do início do show.

''A nova música brasileira nos 40 anos do Teatro Paiol''




A segunda edição do projeto Radar “A nova música brasileira nos 40 anos do Teatro Paiol” traz pela primeira vez a Curitiba, Lira, antes conhecido como vocalista do Cordel do Fogo Encantado, o músico José Paes de Lira levou consigo para a carreira solo a experiência dos anos de banda, e somou a tantas outras referências em seu primeiro álbum, “Lira”, muito diferente do que se imaginava e uma sonoridade inovadora, destoante do que vem acontecendo na cena brasileira. É uma incursão em território que lhe é familiar: a tênue fronteira entre a música e a poesia. Lirinha mostra seu amadurecimento como artista e letrista, evolui em um trabalho coeso, com forte influência das referências que povoam as suas canções. “Lira” foi muito bem recebido pela imprensa brasileira, foi destaque no jornal inglês The Guardian e na rádio alemã Darmstadt. Em setembro será lançado no México pelo selo Intolerância.

Para a volta do cantor e compositor aos palcos curitibanos, desdo final da banda Cordel do Fogo Encantado. Além das novas canções, o show terá algumas músicas, de sua autoria, registradas quando integrava o Cordel do Fogo Encantado. Neilton (guitarras), Ângelo Medrado (bateria), Astronauta Pinguim (teclado), Hugo Carranca (percussão) e Igor Medeiros (sintetizador) dividem o palco com Lirinha, que assimila a linguagem do novo trabalho em proposta cênica que conta com a iluminação de Jathyles Miranda.

O projeto ‘’Radar - A nova música brasileira nos 40 anos doTeatro Paiol’’ trará mensalmente para a Curitiba artistas relacionados à música contemporânea brasileira que integrarão a programação dos 40 anos do Teatro Paiol. No total serão realizadas 09 edições de Radar, que teve sua estréia em maio com a cantora Anelis Assumpção. O projeto é idealizado e realizado pela Verdura Produções Culturais e tem como principal objetivo a formação de público e o intercâmbio musical entre os artistas.
Baixe o disco aqui: www.josepaesdelira.com.br

O projeto com com o apoio cultural da Fundação Cultural de Curitiba, Prefeitura de Curitiba, Lumen FM, Serra Verde Express, Jacobina Restaurante, Cia do Impresso, Simetria Grafica e Meio Fio Cultural, YáYó Produções.

O que?
Radar - A nova música brasileira nos 40 anos do teatro Paiol convida Lira.
Data: 21 de junho (Quinta-feira)
Onde: Teatro Paiol
Endereço: Praça Guido Viaro S/N
Horario: 20:30h
Telefone: 3213-1340
Ingressos: R$ 20,00 Estudantes, Professores, Idosos, Doadores de 1Kg de Alimento, Doadores de Sangue e Deficientes fisicos.
R$ 40,00 inteira.

21/6 SHOW LEO E RAFA CORTEZ+ RICARDO CORTE REAL




Leo Cortez e Ricardo Corte Real fazem a primeira apresentação de sua Banda

BAIXO REGGAE

no show

 "Everyone Just Talk About Something Else"



dia 21 de junho, quinta-feira, no Kitsch Club

Participação especial: Rafael Cortez





Em 2009, o ator e dramaturgo Leonardo Cortez convidou o humorista e bluesman Ricardo Corte Real para compor e tocar ao vivo a trilha sonora do espetáculo "O Crápula Redimido", que cumpriu temporada no Centro Cultural São Paulo e percorreu o interior do Estado no Projeto Viagem Teatral do SESI.



Os intervalos entre ensaios e apresentações serviram de pretexto para que Cortez e Corte Real criassem  a banda Baixo Reggae, onde clássicos do rock and roll e blues são executados em bem humoradas versões com a típica levada jamaicana.



Foram convidados o baterista Daniel Canalha, o tecladista Will Motta e o baixista Paulinho Queiroz e o repertório da banda incorporou grandes hits de Pink Floyd, Beatles, Buena Vista Social Club, The Police, Roupa Nova, Elvis Presley entre outros.



A riqueza de referências e a qualidade técnica dos músicos envolvidos criaram uma identidade sonora onde rock, reggae, blues, tango e mambo se misturam em quase uma hora de ótima música e bom humor.



A banda faz seu show de estréia intitulado "Everyone Just Talk About Something Else" nesse dia 21 de junho no Kitsch Club e o show será apresentado pelo CQC Rafael Cortez, irmão de Leonardo, que dará uma canja tocando violão na canção Lady in Red, rebatizada pelo Baixo Reggae como Lady in Reggae.



FICHA TÉCNICA:



Kitsch Club apresenta



BAIXO REGGAE



A banda que afronta o reggae no show:



"Everyone Just Talk About Something Else"



Releituras de Beatles, Pink Floyd, Led Zeppellin, Roupa Nova, Buena Vista Social Club, Police e muito mais através do talento dos internacionalmente procurados:



Bob Faker, Voice (Leonardo Cortez)

Rick Marley, guitar (Ricardo Corte Real)

Danny Canaglia, drums (Daniel Canalha)

Will "Mambo" Motta, keybass (Will Motta)



Músico convidado: Paulinho Queiroz



Mestre de Cerimônias: Rafael Cortez (CQC)



dia 21 de junho

Horário: 22:00

Local: Kitsch Club

Rua Vergueiro, 2676

Vila Mariana

Ingressos: R$ 30,00

Censura: 18 anos

Capacidade: 300 lugares

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Terça Brasileira reúne o melhor da música de raiz


quinta-feira, 7 de junho de 2012

Alunos de escolas municipais descobrem a música erudita


O programa “Alimentando com Música”, criado pela Camerata Antiqua de Curitiba com o objetivo de difundir entre os alunos de escolas municipais a linguagem da música erudita, tem nova edição em 2012. A Capela Santa Maria Espaço Cultural abriga o espetáculo “Alegria da Vida”, tendo como regente convidado o violinista mineiro Rodrigo Toffolo.  O repertório reúne obras do cancioneiro infantil brasileiro, assinadas por alguns dos principais compositores nacionais. As apresentações, estruturadas de forma cênica e educativa, acontecem de 11 a 15 de junho, com repetição no mês de outubro.

Os concertos didáticos, promovidos pela Fundação Cultural de Curitiba, e o Instituto Curitiba de Arte e Cultura, em parceria com a Secretaria Municipal da Educação, por meio do programa Comunidade Escola, e a Fundação de Ação Social de Curitiba (FAS), são um exercício de cidadania e aprendizado, envolvendo músicos, alunos de várias escolas e seus mestres. Neste ano, serão atendidos 2.200 alunos de 50 escolas municipais.

Além de possibilitar às crianças o conhecimento e o funcionamento de uma orquestra, a iniciativa pretende despertar nesses jovens estudantes a curiosidade a respeito do repertório erudito e aproximá-los desse vasto e rico universo musical.

Em “Alegria da Vida” estão composições de Vinícius de Moraes, Chico Buarque, Francis Hime, Edu Lobo, Paulo Soledade, Marcos Valle, Paulo Sérgio Valle, Nelson Motta e do curitibano Marco Aurélio Koentopp, que também responde por todos os arranjos do repertório. Completam o programa duas canções da tradição oral e de autores desconhecidos, “Escravos de Jô” (folclore) e “Estrelinhas”, essa última contando com a participação especial dos alunos violinistas Jeasy Parreira de Assis e João Pedro Ruthes Kimura.
“Trabalhar como compositor e arranjador no projeto Alimentando com Música da Camerata Antiqua de Curitiba é um grande privilégio”, diz Marco Aurélio Koentopp. O músico enfatiza a função pedagógica do projeto, que é a de levar aos alunos de escolas públicas um repertório de nível poético e musical mais elaborado. “Temos a função de manter vivas a cultura brasileira e a qualidade da língua portuguesa. Dessa forma, preparamos um repertório lúdico, rico em poesia e musicalidade nacional”, destaca.
Compositor paranaense – Entre as obras que integram o “Alimentando com Música 2012” consta “O Relógio”, uma parceria de Vinícius de Moraes (1913 – 1980) com o paranaense Paulo Soledade (1919 – 1999). Nascido em Paranaguá, Paulo Gurgel Valente do Amaral Soledade esteve envolvido com a música desde a infância, embora sua primeira atividade artística tenha sido como ator. Foi compositor, produtor de shows e empresário, atuando desde 1940.
Em 1950, Soledade teve sua primeira composição gravada – a marcha "Zum-zum", com Fernando Lobo – lançada por Dalva de Oliveira pela Odeon, que foi o grande sucesso do carnaval do ano seguinte. Desenvolveu uma produtiva parceria com Vinícius de Moraes, compondo com ele as músicas "O Pato" e "O Relógio”, que integraram o LP "A Arca de Noé" (1980), e, no ano seguinte, "O Peru", "O Pinguim" e "A Formiga", gravadas no disco "A arca de Noé - volume 2".

 Convidados – Na edição 2012 do “Alimentando com Música”, a Camerata Antiqua de Curitiba tem como regente convidado o violinista Rodrigo Toffolo. Nascido em Ouro Preto (MG), o músico é formado em violino pela Universidade Federal de Minas Gerais e mestre em Musicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Integrante do grupo de câmara Bateia, com pesquisa e interpretação de música brasileira, Toffolo fundou a Orquestra Experimental UFOP – Universidade Federal de Ouro Preto, da qual é regente e coordenador artístico. Aluno de regência de Ernani Aguiar, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, o músico tem participações em vários festivais brasileiros e dedica-se à música histórica de Minas Gerais.

A direção cênica do espetáculo “Alegria da Vida” está a cargo da artista plástica curitibana Jacqueline Daher, que há 30 anos atua em todo o Brasil como diretora de arte na criação de ambientes cenográficos.

Fundadora da Cia. das Índias de Teatro, junto com Raul Cruz, Jacqueline iniciou a vivência em teatro em 1983, com uma proposta de pesquisa experimental. A partir de 1994, passou a conceber e dirigir espetáculos para grupos instrumentais e cantores de música brasileira, entre eles Kátia Drummond, Eliane Keller, Grupo Fato, Sandra Ávila, Rogéria Holtz, Edith de Camargo, Michelle Pucci, Vocal Brasileirão e Coro da Camerata Antiqua de Curitiba.

O elenco de convidados do espetáculo “Alegria da Vida” inclui também a bailarina Marina Prado, o “clown” Matias Donoso e a instrumentista Grace Torres, que respondem por performances especialmente criadas para a ocasião. A iluminação é de Nádia Luciani e os figurinos foram criados por Heroína-Alexandre Linhares, sendo que a gravação em áudio é um trabalho de Ulisses Galetto.



Serviço:

Alimentando com Música – concertos dirigidos a crianças da rede municipal de ensino

Espetáculo “Alegria da Vida”

Datas e horários: dias 11, 13 e 15 de junho de 2012 (segunda, quarta e sexta), às 14h30 e às 15h30; dias 12 e 14 de junho de 2012 (terça e quinta), às 9h30 e às 10h30. No mês de outubro de 2012, os concertos acontecem nos dias 2 e 4, às 14h30 e às 15h30, e nos dias 3 e 5, às 9h30 e às 10h30.

Local: Capela Santa Maria – Espaço Cultural (Rua Conselheiro Laurindo, 273 – Centro)



Programa

Abertura – Marco Aurélio Koentopp (1968)

“A história de uma gata” – Chico Buarque de Holanda (1944)

“O Ar (O Vento)” – Vinícius de Moraes (1913 – 1980) / Toquinho (1946)

“Passaredo” – Chico Buarque de Holanda (1944) / Francis Hime (1939)

“A Casa” – Vinícius de Moraes (1913 – 1980)

 “Estrelinhas” – compositor anônimo – com participação especial dos alunos violinistas Jeasy Parreira de Assis e João Pedro Ruthes Kimura

“Valsa dos Clowns” – Chico Buarque de Holanda (1944) / Edu Lobo (1943)

“O Relógio” – Vinícius de Moraes (1913 – 1980) / Paulo Soledade (1919-1999)

“Escravos de Jó” (folclore) – compositor anônimo

“Alegria da Vida” – Marcos Valle (1943), Nelson Motta (1944) e Paulo Sérgio Valle (1940)

Finale – Marco Aurélio Koentopp (1968)

Orquestra à Base de Sopro lança novo CD e DVD


A Orquestra à Base de Sopro, grupo mantido pela Fundação Cultural de Curitiba, lança no próximo fim de semana, com shows nos dias 9 e 10 de junho, o CD e o DVD “Nossos Compositores”. As apresentações acontecem no Teatro do Paiol a partir da 20h, no sábado, e às 19h, no domingo.

O trabalho é resultado dos últimos seis anos de atividades da orquestra, que, para as gravações, assim como em muitos dos seus shows, procurou valorizar arranjos e composições criados de maneira coletiva pelos próprios músicos. Algumas das obras apresentadas já haviam sido registradas em CD no ano de 2008 e em DVD em 2009. O concerto é também uma homenagem ao compositor e instrumentista Osiel Fonseca, falecido em 2008. O repertório da noite inclui quatro composições de Osiel – “O Viajante”, “O Guerreiro”, “Divertimento” e “Brasis”. 

Criada por Roberto Gnattali, a partir da divisão da Orquestra do Conservatório em Cordas e Sopros, o grupo é considerado uma das principais orquestras de música brasileira do país. Formada atualmente por 17 músicos que tocam flautas transversais, clarinetes, clarone, sax alto, sax tenor, trompetes e trombones, a Orquestra à Base de Sopro conta ainda com uma base rítmico-harmônica integrada por piano, guitarra, baixo, bateria e percussão.

O grupo, que tem à frente o clarinetista Sérgio Albach, diretor artístico desde 2002, já se apresentou ao lado de Itiberê Zwarg, Proveta, Léa Freire, Roberto Sion, Toninho Ferragutti, Vittor Santos, André Mehmari, Mauro Senise, Laércio de Freitas, Teco Cardoso, Gabriele Mirabassi e Arrigo Barnabé. Em 2007, lançou um CD com músicas de Waltel Branco e foi convidada a participar do 8° Festival de Música Instrumental de Tatuí.

Serviço:

Orquestra à Base de Sopro - Lançamento do CD e DVD “Nossos Compositores”

Local: Teatro do Paiol – Praça Guido Viaro, s/n – Prado Velho

Data e horários: 9 e 10 de junho – sábado, às 20h, e domingo, às 19h
Ingressos: R$ 20 e R$ 10

LANÇAMENTO DO "ALMANAQUE DA MÚSICA POP NO CINEMA", DE RODRIGO RODRIGUES


A Lua de Papel, selo do grupo LeYa, convida para o lançamento do "Almanaque da música pop no cinema", escrito pelo apresentador de TV e músico Rodrigo Rodrigues. O livro reúne curiosidades sobre as trilhas de diversos filmes, mostrando que a música deixou de ser apenas um acessório para os filmes, para se tornar uma característica intrínseca a eles.

O evento acontecerá no sábado, dia 16 de junho, a partir das 15h30, na Livraria Cultura do Shopping Bourbon, com pocket show da banda The Soundtrackers - Os tocadores de trilhas, idealizada por Rodrigo, seguido de sessão de autógrafos..
 


sexta-feira, 1 de junho de 2012

Espaço-tempo mensal na galeria LOGO dedicado aos músicos que abstraíram a canção, ou souberam escondê-la muito bem




Neste sábado (02), acontece a segunda edição do projeto periódico de música da galeria LOGO, com curadoria do artista e músico Carlos Issa. Intitulado Tarde Abstrata, o evento lida com um panorama de práticas e estéticas sonoras bastante amplo, mas conectado. São músicos que estão fazendo uso de sintetizadores, efeitos, tablets, mesas de edição e mixagem com liberdade e um desprendimento de regras que remete ao desmonte que a cultura punk operou na música.
 
O acesso a esses equipamentos e o seu uso, combinado com softwares de áudio e instrumentos tradicionais, amplia as sonoridades e as possibilidades de composição, fazendo surgir uma paisagem musical inclassificável.
 
Na segunda edição da Tarde Abstrata o público é convidado a testemunhar o derretimento da musicalidade ortodoxa em seis atos: A lenda do punk atonal, Vermes do Limbo; a natureza oculta do mundo na raríssima apresentação do Bebe do Abismo; a desconstrução radical da partitura hardcore por Luzia Kame;  a música eletrônica de invenção com o Response Pirituba; e o caos em transe sonoro da dupla Maurício Takara e Jonathan Gall, pela primeira vez no hemisfério sul do planeta. Nos entreatos, a discotecagem abstracionista de Akin Dekard, da rádio on-line Metanol.
 
A segunda edição da Tarde Abstrata acontece em meio ao metagrafismo de Bruno 9li na última chance de ver sua exposição individual na LOGO, Lux Tenebris.

Tarde Abstrata – Junho
>na galeria LOGO
>sábado, 2 de junho
16h30  Response Pirituba
17h15  Jonathan Gall & Mauricio Takara
18h00  Vermes do Limbo
18h45  Luiza Kame
19h30  Bebe do Abismo

Entrada franca
Rua Artur de Azevedo, 401
São Paulo - SP

www.galerialogo.com
www.tardeabstrata.tumblr.com


Sobre a LOGO:
A galeria LOGO, inaugurada em julho de 2011, é porta de entrada para conhecer uma rede de artistas que emerge de um plano paralelo ao mainstream da arte, com nomes ligados a subculturas urbanas e ao cenário underground. Nesse sentido, surge um novo conceito de "outsider": artistas desconectados de uma formação acadêmica linear, que seguem suas pesquisas de ordem artística, filosófica e cultural de maneira independente. Mesmo fora do circuito oficial, eles construíram trajetórias e um público sólidos, aparecendo em exposições, livros e revistas internacionais. Na LOGO, o trabalho desses artistas é apoiado pela pesquisa de um grupo de curadores que entende esses movimentos, de onde desponta um novo interesse pela pintura, pelo desenho e pela colagem, entre outras manifestações, como a música experimental e a performance. Esse conjunto de expressões é então, pela primeira vez, exibido em um espaço reconhecido pela arte contemporânea, pois pelo endereço da LOGO já passaram duas galerias emblemáticas de São Paulo, a Raquel Arnaud e a pioneira Subdistrito. Quanto ao nome LOGO, ele simboliza a consciência de que o mundo hoje é movido pela comunicação visual. Uma analogia para a produção artística que, como uma boa logomarca, atrai olhares e comunica sem palavras, para então estimular a interpretação de diferentes camadas de significado.

Sobre o curador:
Carlos Issa, também conhecido por seu projeto de música Objeto Amarelo, foi convidado para criar a Tarde Abstrata na LOGO por sua influência e acesso a todo um panorama musical ainda pouco divulgado. Não por acaso, no final dos anos 90 era ele quem organizava os seminais eventos Draga, onde a música e arte independentes se encontravam com a arte contemporânea em espaços do underground paulistano. Hoje, o Draga é celebrado pela experimentação de seus cartazes, de suas exposições e de seus shows e está tendo sua história resgatada pela mídia especializada e até por exposições em museus.