terça-feira, 10 de abril de 2012

Grito Rock - Largo da Ordem




O Grito Rock foi um grande laboratório, com destaque para a #Cobertura colaborativa que produziu conteúdo de qualidade em texto e fotos, mostrando tudo o que acontecia no festival em tempo real. Quem participou entendeu que o espírito da colaborativa é mesmo de criação coletiva, onde se pode experimentar, colocar ideias em prática, compartilhar experiências e não somente produtos. Um dos objetivos da equipe da colaborativa era mostrar e falar um pouco sobre o Largo da Ordem, espaço tradicional da cidade, onde muitas frentes de linguagens culturais são desenvolvidas. O Largo abriga bares, botecos, igrejas, feiras, espaços culturais, teatros, artesanato, shows, artistas de rua e muito mais. Laura Sliva, estudante de Jornalismo, foi muito atuante na Colaborativa de Grito Rock e escreveu uma matéria sobre o Largo da Ordem, mostrando o espaço ocupado sob o olhar daqueles que habitam o Largo há muitos anos e nos trazem uma leitura ímpar sobre esse tradicional espaço cultural curitibano.


Largo da Ordem - Foto: Fernanda Mendes

Largo: história, arte e boemia

Por Laura Sliva

Cerveja, tribos, monumentos históricos e muito rock’n’roll. Isso é uma pincelada do que foi o Grito do Rock 2012 nas Ruínas São Francisco, recheadas de mistérios e palco de ótimos shows.

As curiosas ruínas ficam no centro histórico de Curitiba, conhecido como Largo da Ordem, no bairro São Francisco. O nome oficial é “Largo Coronel Enéas”, homenagem ao coronel que foi deputado, vereador e presidente da câmara municipal de Curitiba. Segundo a Secretaria Municipal da Indústria, Comércio e Turismo, as Ruínas de São Francisco representam o início da construção da Igreja de São Francisco de Paula, que começou em 1809 e não foi mais acabada.

Lendas urbanas floreiam o local e trazem à tona histórias de passagens secretas, tesouro escondido e até mesmo a presença de Zulmiro, pirata fantasma e dono do tesouro, que costumaria assustar visitantes do local. Reza a lenda que existem diversos túneis que ligariam a construção inacabada a outros lugares da cidade, como o Colégio Estadual do Paraná e o Clube Garibaldi. A igreja está fechada para evitar a depredação. Porém ao lado dela há um anfiteatro ao ar livre, onde foram os shows abertos do Grito do Rock e também da Virada Cultural.

Em uma grande parte do Largo da Ordem não se passa mais de carro, é apenas para pedestres. Caminhando ao redor da Praça João Cândido, perto das ruínas, ou ao redor do famoso chafariz do “cavalo babão” (grande escultura de uma cabeça de cavalo, do qual sai água da boca) temos uma sensação muito agradável. A memória curitibana mistura os cheiros de comida da feirinha de domingo, os papos e gargalhadas dos bares que contornam a região e as cores e formas dos diversos monumentos históricos. Construções como a Igreja da Ordem, o Museu Paranaense, a Igreja do Rosário, a Casa Romário Martins, a Igreja Presbiteriana, a Sociedade Garibaldi, o Memorial da Cidade de Curitiba, o Museu de Arte Sacra, o Relógio das Flores e a Fonte da Memória permeiam o Lago da Ordem. Leia a seguir algumas opiniões de frequentadores do local.

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