terça-feira, 29 de dezembro de 2009

A VOLTA DO CAMISA


Criada em Salvador na década de 80, a Camisa de Vênus teve em sua primeira formação Marcelo Nova (vocal), Robério Santana (Baixo), Karl Franz Hummel (guitarra base), Gustavo Mullen (Guitarra solo) e Aldo Machado (Bateria).

Pois o Camisa está de volta. A re-estreia será dia 29 de janeiro, em Salvador, no Cais Dourado. A turnê começa na Bahia e depois segue para outras grandes capitais do país.

Desta vez o vocalista será Eduardo Scott, que encarará cantar com as feras Gustavo Mullen e Karl Franz Hummel .

domingo, 13 de dezembro de 2009

Eu, Você e Maria no Mega Bazar Lúdica



Em um ano de estréia cheio de novidades, aí vem mais uma...

Eu, Você e Maria no Mega Bazar Lúdica

Um evento de novas tendências... na moda... na música... nas artes!

Venha conferir o show em meio a muita diversão!

Dia: 13/12 (Domingo)
Horário: 19h
R$: 3,00


Vídeo da última edição: http://www.youtube.com/watch?v=0hFFjLV3oKA



quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Neste domingo tem música no Parque Cambuí



O programa Música nos Parques deste domingo tem Glauco Sölter com seu contrabaixo e Janaina Fellini com Música de Ruiz

O projeto Música nos Parques, neste domingo (13), leva os shows de Glauco Sölter e de Janaína Fellini com a banda Música de Ruiz ao Parque Cambuí, no bairro Fazendinha. Na edição deste ano, o Música nos Parques conta com o patrocínio da OI.

Talento paranaense no contrabaixo, Glauco Sölter faz o primeiro show, às 15h, ao lado dos companheiros Endrigo Bettega (bateria), Mário Conde (guitarra) e Jeff Sabag (teclado). Em suas turnês pelo mundo, Glauco já passou pela Suíça, Tunísia, África do Sul, Estados Unidos e vários países da América Latina. “Percebo a receptividade dispensada ao músico brasileiro”, ressalta o contrabaixista, vencedor de festivais e prêmios de melhor canção, melhor composição e de melhor intérprete com uma música de sua autoria, intitulada “Navega”.

Às 17h, é a vez da cantora Janaína Fellini se apresentar ao lado do Música de Ruiz. O show tem um repertório diferenciado, fruto de uma pesquisa que dá prioridade à música local. Nesse processo, a cantora entrou em contato com os compositores Estrela Ruiz Leminski e Téo Ruiz, atuantes tanto na cena independente local quanto nacional. A voz da emergente Janaína, nas músicas poéticas de Estrela e Téo, é acompanhada pelos experientes instrumentistas Fred Teixeira, Denis Mariano, Erico Viensci e Du Gomide, que sempre participam de espetáculos em Curitiba.

Serviço:

Música nos Parques

Local: Parque Cambuí – Rua Carlos Klemtz – Bairro Fazendinha

Data: 13 de dezembro de 2009 (domingo)

Às 15h – Glauco Sölter e banda

Às 17h – Janaína Fellini (interpretando canções do CD Música de Ruiz)

Entrada franca

Renomado violonista argentino faz apresentação gratuita em BH


Víctor Pellegrini traz homenagem ao compositor cubano Leo Brouwer, além de revisitar peças clássicas de autores europeus e sul americanos

Na próxima segunda-feira, dia 14 de dezembro, o violonista argentino Víctor Pellegrini se apresenta em Belo Horizonte em homenagem ao músico cubano Leo Brouwer, que comemorou 70 anos em 2009. A apresentação faz parte do Guitarríssimo, projeto mensal idealizado pelo Instituto Cervantes que traz à capital mineira renomados violonistas internacionais, que vêm de países que falam a língua espanhola. Em espanhol, guitarra significa violão.

A apresentação de Víctor Pellegrini consistirá em duas partes. Na primeira, Pellegrini fará uma pequena homenagem a diversos compositores eruditos, como o francês Claude Debussy, o russo Igor Stravinsky, o brasileiro Heitor Villa-Lobos, além de outros autores. A segunda parte traz várias obras cubanas, como a canção “Rito de los Orishas”, que dá nome à apresentação de Pellegrini e é uma composição de Leo Brouwer, homenageado da noite. O violonista argentino encerrará a noite com a música “Elogio de la danza”, também composta pelo cubano.

Carreira
Amplamente reconhecido e premiado em concursos internacionais de violão na Espanha, Venezuela e Cuba, Víctor Pellegrini está entre os violonistas mais profissionais e completos da sua geração. O músico já se apresentou em diversos países nas Américas e na Europa, além de ter se destacado junto a orquestras sinfônicas da Suíça, Venezuela, Hungria, Suíça, México e Cuba.

O músico geralmente apresenta obras americanas e europeias dos séculos XX E XXI, e cultiva um interesse particular pelas composições para violão e câmara de Leo Brouwer. Víctor Pellegrini já gravou uma dezena de discos na Itália, Porto Rico, México, Venezuela e Cuba.

Esta edição do Guitarríssimo está sendo realizada, mais uma vez, em parceria com o Museu Histórico Abílio Barreto, que viabiliza o espaço para as apresentações que fazem parte do projeto.

Serviço

Víctor Pellegrini – Concerto Rito de los Orishas

Data: Dia 14 de dezembro, segunda-feira

Horário: 20 horas

Local: Museu Histórico Abílio Barreto - Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim

Informações: Secretaria do Instituto Cervantes, (31) 3789-1600

Entrada Franca

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Arquivo Nacional promove encontro sobre preservação de acervos sonoros


Arquivo Nacional promove encontro para discutir acervos sonoros


Será realizado, no Arquivo Nacional, no dia 09 de dezembro próximo, às 9h30m, o Encontro de Preservação: Coleções Sonoras, uma parceria entre o Arquivo Nacional e o Centro de Pesquisa e Documentação da Fundação Getúlio Vargas.

O objetivo do evento e divulgar a metodologia criada pelas duas instituições para o trabalho de diagnóstico, higienização e digitalização de acervos sonoros, visando sua preservação, contribuindo ainda para a troca de experiências que ajudem a padronizar os procedimentos técnicos e de gerenciamento mais adequados.

Segundo, Tulio Saeta, técnico do Grupo de Planejamento em Preservação do Arquivo Nacional, “a intenção é promover um encontro de profissionais e colecionadores envolvidos nas diversas etapas de processo de formação e preservação de coleções sonoras”.

Encontro de Preservação: Coleções Sonoras
Local: Arquivo Nacional
Praça da República, 173
Centro
Tel: 2179-1273

Horário: 9h30m às 17h
Entrada franca

Camerata apresenta obra inédita baseada na saga dos irmãos Villas-Boas



A Camerata Antiqua de Curitiba, em seu último concerto do ano, faz a estreia mundial da composição de Hudson Nogueira sobre os sertanistas brasileiros. A regência é de Marcelo Jardim.

A Camerata Antiqua de Curitiba encerra a temporada de 2009 com duas apresentações neste fim de semana, que têm como principal atração a estreia mundial da composição “Os sertanistas brasileiros – A saga dos irmãos Villas-Boas”, de Hudson Nogueira. Sob a regência de Marcelo Jardim, a obra faz parte do repertório do concerto que acontece nesta sexta-feira (11), às 20h, e sábado (12), às 18h30, na Capela Santa Maria. A temporada de concertos da Camerata contou com o patrocínio da Volvo.

A composição escrita por Hudson Nogueira, que figura entre os mais talentosos compositores brasileiros, com músicas executadas e gravadas em todo o mundo, é baseada no livro “Almanaque do Sertão”, de Orlando Villas-Boas. A versão musical está dividida em quatro movimentos: “Almanaque do sertão”, “História de visitantes, sertanejos e índios”, “Xingu, os índios e seus mitos” e “O último Kuarup”. O primeiro movimento é para orquestra (cordas, percussão e piano), o segundo para orquestra e solistas (soprano e barítono), o terceiro para orquestra e coro, finalizando com o Kuarup, ritual fúnebre dos índios do Xingu, para coro, orquestra e solistas.

Assim como o livro, a versão musical procura mostrar a história dos dois sertanistas, grandes defensores da criação de reservas e parques indígenas na região do Xingu. Na década de 1940, eles tomaram parte da expedição Roncador-Xingu, que tinha o objetivo de percorrer a região do oeste brasileiro, ainda inexplorada, com abertura de estradas e construção de campos de pouso de emergência, visando à defesa territorial. Nessa empreitada, os irmãos Villas-Boas tiveram contato com povos indígenas ainda hostis e de grande diversidade cultural.

Hudson Nogueira (1968) traduziu a saga dos irmãos indigenistas depois de compor obras e escrever arranjos para diferentes formações, inclusive para grupos e cantores de música popular brasileira. Escreveu arranjos para Nana Caymmi, Ivan Lins, Toquinho, Gilberto Gil, Moraes Moreira, Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, Orquestra de Sopros Brasileira, Orquestra Paulista e Banda Sinfônica da CSN, entre outros artistas e grupos. Compôs obras originais para orquestras brasileiras e americanas, algumas delas editadas no Japão, Europa e Estados Unidos.

Brasileiros – O programa do último concerto da Camerata, neste ano, ainda contempla outros compositores brasileiros. O grupo executa a “Sinfonia para Orquestra de Cordas”, de Sérgio Di Sabbato (1955), compositor carioca detentor de vários prêmios. Suas obras são executadas em várias partes do mundo. A sua Sinfonia para Cordas teve seis apresentações no Brasil e no exterior, durante um ano. Sua obra possui características rítmicas marcantes, com forte influência de compositores como Bartók, Guerra-Peixe, Camargo Guarnieri e Ravel. Completa o programa a Missa em Dó menor, para coro misto, orquestra de cordas e órgão, de Henrique Oswald (1852-1931).

O regente Marcelo Jardim também está entre os mais atuantes da cena musical brasileira. Nascido no Rio de Janeiro, onde estudou e se formou, ele é atualmente diretor artístico da Orquestra Sinfônica de Mogi das Cruzes e diretor musical da Orquestra de Sopros da UFRJ. Como regente e arranjador, apresenta-se regularmente ao lado de nomes da música brasileira e internacional, como Ivan Lins, Gilberto Gil, Toquinho, Beth Carvalho, Moraes Moreira, Nana Caymmi e Grupo Boca Livre. Atua como coordenador técnico do Projeto Edições de Partituras para Bandas, bem como professor nos Painéis de Música para Bandas, ambos promovidos pela Funarte. A convite da Yamaha latino-americana, vem atuando como regente e palestrante de seminários, realizados na América do Sul.


Serviço:

Camerata Antiqua de Curitiba – concerto de encerramento da temporada 2009, sob regência de Marcelo Jardim

Local: Capela Santa Maria – Espaço Cultural (Rua Conselheiro Laurindo, 273 – Centro)

Data: dias 11 e 12 de dezembro de 2009. Sexta-feira, às 20h; sábado, às 18h30

Ingressos: R$ 10 ou R$ 5 (mais um quilo de alimento não perecível / promoção não cumulativa)

Show do Brasileirinho lança um olhar musical pelo país



As tradições, a natureza e os personagens do Brasil constituem o pano de fundo do espetáculo que o coral infantil apresenta neste fim de semana.

O Teatro do MON – Museu Oscar Niemeyer recebe o Coral Brasileirinho, grupo musical da Prefeitura de Curitiba, para a apresentação do show “Viva o Brasil”, neste fim de semana. As sessões acontecem às 18h de sábado (12) e às 16h de domingo (13), proporcionando ao público um passeio musical pelo interior do Brasil. O repertório reúne composições de Chico Buarque, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Luiz Gonzaga, Tom Jobim, André Abujamra, Joyce e Hélio Ziskind, entre outros nomes que traçam um panorama da natureza e das tradições do país.

O novo espetáculo do Brasileirinho promete emocionar pela musicalidade das 26 crianças que formam o grupo. Com idades que variam de 8 a 13 anos, os cantores atuam sob a direção artística de Milton Karam e Helena Bel e lançam no palco um olhar sobre a música que ilumina as regiões brasileiras afastadas dos grandes centros urbanos. O programa foi elaborado dentro dos temas “Lembranças do Interior / O Trem”, “Festas, Tradição, Costumes”, “Crença e Fé”, “Lendas e Mitos”, “Pessoas e Lugares”, “Campo / Rural” e “Natureza”.

Os integrantes do Coral Brasileirinho são Bárbara Torres, Bruno Geronymo, Cássia Rodrigues, Christian Freitas, Cristina Martins, Dara von Doorn, Emanuelle Ribeiro, Enzo Amaral, Francisco Wolf, Gabriel Martins, Gersino Ribeiro, Giulia Gaio, Izabela Cruz, Jade Faria de Alice, José Eduardo Costa, Júlia de Oliveira, Luana Karam, Luana Akemi Leite, Luara Albuquerque, Maria Luiza Vourakis, Nathan Silva, Oruê Brasileiro, Rafaela Silva, Tábatha Colossi, Thaís Hungria e Vinícius Ruiz. O show deste fim de semana conta com a participação dos músicos Cristina Castro Loureiro (piano e teclado), Fabiano Silveira “Tiziu” (violão), Rogério Gulin (viola caipira), Gabriel Schwartz (flauta), Bruno Karam (baixo elétrico) e Johnny Dionysio (bateria).

O coral – Fundado em outubro de 1993, o Coral Brasileirinho desenvolve a proposta de recriar a canção popular urbana brasileira, por meio de arranjos que valorizam o potencial cênico das composições. O coral canta e interpreta cenicamente os personagens das canções, utilizando adereços e cenários que emprestam mais vida e colorido ao espetáculo.

No repertório do Brasileirinho, desenvolvido ao longo de seus 16 anos de existência, estão músicas que resgatam grandes compositores populares do passado, entre eles Noel Rosa, Sinhô, Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga, Lamartine Babo e Adoniran Barbosa, ao lado de obras de Vinícius de Moraes, Toquinho, Taiguara, Gonzaguinha, Fátima Guedes, Arnaldo Antunes, Caetano Veloso, Chico Buarque, Sá e Guarabyra e muitos outros. Também há espaço para autores locais, como Osiel Fonseca e Milton Karam.

Com um histórico de 12 espetáculos temáticos, o Brasileirinho acumula em seu repertório mais de 120 canções brasileiras, com ritmos, estilos e gêneros bem diferentes. Das mais de 145 apresentações do coral, foram marcantes as realizadas em 1995, no Teatro Amazonas, em Manaus. No mesmo ano, o grupo participou do show que comemorou os 30 anos de carreira de Toquinho, merecendo o convite do compositor para gravar uma das faixas do disco Canção dos Direitos da Criança, lançado em 1997.

Em dezembro de 1996, o Coral Brasileirinho lançou seu primeiro disco, mas o talento dos jovens cantores também está registrado em participações nos CDs Curitiba Canta o Natal e Canções Curitibanas, lançados respectivamente em 1995 e 1997, pela Fundação Cultural de Curitiba, e nos CDs do 8º e 9º Encontro de Corais do Sesc da Esquina (1997 e 1998).

Em setembro de 2008, o Brasileirinho foi convidado a integrar a turnê do projeto musical Life is a Loop, comandado pelo DJ curitibano Rodrigo Paciornik. A participação do coral aconteceu em projeções de imagens e sons do grupo – gravados em estúdio, em um show especialmente preparado para o projeto –, durante as apresentações do espetáculo que percorreu o Brasil e depois foi levado aos Estados Unidos.

Os diretores – Responsável pela direção cênica do Coral Brasileirinho, o arquiteto e compositor Milton Karam criou o grupo em 1993, juntamente com a arte-educadora Simone Cit, a convite do Conservatório de Música Popular Brasileira de Curitiba (CMPB), uma das unidades da Prefeitura Municipal. Naquele espaço também chefiou o Setor de Divulgação e Produção Musical, de 1995 a 2002. Vencedor do 1º Festival da Canção Ecológica do Paraná (1996), Milton ministrou cursos de Coral Infantil em várias edições da Oficina de Música de Curitiba e do Festival de Inverno de Antonina (PR).

O expressivo repertório de canções infantis do compositor conquistou diversas escolas de Curitiba, destacando-se a produção iniciada em 2001, em parceria com a Escola Trilhas, com mais de 90 canções registradas em seis CDs. O penúltimo disco, Da Boca Pra Fora, lançado em 2006, foi semifinalista do Prêmio Tim de Música-2007. O CD Olha Só Quem Vem Aí, de 2005, com canções para o Instituto Educacional Stagium, de Diadema (SP), foi recomendado pelo compositor Toquinho e sua produtora Circuito Musical.

A cantora e violinista Helena Bel, que responde pela direção musical do Coral Brasileirinho, é formada em Música pela Faculdade de Artes do Paraná, com especialização em Educação Musical/Coral. Como cantora, já participou de vários grupos vocais e cênicos e, atualmente, integra O Tao do Trio, com destaque nacional.

No seu currículo consta o primeiro lugar no Concurso para Intérpretes de MPB do SESC da Esquina (1993), além da criação do 1º Concurso Artístico Infanto-juvenil do projeto Karatê Piá no Esporte. Como violinista, Helena Bel foi spalla na Orquestra do Conservatório de MPB de Curitiba, de 1992 a 2001, além de atuar como regente assistente da Orquestra À Base de Corda, na sua primeira formação com cordas de arco, grupo no qual hoje participa como violinista. Também é professora do Conservatório de MPB, desde 1996, e da Escola de Música Suzuki.

Repertório do espetáculo “Viva o Brasil” (por temas):

LEMBRANÇAS DO INTERIOR / O TREM

Roupa nova – Milton Nascimento e Fernando Brant

FESTAS, TRADIÇÃO, COSTUMES

Gírias do norte – Jacinto Silva e Onildo de Almeida

CRENÇA E FÉ

Procissão - Gilberto Gil

Calix Bento – Tavinho Moura

Pecadinhos – Zeca Baleiro e Tata Fernandes

LENDAS E MITOS

Saci – Guinga

PESSOAS E LUGARES

A vida do viajante – Luiz Gonzaga e Hervê Cordovil

Tristeza do Jeca – Angelino de Oliveira

Tu tu tu Tupi – Hélio Ziskind

Martim Parangolá – André Abujamra

Você vai gostar – Elpídio dos Santos

CAMPO / RURAL

Assentamento – Chico Buarque

Disparada – Geraldo Vandré e Théo de Barros

Curioso – Joyce Moreno e Marcos Caetano Ribas

NATUREZA

Correnteza – Tom Jobim e Luiz Bonfá

Vou navegar pelo rio – Milton Karam

Passaredo – Francis Hime e Chico Buarque


Serviço:

Espetáculo “Viva o Brasil”, com o Coral Brasileirinho

Datas e horários: dia 12 de dezembro (sábado), às 18h; dia 13 de dezembro de 2009 (domingo), às 16h

Local: Teatro do Museu Oscar Niemeyer – MON (Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico)

Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (para estudantes, pessoas com idade acima de 60 anos e para quem levar um quilo de alimento não perecível / promoção não cumulativa)

Informações: (41) 3321-3208

domingo, 6 de dezembro de 2009

Renato Teixeira se apresenta no Teatro da CAIXA




A CAIXA Cultural Curitiba apresenta de sexta (11) a domingo (13) o show do cantor e compositor paulista Renato Teixeira. Autor de diversas trilhas sonoras para filmes, novelas, teatro e jingles publicitários (entre eles campanhas Ortopé, Rodabaleiro e Drops Kids Hortelã), Renato comemora 40 anos de carreira, que iniciou nos festivais de música dos anos 60.

Teixeira é o tipo de músico que consegue andar pelas vertentes da música sem perder sua coerência musical, caminhando entre a MPB tradicional e o regionalismo caipira. “Sempre procurei conhecer a nossa história musical, ouvir todas as canções e todos os gêneros. Do samba à música caipira”, diz o artista. Apesar do trânsito entre os gêneros, Teixeira possui paixão pela música caipira, desde a adolescência vivida no interior paulista.

Desde 1971, o músico lançou 22 álbuns e fez parcerias com diversos músicos brasileiros, entre eles, Zé Geraldo, Almir Sater e Rolando Boldrin. Teixeira compôs a incomparável “Romaria”, uma das músicas mais tocantes e importantes na história da MPB. Renato Teixeira circula pela carreira de Gal Costa, Joanna, Elis Regina, Nara Leão e com desenvoltura faz papel principal na lista de músicas de Chitãozinho e Xororó, Rio Negro e Solimões, Daniel e Sérgio Reis.

Serviço:

Show: “Renato Teixeira ”

Local: Teatro da CAIXA

Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro – Curitiba

Data: de 11 a 13 de dezembro

Horários: sexta e sábado às 21h e domingo às 19h

Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia)

Bilheteria: (41) 2118-5111 (de terça a sexta, das 12 às 19h, sábado e domingo, das 16 às 19h)

Classificação etária: Livre para todos os públicos

Lotação máxima do teatro: 125 lugares (02 para cadeirantes)

www.caixa.gov.br/caixacultural

Música nos Parques leva shows ao São Lourenço


Neste final de semana, o Música nos Parques leva ao São Lourenço os shows de Janaina Fellini e do duo João Egashira e Julião Boêmio

Até 21 de março, o projeto Música nos Parques prevê a apresentação de espetáculos ao ar livre, que acontecem todos os finais de semana. Neste domingo (06), às 15h e às 17h, no Parque São Lourenço, as atrações são a cantora Janaina Fellini e Música de Ruiz, e o duo de chorinho formado por João Egashira (violão) e Julião Boêmio (cavaquinho). Na edição deste ano, o Música nos Parques conta com o patrocínio da OI.

Janaina Fellini faz o primeiro o show, às 15h, apresentando um repertório diferenciado, fruto de uma pesquisa que dá prioridade à música local. Neste processo, a cantora entrou em contato com os compositores Estrela Ruiz Leminski e Téo Ruiz, atuantes tanto na cena independente local quanto nacional. A voz da emergente Janaina, nas músicas poéticas de Estrela e Téo, é acompanhada pelos experientes instrumentistas Fred Teixeira, Denis Mariano, Erico Viensci e Du Gomide, que sempre participam de espetáculos em Curitiba.

Às 17h, João Egashira e Julião Boêmio entram no palco do São Lourenço levando ao público uma amostra do choro que é produzido em Curitiba. O duo apresenta músicas de autoria própria, mas também toca alguns choros de grandes nomes, como Pixinguinha, Waldir Azevedo e Jacob do Bandolim.

A dupla representa a geração que está preocupada em preservar esse gênero musical. Até o ano 2000, os grupos regionais dedicaram-se exclusivamente a interpretar choros de autores não paranaenses. A partir da última década, surgiu em Curitiba um grupo de compositores de choro, do qual o duo faz parte.

Serviço:

Música nos Parques

Data: 06 de dezembro de 2009 (domingo)

Às 15h – Janaina Fellini(interpretando canções do CD Música de Ruiz)

Às 17h – Duo de choro João Egashira (violão) e Julião Boêmio

(cavaquinho)

Local: Parque São Lourenço

Entrada franca

Mosaico sonoro é destaque em show no Teatro do Paiol



Nesta terça-feira (8), às 20h, a cantora Cintia Graton e o violonista e compositor Thiago Amud interpretam um repertório desafiante.

O recital que a cantora Cintia Graton e o violonista e compositor Thiago Amud apresentam, às 20h desta terça-feira (8), no Teatro do Paiol, é, sob vários aspectos, desafiante. Além do desafio autoproposto pelos executantes, que decidiram ser absolutamente fiéis às complexidades intrínsecas ao repertório escolhido, há uma aposta na capacidade do público de acolher um material muitas vezes desconhecido, quando não totalmente inédito.

O cuidado com a escolha das peças a serem apresentadas nesta edição do programa Terça Brasileira no Paiol, desenvolvido pela Fundação Cultural de Curitiba, pode ser verificada na abordagem pouco óbvia do vastíssimo cancioneiro brasileiro. Não se detendo em nenhum gênero específico, o mosaico sonoro proposto pelos músicos une frevos de Nelson Ferreira e Edu Lobo a sambas-canções de Radamés Gnattali e Paulinho da Viola, e mescla a sacralidade de temas de Tavinho Moura e Capiba à brejeirice de canções de Dorival Caymmi e João do Vale.

O trato às canções escolhidas busca revelar seus diferentes planos harmônicos, valendo-se de uma vasta gama de contrapontos e contracantos. Além disso, as presenças no repertório de uma longa suíte de Tom Jobim e de uma canção de Heitor Villa-Lobos podem contribuir para situar o trabalho no campo da “música de câmara”.

O encorpado timbre de mezzo-soprano de Cintia Graton acalentará também algumas das canções do próprio Thiago Amud: um fado e um réquiem que alargam ainda mais o âmbito poético do recital, ao lado de duas de suas parcerias com Guinga – uma toada e uma capoeira.

Por fim, é bom lembrar que, se o Brasil é a tônica do repertório, a presença de um velho sucesso do repertório da portuguesa Amália Rodrigues reafirma o elo com a terra-matriz de nosso lirismo. Apesar de trilharem vários caminhos, os músicos enxergam a unidade subjacente a eles, tratando cada canção como se fosse um canto de um mesmo poema lírico. Confiram a primeira edição do poema!

Serviço:

Terça Brasileira no Paiol com a cantora Cintia Graton e o violonista e compositor Thiago Amud

Data e horário: dia 8 de dezembro de 2009 (terça-feira), às 20h

Local: Teatro do Paiol (Praça Guido Viaro, s/n – Prado Velho)

Ingressos: R$ 10 e R$ 5

Prorrogadas as inscrições para a Oficina de Música


Ainda dá tempo de se inscrever para diversos cursos de um dos maiores eventos de música da América Latina.

As inscrições para a 28ª Oficina de Música, que inicia a programação cultural oficial de Curitiba de 2010, foram prorrogadas até 11 de dezembro. Depois desta data, os alunos interessados poderão participar fazendo a inscrição no início da Oficina, a partir de 11 de janeiro, em cursos cujas vagas ainda não tenham sido preenchidas. As inscrições podem ser feitas pelo site www.oficinademusica.org.br.

Ainda há vagas para os seguintes cursos, na área de música antiga: alaúde, teorba e guitarra barroca, cravo, dança barroca para músicos, flauta doce barroca, flauta doce para crianças e professores, traverso, viola da gamba, violino barroco e violoncelo barroco. Na área de música erudita: fagote, oboé, piano, prática de canto coral, prática de música elementar para professores, saxofone, trombone, trompa, tuba e viola. Na MPB: acordeon, baixo elétrico (iniciantes), bandolim, cantos e ritmos da Argentina, cavaquinho, clarinete, composição de música em canção brasileira, editoração musical, fandango, folclore argentino, oficina de percussão corporal, percussão, produção de áudio e música para mídias, teoria, prática e história da produção musical, trombone, trompete, viola caipira, violino popular e “América Latina - o mundo aqui ao lado”.

A 28ª Oficina de Música de Curitiba acontece de 10 a 31 de janeiro de 2010. Promovida pela Prefeitura e pela Fundação Cultural de Curitiba, a Oficina é um dos maiores eventos de música da América Latina, que reúne todos os anos em seus cursos mais de 1.500 participantes do Brasil e de outros países. Durante o evento, uma série de concertos toma conta da cidade. A próxima edição trará muitas atrações internacionais em suas duas fases – erudita e popular –, como o conjunto americano Fry Street Quartet e o Quarteto de Candombe, do Uruguai.

Serviço: 28ª Oficina de Música de Curitiba (de 10 a 31 de janeiro de 2010)

Inscrições para a 28ª Oficina de Música de Curitiba prorrogadas até

11 de dezembro de 2009, pelo site www.oficinademusica.org.br

Valores: R$ 100 (um curso), R$ 150 (dois cursos), R$ 180 (três ou mais

cursos distribuídos nas duas fases) e R$ 50 (minicursos).

Informações:

www.oficinademusica.org.br / oficinademusica@fcc.curitiba.pr.gov.br

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Integrante do Los Hermanos participa de conferência em Curitiba sobre o futuro da música


O evento Música em Tempos de Internet traz a Curitiba o debate sobre o
atual panorama da música, em constante transformação sob influência da
internet e da tecnologia digital. Para esta reflexão foram convidados
diversos profissionais de renome que participam de maneira ativa dessa
discussão.

Após as conferências de Gisela Castro, Gustavo Anitelli e Marcelo
Branco, nesta sexta feira Bruno Medina, integrante do Los Hermanos,
apresentará a nova situação do mercado fonográfico, o papel do artista
no século 21 e contará um pouco da sua experiência com a banda Los
Hermanos.

Na segunda feira (dia 7/12) é a vez do jornalista Israel do Vale falar
dos festivais de música independentes, pequenas gravadoras, selos e
sua experiência como blogueiro e fundador da Motor Music.

As palestras acontecem no auditório da Uninter (Campus Divina
Providência), a partir das 20 horas, têm duração de 60 minutos e a
entrada é franca.
E na terça feira (dia 8/12) acontece o encerramento do evento com um
show de Rômulo Fróes (SP) no Wonka Bar.

Confira toda a programação do evento em
www.musicaemtemposdeinternet.com.br e saiba informações sobre as
palestras a Mostra de Clipes Independentes e o show de Rômulo Fróes no
Wonka Bar.

Palestra com Bruno Medina
Dia 4/12 – 20 horas
Auditório da Uninter (Divina Providência)
Entrada Franca
Uninter (Divina Providência) – Rua do Rosário n° 147 – Centro
Wonka Bar – Rua Trajano Reis n° 326 – Centro

Apoio:
Prefeitura de Curitiba
Fundação Cultural
Programa de Apoio e Incentivo à Cultura
Wonka Bar
Grupo Educacional Uninter

Clarinetista italiano toca com Orquestra à Base de Sopro



Gabriele Mirabassi é o convidado que toca com a Orquestra à Base de Sopro nos dois espetáculos que acontecem no final de semana.

A Orquestra à Base de Sopro prepara-se para tocar com seu primeiro convidado internacional, um dos maiores expoentes do clarinete: o italiano Gabriele Mirabassi. Depois de encantar a todos com sua musicalidade na Oficina de Música em janeiro de 2009, ele volta ao Brasil para mostrar, juntamente com a orquestra, nos dias 5 e 6 de dezembro (sábado e domingo), no Teatro do MON (Museu Oscar Niemeyer), o seu lado criativo, com composições próprias e arranjos inéditos.

A formação musical de Gabriele Mirabassi, logo após diplomar-se no curso de clarinete, ficou voltada para a música contemporânea. Paralelamente, começou a trabalhar profissionalmente no ambiente jazzístico, atividade que a partir da gravação do disco “Coloriage” (1991), em duo com o acordeonista Richard Galliano, tornou-se cada vez mais consistente e exclusiva. Em 1996 venceu o Top Jazz na categoria “Melhor Novo Talento”. Em 2000, no Festival “Úmbria Jazz”, apresentou-se ao lado de Luciano Biondini, Michel Godard e Francesco D´Auria no projeto Lo Stortino, que recebeu muitas críticas positivas, tanto na Itália como no exterior.

Em primeiro de outubro de 2003, Mirabassi e o violonista, compositor e cantor brasileiro Guinga lançaram o primeiro CD em duo, “Graffiando vento”, apresentado, na ocasião, no Úmbria Jazz Summer 2004 e considerado pela crítica da Folha de S. Paulo como o “melhor disco de música instrumental brasileira do ano”. As colaborações são numerosas e heterogêneas no plano do estilo e da linguagem. Muitas são documentos discográficos (Rabih Abou Khalil, Mina, John Cage, Ivano Fossati, Battista Lena, Riccardo Zegna, Enrico Pieranunzi, Roberto Gatto, Cristina Zavalloni, Trio Madeira-Brasil, Instituzione Sinfônica Abruzzes, Marco Paolini, Mario Brunello, Orchestra d´Archi Italiana, apenas para citar algumas).

Com “Costruzione”, o clarinetista participa do espetáculo/concerto dedicado a Chico Buarque de Holanda. Em seu último trabalho, “Canto d’ebano”, utiliza o clarinete para fazer referência a esse tipo de madeira africana.

Orquestra À Base de Sopro - Criada por Roberto Gnattali, a orquestra, em 2007, lançou um CD com músicas de Waltel Branco e foi convidada a participar do 8° Festival de Música Instrumental de Tatuí. Atualmente é considerada um dos principais grupos de música instrumental brasileira do país. É composta por 17 músicos: 2 flautas transversais, 2 clarinetes, 1 clarone, 2 sax alto, 1 sax tenor, 2 trompetes, 2 trombones e uma base rítmico-harmônica (piano, guitarra, baixo, bateria e percussão). Desde 2002, tem a direção artística do clarinetista Sérgio Albach.

A Orquestra À Base de Sopro incentiva seus componentes a trabalhar nos arranjos, composições e improvisações, revelando seus talentos nos concertos “Nossos Compositores”, já na sua terceira edição, além de trabalhar com vários convidados, conhecendo outras estéticas da música brasileira. Já se apresentaram com a orquestra: Itiberê Zwarg, Proveta, Léa Freire, Roberto Sion, Toninho Ferragutti, Vittor Santos, André Mehmari, Mauro Senise, Laércio de Freitas, Teco Cardoso e Arrigo Barnabé, que escreveu uma obra exclusiva para o grupo: “A Metamorfose”. Em 2002, ganhou o prêmio Saul Trumpet como melhor grupo instrumental. Foi indicada para o Prêmio TIM na categoria revelação 2008 pelo CD “Mestre Waltel”.

Privilegiando a música brasileira, procura incluir em seu repertório o maior número possível de tendências e gêneros musicais brasileiros. O objetivo é fomentar o aperfeiçoamento dos músicos e a formação de platéia dentro da sua própria cultura.

Serviço: Orquestra à Base de Sopro recebe o clarinetista italiano Gabriele Mirabassi

Local: Teatro do MON - Museu Oscar Niemeyer-Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico

Data e horário: 5 e 6 de dezembro de 2009. Sábado, às 20h, e domingo, às 19h.

Ingressos – R$ 10 ou R$ 5 (1 kg de alimento não perecível. Promoção não cumulativa)

Informações: 3350 4441 / 4429

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Ópera Barroca e Pastoral na Capela Santa Maria


As duas noites de apresentação de “Prazeres de Versailles” e “Actéo”, obras escritas por Marc Antoine Charpentier, vão transportar o público para os aposentos da realeza francesa.

A apresentação da mini-ópera “Os Prazeres de Versailles” e da pastoral “Actéon”, obras de Marc Antoine Charpentier, escritas por volta de 1680, fazem parte do programa Ópera Ilustrada, que acontece na Capela Santa Maria, nesta sexta-feira e sábado (4 e 5), às 20h. Uma das solistas é a soprano Marília Vargas. A direção artística é de Luís Otávio Santos e a direção cênica, de Carlos Harmuch.

O espetáculo encerra a série Ópera Ilustrada, promovida pela Fundação Cultural de Curitiba com recursos do Fundo Municipal da Cultura. Este ano, quatro produções foram selecionadas por meio de edital. O público teve oportunidade de conhecer trechos de “Suor Angélica”, de Giacomo Puccini, “Domitila”, de João Guilherme Ripper, e “Così Fan Tutte”, de Wolfgang Amadeus Mozart.

Participam deste novo espetáculo, além de Marília Vargas, os cantores Ariadne Oliveira (mezzo soprano), Paulo Mestre (contratenor), Milton Monte (barítono), Christian Segala (tenor), Ludmila de Carvalho (soprano) e Viviane Kubo (soprano). Além das apresentações de sexta e sábado, o grupo fará um ensaio aberto ao público na quinta-feira (3), às 20h.

Os Prazeres de Versailles - Com duração de apenas meia hora, “Os Prazeres de Versailles” foi escrita para ser representada nas dependências do castelo de Luis XIV, em soirées privadas oferecidas pelo rei em seu castelo. Os principais personagens são a Música e a Conversação, às quais se junta um coro. Mais tarde aparecem Comus (o Deus das festas) e o “Jogo”. Seu enredo hedonista trata da arte e do prazer de entregar-se aos momentos de ociosidade.

A incessante tagarelice da Conversação interrompe o canto da Música. Uma questão se instala e o tom aumenta: qual das duas é mais essencial ao prazer do rei, a Conversação ou a Música? Temendo que elas desapareçam do castelo de Versailles, o coro dos prazeres pede ao Deus das festas, Comus, que intervenha. Ele oferece a cada uma delas chocolate, o mais fino dos vinhos, tortas. Mas é tudo em vão. Ele solicita então a ajuda do Jogo, que é imediatamente derrotado: as duas rivais continuam sua disputa.

Apesar de tudo elas acabam se reconciliando, para o alívio do coro dos prazeres: a Música e a Conversação continuarão a sua missão de fazer "descansar" o grande rei Luis XIV, nos períodos em que ele não estiver ocupado com a guerra.

Actéon - Pastoral em seis cenas escrita para ser representada na residência da família de Guise, em Paris, entre 1683 e 1685, esta é a história de Actéon e de um coro de caçadores que estão planejando um jogo para seduzir Diana, a Deusa da caça. Quando Diana e suas companheiras estão se banhando em uma fonte nas proximidades, Actéon decide distanciar-se do grupo para encontrar uma pacata clareira e dormir. Encontrando as banhistas, ele tenta se esconder, mas é imediatamente descoberto. Para evitar que ele se vanglorie do que viu, Diana transforma-o em um cervo. Os caçadores vêm procurando Actéon para convidá-lo a aderir à caça, mas Junon aparece e anuncia a sua morte. Ele é despedaçado por seus próprios cães. Esta obra pode ser comparada a uma tragédia lírica em miniatura.

Actéon assemelha-se a outras obras de Charpentier, como David e Jonathas e Médée, em suas dimensões psicológicas. Um momento especialmente pungente é o lamento instrumental que acompanha a transformação de Actéon em um cervo.

O compositor - O parisiense Marc-Antoine Charpentier (1643 - 1704) não revelou desde pequeno talento natural para a música. Só em 1662, quando conheceu o compositor Carissimi, em Roma, é que resolveu abraçar seriamente esse caminho. Na Itália permaneceu tendo aulas por cinco anos. O interessante é que, por isso, absorveu muita coisa do estilo italiano e levou essas influências na bagagem de volta à França. Lá se tornou músico na casa de Marie de Lorraine, a Duquesa de Guise (e também Princesse de Joinville), que, conforme o periódico Mercure Galante, rivalizava na qualidade musical com os maiores soberanos da Europa.

Nessa época inicia-se a associação com Molière, que pediu a Charpentier que escrevesse a música para diversas de suas peças. Charpentier começa a incomodar Jean Baptiste Lully, que nessa época dominava despoticamente a cena musical na corte do soberano Luís XIV e que não permitia a outros compositores que se destacassem com suas obras. Assim Charpentier tinha que se limitar às concessões permitidas por Lully. E foi dessa forma que apresentou David e Jonathas, uma tragédia lírica, como espetáculo amador num colégio de jesuítas e que foi uma revelação pela originalidade.

Mais tarde foi nomeado maître de musique na Igreja de Saint Louis, a principal igreja jesuíta de Paris. Essa aproximação com os jesuítas, que encomendaram muitas peças sacras, especialidade do compositor, permitiu que ele deixasse para a posteridade centenas de manuscritos que continuam até hoje a ser descobertos e interpretados. Charpentier ainda viria, após a morte de Lully, a apresentar sua obra-prima, a Medée, com a qual revolucionou a escrita operística de seu tempo.

Serviço: A apresentação da mini-ópera “Os Prazeres de Versailles” e da

pastoral “Actéon”, obras de Marc Antoine Charpentier

Local: Capela Santa Maria Espaço Cultural – Rua Conselheiro Laurindo,

273 - Centro

Data e horário: 4 e 5 de dezembro (sexta e sábado), às 20h

Ingressos: R$10,00 e R$5,00 e um quilo de alimento não perecível

Ensaio aberto ao público: 3 de dezembro (quinta-feira), às 20h.

Informações: 3321-2840

OPERA BARROCA FRANCESA PELA PRIMEIRA VEZ EM CURITIBA


Nesta semana estréia em Curitiba o espetáculo “Les plaisirs de
Versailles“. Mando-lhe com grande prazer os detalhes desse evento.

Trata-se de duas óperas barrocas de Marc Antoine Charpentier (1643-1704)
escritas para a diversão do Rei Sol, Luis XIV, Les Plaisirs de Versailles
e Actéon. Todas as duas de curta duração e encenadas na mesma noite. A
primeira delas tem um cunho cômico e a segunda trági-cômico. Estas duas
pequenas óperas estão sendo montadas com muito cuidado dentro do projeto
Opera Ilustrada, lançado pela Fundação Cultural de Curitiba. Contaremos
com um elenco escolhido a dedo entre cantores e uma orquestra barroca,
todos brasileiros com formação específica e muito talentosos.

Acredito que seja a primeira vez que se encena ópera barroca francesa em
Curitiba, salvo engano. Acredito também que é a primeira montagem no
Brasil de ópera barroca francesa com elenco todo de especialistas
brasileiros, vindos de São Paulo, Rio de Janeiro, Belém e Curitiba, além
de brasileiros residentes na Suíça.

Esta música sublime será executada em instrumentos de época, sob a direção
de Luís Otavio Santos.
O diretor de cena é Carlos Harmuch, da Schola Cantorum Basiliensis (Suíça).
Marília Vargas estará no palco em sua especialidade, a música barroca.

Um acontecimento raro no panorama musical brasileiro e um must para os
amantes da boa música, ópera e de música antiga.

Será nos dias 4 e 5 de dezembro, às 20:00 horas na Capela Santa Maria.