segunda-feira, 27 de junho de 2011

evento - musica - Edição especial gratuita do programa Rock-Cordel



Edição especial gratuita do programa Rock-Cordel reúne 21 bandas de rock autoral em três dias


Uma edição especial gratuita do programa Rock-Cordel vai reunir um total de 21 bandas de rock autoral no período de terça a quinta-feira da próxima semana (de 28 a 30 deste mês), no cineteatro do Centro Cultural Banco do Nordeste (rua Floriano Peixoto, 941 - 2º andar - Centro - fone: (85) 3464.3108), no período de 13h30 às 20h. Sete bandas se apresentam a cada dia. No elenco, uma mescla de bandas que fizeram sucesso no VI Festival BNB do Rock-Cordel, realizado em janeiro último, e outras ainda inéditas no palco do CCBNB-Fortaleza.

Conheça a seguir a programação desta edição especial do programa Rock-Cordel:



28/06/2011 (TERÇA-FEIRA)

13:30 - Scariotz

14:25 - Facada

15:20 - Discídio

16:15 - Zefirina Bomba (PB)

17:30 - Carcará

18:25 - Clamus

19:20 - Oráculo



29/06/2011 (QUARTA-FEIRA)

13:30 - Devil´s Drink

14:25 - Loveliness

15:20 - Butlefly

16:15 - Dirty Vice

17:10 - Imperius

18:05 - The Knickers

19:00 - Hollywood Roses



30/06/2011 (QUINTA-FEIRA)

13:30 - Mobília

14:25 - Eve´s Seduction

15:20 - Harpa

16:15 - Mother´s Milk

17:10 - Ever Night

18:05 - CODA

19:00 - Fets Band

quinta-feira, 16 de junho de 2011

evento - musica - Solistas fazem o show da Orquestra À Base de Corda


Solistas fazem o show da

Orquestra À Base de Corda



Depois de realizar espetáculos com grandes nomes da música brasileira, a Orquestra À Base de Corda, grupo artístico mantido pela Fundação Cultural de Curitiba, põe em evidência o talento individual dos seus componentes. O show que a orquestra realiza neste fim de semana, dias 18 e 19, no Teatro do Paiol, tem como destaque solos de violão, violino, cavaquinho, bandolim, piano e percussão.

Os espetáculos que fez com Paulinho da Viola na Virada Cultural de Curitiba, em novembro de 2010, e na de São Paulo, no último mês de abril, representaram um marco na carreira da orquestra curitibana. O grupo também ganhou prestígio com o espetáculo que realizou com Zeca Baleiro, em janeiro deste ano, na Oficina de Música de Curitiba. Agora a Orquestra À Base de Corda quer mostrar o potencial de seus instrumentistas.

“Durante o show, todos os componentes terão o seu momento solo, o que não significa que estarão sozinhos no palco”, adianta o diretor artístico do grupo, João Egashira. Os solistas terão acompanhamento de outros instrumentistas e, em alguns momentos, o grupo se apresenta na sua formação orquestral.

Quatro das composições apresentadas fazem parte do segundo CD da orquestra, que será gravado no final do ano: Suíte OBCC, de André Marques; Bizunguinha, de Helena Bel; Xinxin com feijoada, de Julião Boêmio; e Ritmos brasileiros III, de João Egashira. Estão ainda do repertório do show as músicas Feia, de Jacob do Bandolim; Mistura e manda, de Nelson Alves; Uma saudade/rabeca assanhada, de Claudio Menandro; Um choro pro Waldir, de Paulinho da Viola e Cristóvão Bastos; Sete anéis, de Egberto Gismonti; e As Rosas não falam, de Cartola.

O primeiro CD da Orquestra À Base de Corda, intitulado Antiqüera, foi gravado com o violeiro Roberto Corrêa, em 2008. Ao lado de Roberto Corrêa, o grupo também participou da gravação do programa instrumental SESC Brasil, em São Paulo. Criada em 2001, a orquestra curitibana já se apresentou com outros nomes importantes da MPB, como Mônica Salmaso, Dominguinhos, Joel Nascimento, Andréa Ernest Dias, Maurício Carrilho, Zé Renato, Ná Ozzetti, Renato Borghetti, André Abujamra e Carlos Malta.



Serviço:

Orquestra À Base de Corda – Show Solistas da Orquestra

Local: Teatro do Paiol (Praça Guido Viaro, s/n – Prado Velho)

Datas e horários: 18 de junho (sábado), às 20h, e 19 de junho de 2011 (domingo), às 19h.

Ingressos: R$ 15 e R$ 7,50

Informações: (41) 3213-1340

evento - musica - Coro da Camerata se apresenta com percussionista de fama internacional







Na agenda musical deste fim de semana, o destaque fica para o concerto que o Coro da Camerata Antiqua apresenta na Capela Santa Maria, tendo como regente convidada a maestrina Angela Pinto Coelho e a participação de Djalma Corrêa, um dos maiores percussionistas brasileiros. No programa está a Missa Afro-Brasileira (de Batuque a Acalanto), do maestro e compositor mineiro Carlos Alberto Pinto Fonseca. O espetáculo, com sessões às 20h de sexta-feira (17) e às 18h30 de sábado (18), na Capela Santa Maria, integra a temporada 2011 patrocinada pela Volvo.

Para a execução da grandiosa obra, também sobem ao palco o Madrigal Vocale, sob a regência de Bruno Spadoni, e os percussionistas curitibanos Alexandre Schimmelpfeng, Vina Lacerda e Luís Fernando Diogo. Os solos estarão a cargo de integrantes do próprio Coro da Camerata: Darci Almeida (soprano), Fátima Castilho (contralto), Alexandre Mousquer (tenor) e Marcelo Dias (baixo). Uma feliz união de talentos para levar ao público uma missa que, na análise de muitos especialistas, tenta abolir as barreiras entre o sacro e o profano, o erudito e o popular.

Composta em 1971, originalmente para coro misto “a capella” (canto sem acompanhamento instrumental), a Missa Afro-Brasileira (de Batuque a Acalanto) destaca o sincretismo religioso, um amálgama de doutrinas ou concepções heterogêneas presente nos cultos afro-brasileiros. Considerada uma das mais importantes criações de Carlos Alberto Pinto Fonseca (1933 – 2006), a composição apresenta alternâncias e, muitas vezes, superposições de textos em latim e em português. O batuque é representado pelos ritmos mais percussivos de origem afro. O acalanto, por sua vez, pelas canções de ninar, as cantigas de roda, além da marcha-rancho, do choro e do samba-canção.

A obra, premiada em 1976 pela Associação Paulista de Críticos da Arte, tem sido apresentada com grande sucesso nos Estados Unidos, Europa e em países da América do Sul, consagrando a produção de Carlos Alberto, que deixou um vasto acervo de peças para coro, instrumentos solistas, canto e piano, bem como vários arranjos de peças do folclore popular brasileiro.

“O autor mergulhou nas raízes da sonoridade afro para tentar compreender os detalhes e a influência do povo africano, tudo isso aliado à mistura cultural mineira e portuguesa”, ressalta a maestrina Ângela Pinto Coelho, que é viúva do compositor. Atualmente, Ângela exerce a função vi da Camerata se apresenta com percussionista de fama internacionalde regente titular da Orquestra Sinfônica Jovem do Palácio das Artes e da Orquestra de Câmara e Coro Carlos Alberto Pinto Fonseca, grupos de Minas Gerais.



Percussão – A apresentação da Missa é enriquecida pela utilização de instrumentos de percussão genuinamente africanos, comandados pelo percussionista Djalma Corrêa, ao lado dos instrumentistas curitibanos Alexandre Schimmelpfeng, Vina Lacerda e Luís Fernando Diogo. Segue-se, assim, a proposta do compositor, que deu uma grande importância ao ritmo, elemento vital nas religiões afro-brasileiras.

Nascido em Minas Gerais, mas vivendo na Bahia desde os 17 anos, Djalma Corrêa fez sua estreia no show “Nós, por Exemplo”, de 1964, com os amigos Caetano, Gil, Gal, Bethânia e Tom Zé, sendo que, 12 anos mais tarde, também participou da formação do grupo Doces Bárbaros, tornando-se nome de relevo do Tropicalismo. Em 1970, criou o grupo de música e dança Baiafro, com o qual excursionou por vários países.

Considerado um dos mais completos percussionistas do mundo, com técnicas que ultrapassam a mera utilização rítmica dos instrumentos, Djalma Corrêa é responsável por trilhas sonoras para cinema e teatro, entre elas a execução percussiva para a trilha sonora de Peter Gabriel, composta para o filme “A Última Tentação de Cristo”, de Martin Scorsese. Nos últimos anos, o instrumentista tem desenvolvido a percussão sob um enfoque didático, promovendo oficinas no Brasil e no exterior, quando aborda suas pesquisas sonoras, métodos criativos, arranjos e apresentação instrumental.



Serviço:

Concerto do Coro da Camerata Antiqua de Curitiba, sob a regência da maestrina convidada Angela Pinto Coelho, com a participação de Djalma Correa, Madrigal Vocale e os percussionistas Alexandre Schimmelpfeng, Vina Lacerda e Luís Fernando Diogo. No programa está a Missa Afro-Brasileira (de Batuque a Acalanto), do maestro e compositor mineiro Carlos Alberto Pinto Fonseca. O espetáculo integra a temporada 2011 patrocinada pela Volvo.

Datas e horários: dia 17 de junho (sexta-feira), às 20h; e dia 18 de junho de 2011 (sábado), às 18h30.

Local: Capela Santa Maria – Espaço Cultural (Rua Conselheiro Laurindo, 273 – Centro)

Ingressos: R$ 15 ou R$ 7,50 (meia-entrada)

evento - musica - Helinho Sant'Ana lança livro com show na CAIXA Cultural



Helinho Sant'Ana lança livro com show na CAIXA Cultural

O livro “Arte Sonora” ensina a confeccionar instrumentos musicais com materiais alternativos

A CAIXA Cultural apresenta, no dia 21 de junho as 19h30, o show de lançamento do livro “Arte Sonora – Instrumentos Musicais Confeccionados com Materiais Alternativos”, de Helinho Sant'Ana. Além do livro Arte Sonora, o artista também fará o lançamento do CD “Afro Brincante” e do livro e CD “Cuicante – A Família das Cuícas Cantantes”. A apresentação conta com a participação de músicos convidados, como Marcelo Oliveira, Leandro Leal, Caio Guimarães, Felipe Mery e o grupo Batukelas. O projeto conta com incentivo da CAIXA pela lei de mecenato municipal. O trabalho gráfico é de Marcia Széliga e as fotografias de Lauro Borges.

O livro “Arte Sonora – Instrumentos Musicais Confeccionados com Materiais Alternativos” traz 160 páginas de textos explicativos, partituras e fotos, sobre o fazer artístico voltado à confecção dos instrumentos musicais. O CD “Afro Brincante” traz 13 músicas, compostas especialmente para serem executadas com os instrumentos musicais de materiais alternativos. Já o livro infantil e o CD “Cuicante – A Família das Cuícas Cantantes” contam uma pequena estória onde os personagens são os próprios instrumentos musicais. O álbum apresenta a narração de Rosy Greca.

Helinho Sant’Ana

Helinho Sant’Ana é músico, compositor, produtor cultural e arte educador, graduado em Educação Artística e Licenciatura Plena em Música pela FEMP (atual FAP). É diretor presidente da Arte Sonora Produções Artísticas, e fundador da Cores da Rua – Associação Artística de Educação Informal, entidade sem fins lucrativos que desenvolve projetos artísticos sociais, com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade econômica e/ou social.

Ao longo de sua carreira, tem atuado como músico, em peças de teatro, shows e estúdios de áudio. Como produtor artístico, compositor e arranjador, Helinho realizou os espetáculos autorais: “Sincronicidade”; “Alegria”; “Blinc Blom Blum” e “Folguedeira”, além de espetáculos realizados pela Cores da Rua, como “Tamborango”; “Congolelê”; “Cores da Cidade” e “Batukelas”. Como arte-educador, tem realizado oficinas, workshops e palestras sobre confecção de instrumentos musicais com materiais alternativos.

Serviço:

Livro: Lançamento do projeto Arte Sonora, de Helinho Sant’Ana

Local: CAIXA Cultural – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro Curitiba/PR

Show: teatro da CAIXA Cultural – 19h30 – Retirar os ingressos na bilheteria a partir das 18h30

Data: 21 de junho

Horário: Terça 19h30

Ingressos: Entrada franca.

Informações: (41)2118-5111(de terça a sexta, das 12 às 19h, sábado e domingo, as 16 às 19h)

Classificação etária: Livre para todos os públicos

www.caixa.gov.br/caixacultural

terça-feira, 14 de junho de 2011

EVENTOS - Música - “Tangos e Tragédias” retorna para mais uma temporada em Curitiba



A comédia musical entra em cartaz no Teatro Guaíra e tem patrocínio da CAIXA





A CAIXA apresenta, de 17 a 19 de junho, no Teatro Guaira, o clássico espetáculo musical que há anos faz parte do calendário cultural da cidade.



Sucesso desde 1984, “Tangos e Tragédias” é o show, em todos os sentidos, de Nico Nicolaiewsky e Hique Gomez. Música, humor, teatro e participação do público são os elementos que tornaram a peça um clássico. A ficção é construída em torno dos dois personagens: o Maestro Plestkaya (Nico) e o violinista Kraunus Sang (Hique), músicos originários do país inventado chamado Sbornia. Os artistas interpretam músicas do folclore sborniano, canções brasileiras e sucessos da música internacional. É um espetáculo universal por tratar com humor os grandes temas como o amor impossível, a dor-de-cotovelo e outras tragédias do ser humano.



O espetáculo já passou pelos mais importantes teatros do Brasil e de países como Argentina, Equador, Colômbia, Espanha e Portugal, sendo visto por mais de um milhão de pessoas. Em Porto Alegre, “Tangos e Tragédias” sempre lota o Theatro São Pedro durantes as temporadas de verão, desde 1987, embalando fãs ao ritmo dos hilários sucessos trazidos da Sbornia, como a dança do Copérnico e Aquarela da Sbornia. A popularidade da dupla os tornou tema do enredo da escola de samba Imperatriz Dona Leopoldina, no carnaval gaúcho. O enredo era “A visita de Dona Leopoldina ao Reino da Sbórnia”.



Em dezembro de 2010, foi gravado o primeiro DVD do “Tangos e Tragédias”. A produção foi gravada em 2004, durante uma apresentação histórica de comemoração dos 20 anos da peça, reunindo 20.000 pessoas na Praça da Matriz, em Porto Alegre. Produzido pela Zeppelin Filmes, o DVD tem direção geral de José Pedro Goulart e direção de Rodrigo Pesavento e Marcelo Nunes. Os extras apresentam a divertida entrevista no Jô Soares, versão comentada do espetáculo e outras surpresas. Uma curiosidade é que além de português, inglês e espanhol, o DVD tem a opção de legenda em "sborniano", língua da terra natal dos personagens.



Os protagonistas e autores



Nico Nicolaiewsky, nascido em Porto Alegre em 1957, é pianista, cantor, compositor e humorista. Até 1974 se dedicou ao piano, e posteriormente fundou a banda Musical Saracura, uma das pioneiras no rock regional. Em meados dos anos 80 o rock gaúcho tomava proporções nacionais, período em que estreou timidamente o espetáculo “Tangos e Tragédias”, com Hique Gomez, um duo de violino e acordeom. Nico escreveu músicas para cinema, teatro, além de lançar discos e espetáculos, como “As Sete Caras da Verdade”, lançando inicialmente o CD e depois a peça. Seu trabalho mais recente é o disco solo “Onde Está o Amor?”.



Hique Gomez também nasceu em Porto Alegre, em 1959. Começou a compor samba-canções e choros ao bandolin, com 17 anos, e participou de formações de grupos de rock, como “A Pota”. No início dos anos 80 forma dupla com Wilsom SaBrito, compôs trilhas para peças de teatro e publicidade, criou arranjos para gravações e estudou violino. Em 84, estreou com Nico Nicolaiewsky “Tangos e Tragédias”, com inúmeras temporadas de sucesso. Hique produziu trilhas para o cinema, estreou “O Teatro do Disco Solar” (prêmio Açorianos), “Rádio Esmeralda” e “A Festa de Margarette”, escreveu orquestrações para a banda municipal de Porto Alegre,entre outras inúmeras atividades.



Serviço



Teatro: “Tangos e Tragédias”

Local: Teatro Guaíra

Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 200 Centro – Curitiba/PR

Data: de 17 a 19 de junho

Horários: sexta e sábado 21h e domingo 19h

Ingressos: Consultar bilheteria do Teatro Guaíra (3304-7982). Clientes CAIXA possuem 30% de desconto

Classificação etária: Livre para todos os públicos

EVENTOS - Música - Valsas para fagote na CAIXA Cultural em Curitiba







Apresentação faz parte da Série Solo Música





A CAIXA Cultural apresenta, na próxima terça-feira (14), o fagote do músico Fábio Cury na Série Solo Música, projeto que apresenta um concerto solo por mês. O músico paulista apresenta “16 Valsas para Fagote Solo”, de Francisco Mignone. Não se tem notícia anterior da exibição completa deste trabalho na capital paranaense.



Fábio Cury é natural de Jundiaí e iniciou os estudos de fagote em 1981, com Paulo Justi. É bacharel em Fagote e mestre em Artes, pela Unicamp, tendo estudado na Alemanha com Klaus Thunemann. Atua como solista de importantes orquestras, como a Sinfônica do Estado de São Paulo, Experimental de Repertório, Sinfônica de Campinas e Nacional do Panamá, entre outras.



Em 2010, o artista lançou o CD “Velhas e Novas Cirandas: Música Brasileira para Fagote e Orquestra”, com a Orquestra Amazonas Filarmônica, pelo qual recebeu o prêmio APCA. Atualmente, integra a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal de São Paulo, a Orquestra Jazz Sinfônica e a Camerata Aberta. É professor de fagote na Universidade de São Paulo, na Escola Municipal de Música e na Faculdade Cantareira.



Dentre os prêmios conquistados, estão o Concurso para Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (1987), o VIII Prêmio Eldorado de Música (1995), além da menção honrosa no Concurso Fernando Gillet, do International Double Reed Society.



Na Série Solo Música, Fábio apresenta uma importante obra escrita para o instrumento: “16 valsas para fagote solo”, de Francisco Mignone.





Série Solo Música



Projeto já consagrado, transita pelos diversos gêneros musicais, com recitais programados para ressaltar a diversidade cultural em todo o mundo. É em função deste contraste, que o público enxerga as qualidades de cada artista, e aprecia as diferenças de estilo e personalidade.



Serviço



Música: Série Solo Música – Fábio Cury (fagote)

Local: Teatro da CAIXA Cultural – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Curitiba (PR)

Data: 14 de junho

Hora: terça 20h30

Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (meia – conforme legislação e correntista CAIXA)

Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sexta, das 12h às 19h, sábado e domingo, das 16h às 19h)

Classificação etária: Livre para todos os públicos

Lotação máxima: 125 lugares (02 para cadeirantes)

www.caixa.gov.br/caixacultural

EVENTOS - Música - Rosy Greca lança livro de música para crianças na CAIXA Cultural







“A canção para crianças – uma contribuição ao reencantamento da infância” é uma compilação de 35 anos de carreira







A CAIXA Cultural convida para o lançamento da obra “A canção para crianças – uma contribuição ao reencantamento da infância”, da produtora cultural Rosy Greca, no dia 15 de junho às 20h. O livro, que conta com incentivo da CAIXA pela lei municipal de incentivo a cultura, é um registro dos trinta e cinco anos de carreira, todos dedicados à canção para crianças. O evento conta ainda com um show, com canções compostas pela artista, no teatro da CAIXA Cultural.



No livro, Rosy Greca mergulha no universo da canção para crianças, lançando um olhar conceitual e histórico, além de versar sobre seus elementos artísticos, seus valores essenciais, sua aplicação na escola e sua difusão e distribuição no mercado fonográfico brasileiro. Ela propõe uma reflexão sobre os desafios da infância contemporânea frente aos excessos dos meios de comunicação, da publicidade e dos recursos tecnológicos. Nesse contexto, apresenta a arte em geral e, em particular a canção, como contribuição ao reencantamento da infância.



A obra é pioneira, sendo o primeiro livro sobre canção autoral pra crianças no Brasil. “A canção para crianças é diferente da música infantil e tem uma história recente no país. A canção traz uma maior preocupação com a questão cultural educativa e artística”, conta Rosy. “A canção prima pela qualidade melódica, do arranjo, da letra, da interpretação e da performance. É uma forma diferenciada de tratar o material sonoro”, completa a artista.



Para Rosy a música infantil presente na mídia, em programas infantis, é movida por interesses comerciais. “Não há preocupação com a formação estética e cultural de nossas crianças”, afirma Rosy. A conseqüência é o fenômeno, segundo o crítico social Neil Postman, denominado “desaparecimento da infância”. O lado positivo é que um contingente cada vez maior de compositores dedica seu tempo à composição artística e de caráter educativo.



“A idéia do cancioneiro para crianças é criar entretenimento, diversão e cultura com qualidade. É sensibilizar os sentidos das crianças”, conclui Rosy. O show, também criado pela produtora, mistura música e poesia para crianças. É inspirado em poemas escritos especialmente para a infância por Cecília Meireles, Sidônio Muralha, Roseana Murray, José Paulo Paes, Ricardo Azevedo, Manoel Bandeira e Mario Quintana. As canções são interpretadas por Rosy Greca, Ervin Fast (teclado) e Larissa Novo (flauta), sendo algumas em parceria com Enéas Lour. A intenção é oferecer às crianças momentos de pura música, poesia e encantamento, alimentando o mundo sensível da criança com fantasia, emoção e imaginação.



Rosy Greca



Rosy Greca é artista, compositora, contadora de histórias, arte-educadora e produtora cultural. Compôs sua primeira trilha sonora para o teatro com apenas dezesseis anos de idade, para a peça “Hoje é dia de Rock”, com direção de Antonio Carlos Kraide e adaptação de Denise Stoklos.



Hoje conta com sessenta trilhas musicais compostas, principalmente, para o teatro infantil. Rosy se dedica à canção para crianças, tanto na área artística quanto na área pedagógica, e já produziu onze álbuns, em que atua como compositora e intérprete.



Após trinta e cinco anos de carreira, Rosy resolveu registrar sua experiência no livro “A canção para crianças” – uma contribuição ao reencantamento da infância.



Colecionadora de troféus



Rosy Greca foi premiada diversas vezes com o Troféu Gralha Azul: “A história de muitos amores (1986), “O Menino Maluquinho” (1987/88/94/95), “Flicts” (1994/95), “A História de Pã” (1994/95), “A Fada que tinha idéias” (1997), “O Conto da Ilha Desconhecida” (2002), “Os Alegres Fanstasmas do Clube” (2006), além de sete outras indicações. Recebeu o Troféu Poty Lazarotto por “As Loucas e os Lazarentos” (2001) e por “O Conto da Ilha Desconhecida” (2002), foi premiada no Festival Nacional de Teatro Isnard de Azevedo e no Festival de Teatro do Vale dos Sinos, com “Ari Areia”, entre muitas outras premiações.



Serviço:



Livro: Lançamento do livro de música “A canção para crianças – uma contribuição ao reencantamento da infância”, de Rosy Greca

Local: CAIXA Cultural – Rua Conselheiro Laurindo, 280 – Centro Curitiba/PR

Show: teatro da CAIXA Cultural – 20h – Retirar os ingressos na bilheteria a partir das 19h

Data: 15 de junho

Horário: Quarta 20h

Ingressos: Entrada franca.

Informações: (41)2118-5111(de terça a sexta, das 12 às 19h, sábado e domingo, as 16 às 19h)

Classificação etária: Livre para todos os públicos

www.caixa.gov.br/caixacultural
******

Evento - Recital de Celso Borges




Recital de Celso Borges faz releituras poéticas de letras do cancioneiro popular brasileiro


Novo espetáculo do artista maranhense Celso Borges faz releituras poéticas de letras de Torquato Neto, Caetano Veloso, Chico Buarque, Capinam, Alceu Valença, Raul Seixas, Ronaldo Bastos, Josias Sobrinho, Vitor Ramil e Gilberto Gil, entre outros.

Com entrada franca, a estreia do espetáculo acontecerá nos três Centros Culturais Banco do Nordeste, dentro do programa Literatura em Revista: em Juazeiro do Norte, no Cariri, região sul do Ceará, no dia 15 de junho (próxima quarta-feira), às 19h30; em Sousa, no alto sertão paraibano, dia 16 (quinta-feira), também às 19h30; e em Fortaleza, dia 18 (sábado), às 18h.

O recital A Palavra Voando leva ao palco uma releitura do cancioneiro popular brasileiro. Além de reler/recriar as letras de música, destacando o valor de seu discurso poético, o espetáculo mostra que - embora os versos das canções tenham ambiências sonoras e particularidades diferentes da poesia no papel -, podem alcançar um nível de qualidade idêntico ou superior ao discurso poético tradicional. O DJ Beto Ehongue (Nego Kaapor e Canelas Preta) elaborou trilhas para cada uma das 20 letras do recital.

"A Palavra Voando despe o texto original da música que lhe dá sustentação. Criamos uma nova musicalidade para as letras a partir de sonoridades e trilhas construídas pelo DJ Beto Ehongue ou utilizando apenas a 'música da voz' no ato da leitura", afirma Celso Borges.

"Transportar canções consagradas para um universo musical distinto sem perder (e em vários momentos ganhar) o valor poético e atemporal das letras das canções foi e é o grande desafio d'A Palavra Voando", diz Beto Ehongue.

Letra de música é poesia? - O recital é também uma reflexão e ao mesmo tempo uma (não) resposta a uma das questões mais abordadas em seminários, mesas, oficinas e fóruns de literatura na atualidade: "letra de música é poesia?". Celso Borges quer pôr fim a essa discussão privilegiando o discurso poético, qualquer que seja o seu meio. A Palavra Voando transforma alguns letristas em verdadeiros poetas, independentemente de sua obra ter sido ou não publicada em livros.

O poeta argumenta que as letras nem sempre necessitam do suporte sonoro da canção. "A proposta do show é justamente criar uma nova "música" para essas letras a partir do som e da inflexão da voz falada sobre trilhas compostas especialmente para cada uma das letras. Em resumo, valorizar a letra de música sem o suporte da sua melodia original", diz o poeta.



PERFIL

Celso Borges nasceu em São Luís, Maranhão, em 1959. Poeta, jornalista e letrista, viveu 20 anos em São Paulo e voltou a morar em São Luís em 2009. Parceiro de Chico César e Zeca Baleiro, entre outros, tem oito livros de poesia publicados: Pelo avesso (1985); Persona non grata (1990); Nenhuma das respostas anteriores (1996); XXI (2000); Música (2006) e Belle Époque (2010) etc.

No final dos anos 1990, inicia pesquisa que reúne poesia e música, com referências que vão da música popular brasileira às experiências sonoras de vanguarda. O resultado desse diálogo está nos livros-CDs - XXI, Música e Belle Époque, com a participação de mais de 50 poetas e compositores brasileiros. Nos últimos seis anos, Celso Borges tem levado a poesia para o palco com os projetos Poesia Dub, que desenvolve com o DJ Otávio Rodrigues, e A Posição da Poesia é Oposição, com o guitarrista Christian Portela. Eles já se apresentaram no Tim Festival (SP-2004); Baile do Baleiro, do compositor Zeca Baleiro (SP-2004); Festival Londrix (Londrina-2006); Catarse (Sesc Pompéia-2009) e Projeto Outros Bárbaros (Itaú Cultural, SP- 2005 e 2007).

Celso Borges tem poemas publicados nas revistas de arte e cultura Coyote, Oroboro e Poesia Sempre (Biblioteca Nacional) e já ministrou oficinas de poesia em São Luís, Imperatriz (MA) e Palmas (TO). Atualmente, apresenta na Rádio Uol o programa Biotônico ao lado de Zeca Baleiro e do DJ Otávio Rodrigues e edita a revista Pitomba com os escritores Bruno Azevedo e Reuben da Cunha Rocha.

Beto Ehongue atua profissionalmente há 11 anos na cena cultural de São Luís, com várias passagens importantes pelo Sul do Brasil. Junto com a Banda Nego Kaapor circula pelos festivais alternativos do País na divulgação do primeiro CD do grupo, vencedor em várias categorias no Prêmio Universidade FM/2006 (São Luís), inclusive o de melhor disco POP.

O artista compõe trilhas para filmes, como "Reverso" de Francisco Colombo, "Encosto" de Junior Balby e "Bicho de Pé" (vencedor de melhor trilha sonora de vídeo no GUARNICÊ DE CINEMA/2008), também de Junior Balby, além de fazer a direção e produção musical de outros artistas.

O mais recente trabalho de Ehongue é com o grupo Canelas Preta, formado por Neto Vieira (guitarra), Adriano Lima (bateria), Raflea (baixo) e Smarley Bob (teclados/samplers) e Baé Ribeiro (percussão). Tem arranjos que mesclam samplers, beats e percussão. A base do violão acústico dá novo formato à sonoridade da música de Beto, com referências que vão de Caetano Veloso a Mano Chao. As músicas das bandas Canelas Preta e Nego Kaapor estão disponíveis no Myspace.



Show 'A Palavra Voando'

Celso Borges & Beto Ehongue

Programa Literatura em Revista

Cineteatros do CCBNB

Entrada franca

Dias 15 (quarta-feira), em Juazeiro do Norte, no Cariri, região Sul do Ceará, às 19h30; 16 (quinta-feira), em Sousa, no alto sertão paraibano, às 19h30; e 18 de junho (sábado), em Fortaleza, às 18h.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

EVENTOS - Paraibano Toninho Borbo, alagoana Fhátima Santos e cearense Oscar




Paraibano Toninho Borbo, alagoana Fhátima Santos e cearense Oscar cantam no CCBNB-Fortaleza

O paraibano Toninho Borbo, a alagoana (radicada no Ceará) Fhátima Santos e o cearense Oscar são atrações musicais gratuitas neste mês de junho no Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 - Centro - fone: (85) 3464.3108). Toninho Borbo se apresentará no próximo dia 15 (quarta-feira), às 12 horas e 18 horas; Fhátima Santos e Oscar, no dia 16 (quinta-feira), ao meio-dia e às 18 horas, respectivamente.

Paraibano movido pela inquietação artística, Toninho Borbo chega ao seu sétimo ano de estrada apontando a liberdade de criação e tencionando limites estéticos através da fusão entre a tradição folclórica e o universo multicultural da música contemporânea mundial. Toninho faz música de qualidade, por isso fechou parceria com o selo Pimba, do Rio de Janeiro, no ano passado. As músicas podem ser adquiridas pelo site da Dubas (www.dubas.com.br).

Dub, afrobeat, samba, rock, música eletrônica e ritmos regionais como o coco e a embolada se misturam no Experimental Samba, o novo show do músico. Antenado na vanguarda cultural brasileira, o som é um mix do violão com colagens e bits eletrônicos. Do show anterior, o Para Fins de Mercado, surgiu uma parceria com alunos de Arte & Mídia (UFCG) que produziram um videoclipe do artista com a música "É poesia".

Desde que iniciou a carreira profissional, o músico participou de alguns eventos nacionais, como o Encontro de Pontos de Cultura (Teia), em São Paulo-SP (2006), Bienal da UNE no Rio de Janeiro-RJ (2007), CCBNB (Paraíba e Ceará - 2008), 7° Feira da Música (Fortaleza-CE - 2009), além do 1º Salão Internacional do Livro (João Pessoa-PB).



Repertório do show*

1.Cuscuz, manteiga e fé

2. Vozes dos vultos vivos

3. Faca de samba

4. A Feira (poesia Lourdes Ramalho/música T. Borbo)

5. Crânio vazio

6. Para Fins de Mercado

7. Ser humano

8. Aparente coisa

9. Só alma

10. Meu barco

11. Do lado de lá

12. Zé Molambo

13. Desfelicidade

14. Zabé sabe (Arthur Pessoa)

15. Cinza

16. Nada sem você

17. É poesia

18. Enquanto eu Lírio, você mal me quer

19. Carne dura



* As demais músicas são de autoria de Toninho Borbo



Ficha Técnica

Letras, violão e voz: Toninho Borbo

Bateria: Beto Cabeça

Baixo: Fábio Alves

DJ fHz0



Fhátima Santos homenageia Noel Rosa

Nasceu em Serra Grande (AL), vindo morar em Fortaleza ainda criança e nessa época cantava no colégio. Incrivelmente ficava surpresa com os aplausos por não se achar talentosa. Adolescente já se apresentava na noite, por isso é considerada cearense de "coração" pelo público que acompanha e admira o seu talento e a voz maravilhosa. Participou de vários shows e eventos musicais, como o Projeto Pixinguinha, Festival de Jazz e Blues de Guaramiranga, Mostra SESC Cariri, entre outros. Já dividiu palco com artistas ilustres como João de Aquino, Miltinho, Maria Creuza, Rosinha de Valença, Leci Brandão, Leny Andrade, Nana Caymmi, Filó Machado, Guinga e Zé Luiz Mazziotti.

O show é uma bela homenagem a Noel Rosa, o "Poeta da Vila", no centenário de seu nascimento (11/12/1910), relembrando grandes sucessos que marcaram o cancioneiro popular brasileiro através de uma poesia permeada de temas do cotidiano como saudade, amor, boemia, morte e desilusão, destaque para os sambas que possuem uma veia humorística que desemboca na ironia.



Programa

1. Gago apaixonado (Noel Rosa)

2. Com que roupa (Noel Rosa)

3. Conversa de botequim (Noel Rosa / Vadico)

4. Filosofia (Noel Rosa)

5. Feitiço da vila (Noel Rosa / Vadico)

6. Feitio de oração (Noel Rosa / Vadico)

7. João ninguém (Noel Rosa)

8. Pela décima vez (Noel Rosa)

9. Palpite infeliz (Noel Rosa / Araci de Almeida)

10. Último desejo (Noel Rosa)

11. O x do problema (Noel Rosa)

12. Três apitos (Noel Rosa)



Ficha Técnica

Voz: Fhátima Santos

Violão: Carlinhos Patriolino



Oscar

A música de Oscar estabelece uma fusão entre o universal e o regional. Sua melodia incorpora características do rock, jazz e samba, claramente influenciada pela fusão jazz-rock dos anos 1970 e 80. Com pluralidade instrumental, os temas melódicos produzidos por Oscar mantêm um equilíbrio entre a simplicidade e a originalidade. Os versos se encaixam de forma inusitada e harmoniosa nas suas mensagens melódicas. São letras marcadas por experiências do compositor em diversos cenários cearenses, envoltos em uma atmosfera de sentimentos e imagens com teor particular e universal. Sentimentos universais como o amor são explorados sob um ponto de vista peculiar, pessoal. A característica marcante de sua musicalidade é o perfeito equilíbrio estabelecido entre o jazz contemporâneo, as influências do Rock'n'Roll e samba e as temáticas tipicamente cearenses, combinando um rico arranjo instrumental com a beleza lírica da música brasileira. O projeto musical Uni Verso marca o início da carreira solo do artista (uni), até o momento dedicado a projetos coletivos e instrumentais, e da apresentação das suas composições em forma de canções (verso).



Programa

1 - Praia do Futuro - Oscar

2 - Canoa Veloz - Oscar

3 - Carnaubais - Oscar

4 - Revolução - Oscar

5 - Quem Verá - Oscar

6 - Vim de Lá - Oscar

7 - Faz um Ano - Oscar

8 - Deixa o tempo passar - Oscar

9 - Pra que tanto ódio - Oscar

10 - Ela - Oscar



Ficha Técnica:

Guitarra e Voz - Oscar

Baixo - Romualdo Filho

Teclado - Ivan Timbó

Bateria - Herverson Santos

MUSICA - Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto fará duas apresentações



Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto fará duas apresentações gratuitas em Fortaleza em junho



A Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto vem do município caririense do Crato para duas apresentações gratuitas em Fortaleza, neste mês de junho: no Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (rua Floriano Peixoto, 941 - Centro - fone: (85) 3464.3108), no próximo dia 17 (sexta-feira), às 18 horas; e no CUCA Che Guevara (av. Presidente Castelo Branco, 6417 - Barra do Ceará - fone: (85) 3237.4223), no dia 18 (sábado), às 19 horas.

A Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto é um grupo de músicos residentes na cidade do Crato, no sul do Ceará. Tudo começou com José Lourenço, apelidado Aniceto, que viveu até os 104 anos e legou a tradição aos filhos Francisco, João, Hugo, Antônio e Raimundo.

Atualmente, uma terceira geração, representada por Cícero, Joval e Adriano, dá continuidade ao trabalho iniciado pelo Mestre José Lourenço. O nome Cabaçal deve-se ao uso de cabaças para confecção do zabumba e da caixa, hábito de origem indígena.

Vestidos com roupas de cores vivas, calçando alpercatas de couro, os Irmãos Aniceto criam peças notáveis, ocupando o espaço cênico com dança anímica, em conjunto ou em solos, usando os pífanos feitos de taboca, acompanhados de zabumba, caixa e pratos. O grupo também constrói os instrumentos utilizados nas apresentações.

Dentre seus elogiados números, envolvendo música, poesia matuta, dança e dramatização realizada a partir da observação da natureza, dando um sentido profundo de ecologia aplicada às artes, os Irmãos Aniceto nos brindam com apresentações antológicas como "A briga do cachorro com a onça", "A dança do caboré", "A dança do marimbondo", "Severino Brabo" e "O casamento da acauã com o gavião". Os Irmãos Aniceto parecem feitos de mola, pinotando pelo espaço, virando onça, voando feito caborés, realizando um teatro de expressiva beleza.

A Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto apresenta intensa e harmoniosa criatividade, sempre no trabalho de reelaboração da herança coletiva, conservando traços de nítida influência da cultura dos índios cariris, onde a música e a dança são mostradas com características profundamente populares, ressaltando a importância da cultura tradicional do Nordeste brasileiro.

A Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto já percorreu as principais cidades do Brasil, apresentando-se diversas vezes em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Natal, ao lado de artistas como Hermeto Pascoal, Quinteto Violado, Alceu Valença, Dominguinhos e Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho, tendo sido agraciada com o Prêmio Dragão do Mar de Arte e Cultura, na categoria Artista Popular.

Em 2005, participou do Ano do Brasil na França, apresentando seus pinotes e trinados na Cité de La Musique, em Paris. Juntamente com a Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho, os Irmãos Aniceto lançaram em 2009 um DVD dirigido pelo cineasta Sérgio Rezende, com gravações no Theatro José de Alencar e no Cariri.

Com dois discos lançado, Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto (1999) e Forró no Cariri (2005), o grupo se prepara para lançar o terceiro CD, "Sou Tronco, Sou Raiz", todos produzidos pelo cantor e compositor cearense Calé Alencar. Em 2007, os Irmãos Aniceto foram agraciados com a medalha da Ordem do Mérito Cultural, do Ministério da Cultura.



PROGRAMA

1. Marcha de Chegada

2. Marcha Caririzeira

3. Marcha Rebatida Pé de Serra

4. Marcha de Estrada

5. Forró no Cariri

6. Alvorada

7. Galope

8. Quilombo

9. Bendito de Nossa Senhora das Candeias

10. Bendito de Nossa Senhora da Penha

11. O Bem-te-vi

12. Alegra o Povo

13. O Casamento da Acauã com o Gavião

14. Quilariô (Adriano, Cícero e Joval)



Músicas de 1 a 13 - temas de domínio público adaptados pela Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto.



FICHA TÉCNICA

1º Pífano: Antônio

2º Pífano: Raimundo

Caixa: Cícero

Caixa: Azul

Pratos: Joval

Zabumba: Adriano

Texto, fotos e produção: Calé Alencar