terça-feira, 18 de agosto de 2009

LANÇAMENTO DE SOM IMAGINÁRIO


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Orquestra apresenta tango em versão moderna no Paiol


O espetáculo da Orquestra Típica Fernandez Fierro, patrocinado pela Denso e Furukawa, será apresentado às 21h dos dias 21 e 22 de agosto.

Uma das atrações da programação musical de Curitiba, nesta semana, é a Orquestra Típica Fernandez Fierro, formada por músicos argentinos que se dedicam a divulgar o tango com uma nova abordagem. Apesar da formação tradicional, a orquestra apresenta um tango mais moderno e despojado, com pitadas “punk”. O espetáculo será apresentado nos dias 21 e 22 de agosto (sexta-feira e sábado), às 21h, no Teatro Paiol, com patrocínio da Denso e Furukawa.

Com quatro bandoneons, três violinos, viola, violoncelo, contrabaixo, piano e um cantor, a orquestra encontrou uma maneira própria de interpretar o tango, dando novos arranjos para composições tradicionais ou criando as suas próprias canções. Com o sucesso alcançado em turnês internacionais, a orquestra vem renovando a imagem dos espetáculos de tango de Buenos Aires.

Criada em 2001, a orquestra de tango tem quatro CDs gravados. Em 2002 gravou seu primeiro CD intitulado “Envasado en Origen”. Em 2003 lançou seu segundo trabalho discográfico, “Destrucción masiva”. Em 2005 veio o terceiro CD, “Vivo en Europa”, com material do show realizado em Liechtenstein em 2004. Em março de 2006 lançou o DVD “Tango Antipánico”, gravado em 2005 em show na Trastienda Club, em Buenos Aires. Seu quarto CD, “Mucha Mierda”, foi gravado no auditório da Biblioteca Nacional Argentina e editado em agosto de 2006.

Nesses anos, a Orquestra Fernandez Fierro alternou a produção dos seus discos com shows pela Europa e nas Américas. A partir de 2004 fez três turnês européias, apresentando-se na Itália, Alemanha, Suíça, França, Espanha, Portugal, Holanda e Bélgica. Fez shows no México, Colômbia, Chile Uruguai e Equador. Esteve no Brasil em fevereiro de 2007, quando se apresentou no auditório do Ibirapuera junto com a Orquestra Popular de Câmara (SP). Em maio do mesmo ano fez seu primeiro espetáculo em Nova York.

Doze músicos integram a orquestra: Federico Terranova, Pablo Jivotovschii e Bruno Giuntini (violinos), Juan Carlos Pacini (viola), Alfredo Zucarelli (violoncelo), Yuri Venturín (contrabaixo), Flavio “El Ministro” Reggiani, Eugenio Soria, Pablo Gignoli e Julio Coviello (bandoneons), Santiago Bottiroli (piano) e o cantor Walter “Chino” Laborde.

Serviço: Orquestra Típica Fernandez Fierro Local: Teatro Paiol (Praça Guido Viaro, s/n – Prado Velho Data e horário: dias 21 e 22 de agosto de 2009 (sexta-feira e sábado), às 21h Ingressos: R$ 20

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Ensemble Harmoniemusik

Ensemble Harmoniemusik lança CD em

concerto no Museu da Casa Brasileira



Com música de câmera composta no século XVIII para eventos da corte ao ar livre, o Ensemble Harmoniemusik faz concerto de lançamento de seu primeiro CD no domingo, 23 de agosto, às 11h, no terraço do Museu da Casa Brasileira (MCB), instituição vinculada à Secretaria de Estado da Cultura. Sua formação musical típica se concentra nos instrumentos de sopro, especialmente o oboé, o clarinete, a trompa e o fagote, por suas qualidades de projeção sonora. Integram o conjunto Mônica Lucas e Luciano Pereira (clarinete histórico), Michael Alpert e Flavio Faria (trompa natural), Luis Antonio Ramoska e Mariana Bergsten (fagote clássico), todos tocando instrumentos ainda muito raros no país.

Intitulado “Harmoniemusik – Sexteto de Sopros – Instrumentos Históricos”, o CD gravado com patrocínio da Secretaria de Estado da Cultura (ProAC) traz obras de grandes mestres do século XVIII, como Mozart e Krommer, e uma obra do compositor Silvio Ferraz.

Programa: Franz Krommer (1759-1831) – Partita em do menor, largo – allegro, adágio, rondo – allegro; Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Serenata em mi bemol maior, K 375, para sexteto de sopros, allegro maestoso - menuetto e trio, adágio, menuetto e trio, finale – allegro; Wolfgang Amadeus Mozart – Harmoniemusik “A Flauta Mágica”, (arranjos de Ch. Stumpf, ca. 1800), Der Vogelfäbger bin ich ja, Bei Männern die Liebe fühlen, Marsch der Priester, Ein Mädchen oder Weibchen.

A apresentação faz parte do projeto Música no Museu, consolidado na agenda de São Paulo como uma alternativa de lazer que reúne música de qualidade em um cenário agradável: o terraço do Museu da Casa Brasileira, em frente ao seu jardim de 6.600 metros quadrados.

O nome do conjunto, fundado em 2001, deriva do próprio repertório ao qual o grupo se dedica, uma música de câmera conhecida como harmoniemusik. Ela deu origem, no decorrer do século XVIII, à seção de sopros da orquestra clássica. Com o acréscimo definitivo deste novo colorido ao naipe de cordas já usual desde o século XVII, foi possível o enriquecimento do timbre do conjunto, antes limitado à sonoridade mais uniforme das cordas. É no século XVIII, e em virtude da influência da harmoniemusik, que se criou o conceito clássico de orquestração.

Mônica Lucas - É bacharel em clarinete pela USP. Fez especialização em flauta-doce e em clarinetes históricos no Conservatório Real de Haia, na Holanda. Participou das principais orquestras barrocas da Europa, como Europa Galante (Fabio Biondi) e Concerto Köln, e de conjuntos de música de câmera com instrumentos originais, como o Ensemble Zefiro. Retornou ao Brasil em 1998. Participa regularmente de gravações para a WDR - Westdeutsche Rundfunk - em Colônia (Alemanha), com a orquestra Das Kleine Konzert, sob a regência de Hermann Max, realizando primeiras gravações mundiais de peças do século XVIII, como o oratório Die Vier Letzten Dingen, de Anton Eybler (2003), o oratório Betulia Liberata, de Gotfried Naumann (2004), premiada pela Deutsche Schallplatenkritik, e o oratório Das Durchgang durch das Rote Meer, de Leopold Kozeluch (2005). Doutora em Música pela Unicamp, coordena o Núcleo de Música Antiga da ECA-USP, onde é responsável pela disciplina História da Música.

Luciano Pereira - Nascido em Capivari (SP), iniciou seus estudos de clarinete na Escola Municipal de Música. Graduou-se no Conservatório de Tatuí, em 2000, onde também foi professor. Obteve a menção honrosa no II Concurso Internacional Honorina Barra (Curitiba), na categoria música de câmera, em 1998. Participou, como bolsista da Capes, de masterclass com Walter Boeykens (Bélgica), na Escola de Música da Universidade Federal da Bahia. É bacharel em Música pela Unesp. Pelo terceiro ano consecutivo, é convidado pela Funarte/Ministério da Cultura a ministrar aulas de clarinete, nos estados de Rondônia, Goiás e Paraíba. Com intensa atividade camerística, tem difundido o repertório do século XVIII, tanto no Ensemble Harmoniemusik como no Duo Sieber (clarinete histórico e fortepiano) com Pedro Persone. Está finalizando sua dissertação de mestrado na Unicamp.

Michael Alpert - Iniciou seus estudos de trompa aos 11 anos. Fez a graduação na Universidade de Boston. Estudou com o trompista David Ohanian (Quinteto de Metais Canadense). Tocou na Orquestra da rádio da Galiléia e na Orquestra da rádio de Jerusalém. Chegou ao Brasil em 1978. Participou da Orquestra Sinfônica Municipal e da Orquestra Sinfônica Estadual. É primeiro trompista da Orquestra Jazz Sinfônica e professor de trompa no Departamento de Música da ECA-USP, onde coordena o setor de eventos de música de câmara. Atua como trompista natural, tendo participado de gravações com os grupos Engenho Barroco, Américantiga e camerata Novo Horizonte. Faz doutorado na ECA-USP.

Flavio Faria - Nascido em São Paulo, iniciou seus estudos musicais no Conservatório Musical do Brooklin, em 1987, com o prof. Mário Rocha. Estudou, ainda, com os professores Zdenek Svab, Ozéas Arantes, Roberto Minczuk, Daniel Havens e Luís Garcia. Participou da Orquestra Sinfônica da Unicamp como primeira trompa. É chefe de naipe da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo. Teve experiência camerística com diversas formações, como quinteto de metais, quinteto de madeiras e solos com quintetos e quartetos de cordas.

Luis Antonio Ramoska - Natural de São Paulo, estudou fagote no Conservatório Musical do Brooklin com Alain Lacour. Fez parte da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo entre 1985 e 1996, e da Sinfonia Cultura – Orquestra da Rádio e Televisão Cultura. Participou do Festival Internacional de Música Renascentista y Barroca Americana (Missiones de Chiquitos, Bolívia, 2000) e da orquestra liderada pelo violinista Sigiswald Kuijken, no 12º Festival de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora (MG). Atua no grupo Américantiga, tanto com o fagote barroco quanto o clássico. Especializou-se no instrumento com Ricardo Rapoport e Donna Agrell. Estudou a interpretação da música antiga com Ilton Wjuninsky, Ricardo Kanji e Nicolau Figueiredo. É fagotista da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo.

Mariana Bergsten - Natural de São Paulo, iniciou o estudo de fagote na Escola Municipal de Música com Gustave Busch. Estudou na Universidade Livre de Música com Ronaldo Pacheco. Integrou a Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo e a Orquestra de Câmara da USP. Ingressou no curso de bacharelado da USP sob a orientação de Fábio Cury. Estudou também com Francisco Formiga. Atuou como solista na Orquestra Experimental de Repertório, Orquestra Sinfônica Municipal de Santos, Orquestra de Câmara da USP, Orquestra de Cordas da ULM e Orquestra Filarmonia. Integra a Orquestra Sinfônica Municipal de Santos.

Serviço

Música no Museu – “Ensemble Harmoniemusik”

Domingo, 23 de agosto, às 11h Entrada franca

Duração: 60 min

Capacidade: 230 lugares

Local: Museu da Casa Brasileira – Terraço - Av. Brig. Faria Lima, 2705

Tel. 3032-3727 Jardim Paulistano Site: www.mcb.org.br

Estacionamento: R$ 10,00

Visitação: de terça a domingo, das 10h às 18h

Ingresso: R$ 4,00 Estudantes R$ 2,00 Gratuito domingos e feriados

Acesso para pessoas com deficiência.

Visitas monitoradas: 3032-2564

Ópera brasileira é atração na Capela Santa Maria



A ópera “Domitila”, de João Guilherme Ripper, com a soprano Marília Vargas, será apresentada neste fim de semana, com sessões às 20h30 de sexta-feira e sábado (21 e 22).

A ópera brasileira “Domitila”, do compositor João Guilherme Ripper, será apresentada na Capela Santa Maria, neste fim de semana, numa produção que reúne renomados artistas da música erudita e do canto lírico. A soprano Marília Vargas representa a personagem Domitila de Castro, a Marquesa de Santos, figura marcante e controversa na história do Primeiro Império. O espetáculo, com direção cênica de Carlos Harmuch e direção musical de Vânia Pajares, tem sessões na sexta-feira (21) e no sábado (22), às 20h30. O público também poderá acompanhar o ensaio aberto, que acontece na quinta-feira (20), no mesmo horário.
A produção foi uma das contempladas no edital do programa Ópera Ilustrada, do Fundo Municipal da Cultura. A proposta do programa é tornar acessível ao público o repertório operístico. Nesta peça, Marília Vargas atua num monólogo, com acompanhamento do trio formado por Vânia Pajares (piano), Maria Alice Brandão (violoncelo) e André Ehrlich (clarinete). O cenário é de Alfredo Gomes e a produção de Cristiane Alexandre.
Em “Domitila”, o compositor João Guilherme Ripper pôs em cena o último dia da Marquesa de Santos na côrte – o dia em que ela escreve sua última carta ao imperador e amante Pedro I. Injunções na Casa dos Bragança impuseram ao jovem imperador e viúvo uma nova esposa, mas não a que ele desejava e sim outra escolhida, D. Amélia, de estirpe real. Num trabalho de intensa dramaturgia, Ripper traz à tona a emoção de Domitila, que relembra os momentos em que viveu ao lado de D. Pedro, lendo as cartas que recebeu de seu amado.
O diretor Carlos Harmuch, que vive na Suiça desde 1989, onde é professor da Schola Cantorum Basiliensis, disse que se apaixonou de imediato pela ópera. Após várias pesquisas, concebeu as cenas que agora se materializam na voz de Marília Vargas. Segundo Harmuch, o compositor foi muito feliz na escolha das cartas, pinçadas com minúcia e muito acerto para a composição da dramaturgia do espetáculo.
Vânia Pajares, diretora musical, professora de técnica vocal, canto e ópera studio da Universidade de Campinas, analisa que o compositor usou uma linguagem moderna, porém atraente e melodiosa, unindo a música da época (modinhas, lundus, batuques) a sonoridades modernas, mas sempre com equilíbrio. Com isso, compôs uma obra que agrada a todos. As árias, por exemplo, que têm sido de modo geral banidas das óperas modernas, têm um lugar de destaque na obra de Ripper.
Essa ópera, que em 2000 recebeu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte, é obra capital na produção operística contemporânea. Nascido no Rio de Janeiro, João Guilherme Ripper graduou-se e cursou mestrado em composição e regência na Universidade Federal do Rio de Janeiro, com doutorado nos Estados Unidos. Também foi professor em universidades americanas. De volta ao Brasil em 1998, passou a atuar com importantes orquestras brasileiras. Membro da Academia Brasileira de Música, Ripper é atualmente diretor da Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro.
Experiência nova – Marília Vargas diz estar encantada com o desafio de representar uma personagem tão complexa e cheia de facetas como é a Marquesa de Santos. Também o fato de estar o tempo todo sozinha em cena é uma experiência nova. A cantora, que iniciou seus estudos com Neyde Thomas e estreou sua carreira no Teatro Guaíra, formou-se na Suíça, e deu impulso à sua carreira com premiações em importantes concursos, participações em festivais e apresentações com grandes orquestras européias.
No Brasil, Marília Vargas tem sido professora convidada de festivais de música. Em 2008, cantou e gravou a obra “Messias”, de Haendel, com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e o Coro Madrigale, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Foi convidada para repetir o ”Messias” na Sala São Paulo, desta vez com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Na temporada de 2009, lançou um CD com “Canções Paranaenses” e outro com “Modinhas Brasileiras”, em projetos aprovados pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba. Ainda este ano, Marília fará parte do elenco da ópera “O Cavaleiro da Rosa”, com a OSESP, e da obra “A Criação”, de Haydn, com a Orquestra Sinfônica Brasileira.

Serviço: Ópera Ilustrada – “Domitila”, de João Guilherme Ripper, com Marília Vargas. Direção cênica de Carlos Harmuch e direção musical de Vânia Pajares. Local: Capela Santa Maria – Espaço Cultural (Rua Conselheiro Laurindo, 273 – Centro) Datas e horários: Ensaio aberto – 20 de agosto de 2009 (quinta-feira), às 20h30, com entrada franca. Apresentações – 21 e 22 de agosto de 2009 (sexta-feira e sábado), às 20h30. Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (mais um quilo de alimento não perecível) Informações: (41) 3321-2840

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

“PianoDuo” no Museu da Casa Brasileira


Eva Gomyde e Carlos Roberto de Oliveira fazem

o concerto “PianoDuo” no Museu da Casa Brasileira

Com uma dinâmica pianística incomum e o insólito múltiplo da sonoridade dupla, os pianistas Eva Gomyde e Carlos Roberto Oliveira fazem uma apresentação no domingo, 16 de agosto, às 11h, no Museu da Casa Brasileira (MCB), instituição vinculada à Secretaria de Estado da Cultura. Sua música revela a exuberância e a delicadeza das harmonias e arranjos, o uso curioso e desconhecido de todos os recursos e talentos dos pianos, que dialogam, desafiam-se, e encantam. A formação clássica e popular dos músicos favorece esse feito delicadamente polifônico. Os estudos e as experiências de câmara e palco de cada um deles convergiram para uma precisão e maturidade impressionantes, que estão dialogando criativamente por todo o tempo de execução das canções, ao contrário dos improvisos de uma banda de jazz – onde a cada momento um músico sola.

Repertório: "Escorregando" (Ernesto Nazareth); "Baião Pentatônico" (Eva Gomyde); "Up And Down" (Eliane Elias); "Prelúdio" (Carlos Roberto Oliveira); "Tema para Pianoduo" (Carlos Roberto Oliveira); "Meu time" (Eva Gomyde); "Samba de uma nota só" (Tom Jobim/Newton Mendonça); "Camundongas" (Laércio de Freitas); "Curtissom" (Eva Gomyde); "Um a zero" (Pixinguinha).

A apresentação faz parte do projeto Música no Museu, consolidado na agenda de São Paulo como uma alternativa de lazer que reúne música de qualidade em um cenário agradável: o terraço do Museu da Casa Brasileira, em frente ao seu jardim de 6.600 metros quadrados.

No CD “PianoDuo” (gravadora Maritaca), lançado em 2005, a técnica dos instrumentistas não está apenas a serviço da mais sensível e precisa interpretação, mas também trabalha corajosamente o difícil conceito de invenção. Os arranjos abrem espaço para improvisos múltiplos, alternando lirismo melódico com jazz, acordes modais e percussão de mãos sobre as próprias cordas e a caixa do piano. Reinventando Jobim, Gismonti, Nazareth, Pixinguinha, Milton Nascimento e Dom Salvador, integram mais de um século de música brasileira a brilhantes composições próprias. É exatamente isso que Eva Gomyde e Carlos Roberto Oliveira projetam simultaneamente sobre as 176 teclas, com excepcional resultado musical.

Pianista, compositor e arranjador, formado pela Escola Magda Tagliaferro nas classes de Nellie Braga e Zulmira Elias José, Carlos Roberto Oliveira iniciou seus estudos de música com seus tios, entre eles Dom Salvador, consagrado pianista, compositor e maestro, residente em New York há 30 anos. Estudou Harmonia e Contraponto com Oswaldo Lacerda, Música Moderna e Contemporânea com Hans-Joachin Koellreutter. Atuou em shows e gravações de artistas como Pery Ribeiro, Leny Andrade, Raul de Souza, Hector Costita, além das bandas Sax ver Sax, Toshiko Akyoshi e Lew Tabackin Band. Apresentou-se também em recitais de música erudita e em shows instrumentais. Além deste trabalho com Eva Gomyde, é integrante do grupo “Jaiz in 4”, junto com Roney Stella (primeiro trombone solista da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo), Evaldo Guedes e Eduardo Ribeiro, com o qual gravou dois CDs.

Eva Gomyde é pianista, arranjadora e compositora, e desenvolve um trabalho de piano solo popular. Natural de São José do Rio Preto, formou-se em piano na Escola Magda Tagliaferro nas classes de Lina Pires de Campo e Zulmira Elias José. Estudou Harmonia Moderna, Orquestração e Arranjo com Amilton Godoy, Ciro Pereira, Nelson Ayres e Roberto Sion. Cursou Teoria e Harmonia Tradicional com Osvaldo Lacerda e Harmonia Moderna com Hans Joachin Koellreutter (aparecem duas vezes no texto, escritos de maneiras diferentes). Estudou, em 1992, na “Manhattan School of Music” em New York. Lecionou durante oito anos no CLAM (Escola do “Zimbo Trio”). Em 2001, gravou o CD instrumental “Plural”, com os excelentes músicos paulistas Lelo Izar, Sizão Machado, Vitor Alcântara, Nahor Gomes, Eduardo Contrera e Rogério Botter Maio. Atualmente, dedica-se ao lançamento do CD “PianoDuo”.

Serviço

Música no Museu – “Piano Duo com Eva Gomyde e Carlos Roberto de Oliveira”

Domingo, 16 de agosto, às 11h Entrada franca

Duração: 60 min

Capacidade: 230 lugares

Local: Museu da Casa Brasileira – Terraço - Av. Brig. Faria Lima, 2705

Tel. 3032-3727 Jardim Paulistano Site: www.mcb.org.br

Estacionamento: R$ 10,00

Visitação: de terça a domingo, das 10h às 18h

Ingresso: R$ 4,00 Estudantes R$ 2,00 Gratuito domingos e feriados

Acesso para pessoas com deficiência.

Visitas monitoradas: 3032-2564

"Eu, Você e Maria" - DE NOVO!!!!!


olha só -

Venho informar que nosso show de estreia que havia sido adiado para o dia 16 de agosto no Teatro Paiol, foi novamente adiado por causa da Gripe A (H1N1) a pedido da Fundação Cultural de Curitiba.

Estamos sem data marcada para o show.

Edital abre espaço para a edição de partituras musicais


Novo edital do Fundo Municipal da Cultura, com inscrições abertas até o dia 30 de setembro, dará apoio financeiro à publicação de obras musicais.

A área de música, em Curitiba, ganha mais um incentivo com o novo edital do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura (PAIC), destinado a conceder apoio financeiro para a publicação de partituras de obras musicais. O edital e seus anexos estão disponíveis em www.fccdigital.com.br (link “Leis/Editais”, Lei do Incentivo, menu Editais de Inscrições). Os interessados podem fazer suas inscrições até o dia 30 de setembro de 2009.

O edital “Edição de Partituras Musicais” dispõe de uma verba de R$ 120 mil, oriunda do Fundo Municipal da Cultura, para contemplar três projetos divididos nas categorias “Música Erudita”, “Música Popular Brasileira e Instrumental” e “Memória”. As duas primeiras categorias referem-se a obras originais de compositores vivos, naturais de Curitiba ou que comprovadamente residam na cidade há pelo menos cinco anos.

Em “Memória” estão trabalhos de pesquisa e edição de obras de compositores já falecidos, naturais de Curitiba ou que comprovadamente tenham residido na cidade, independentemente do gênero musical. Para as categorias “Música Erudita” e “Música Popular Brasileira”, os projetos deverão registrar obras inéditas no que se refira à edição das respectivas partituras, não se aplicando tal exigência na categoria “Memória”.

A tiragem mínima de cada projeto selecionado será de mil exemplares, sendo que a contrapartida social consistirá em uma apresentação musical relativa à obra editada ou uma palestra sobre o artista abordado, a ser realizada em espaço determinado pela Fundação Cultural de Curitiba. Estão habilitados a participar do edital pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas em Curitiba, com comprovada experiência na área de música, especialmente no segmento de pesquisa musical.

A análise dos projetos será efetuada numa primeira etapa por um grupo técnico especializado, que observará o mérito da proposta seguindo critérios estabelecidos no edital, como qualidade da obra a ser editada em livro, qualificação dos profissionais envolvidos e orçamento coerente com a realidade do mercado editorial. O grupo reunirá dois profissionais indicados pela Fundação Cultural de Curitiba e um que represente a área de Música.

Os proponentes classificados na primeira fase da seleção serão convocados para a etapa seguinte, destinada à avaliação documental. A convocação será realizada por meio de publicação no Diário Oficial – Atos do Município de Curitiba e no site www.fccdigital.com.br, link “Lei/Editais - Lei de Incentivo”, menu “Convocação Editais FMC”.

Serviço:

Inscrições abertas para o Edital “Edição de Partituras Musicais”, do Fundo Municipal da Cultura

Informações em www.fccdigital.com.br (link “Leis/Editais”, Lei do Incentivo, menu Editais de Inscrições)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Bia Cannabrava lança CD “Viagem” em espetáculo com Quinteto Mundano no Museu da Casa Brasileira



Com músicas de tradição popular e autores que retratam a riqueza dos povos da América Latina, a cantora Bia Cannabrava lança o CD “Viagem” em espetáculo com o Quinteto Mundano no domingo, 9 de agosto, às 11h, no Museu da Casa Brasileira (MCB), instituição vinculada à Secretaria de Estado da Cultura. Gravado entre 2008 e 2009, o CD tem direção musical e arranjos de Carlinhos Antunes, e percorre o continente latino-americano com um repertório que retrata a riqueza musical de seus povos. O Quinteto Mundano é formado por Carlinhos Antunes (cordas), Beto Angerosa (percussão), Rui Barossi (contrabaixo acústico), Gabriel Levy (acordeon), Thomas Rohrer (rabeca e sax).

Repertório: “Alfonsina y el mar” (Ariel Ramirez/Felix Luna, Argentina); “Pajarillo Verde” (tradicional, Venezuela); “Flor del Cardón” (tradicional, Bolívia); “Negrita Martina” (Daniel Viglietti, Uruguai); “Todos Vuelven” (César Miro, Peru); “Luchin” (Victor Jara, Chile); “Pregão da Saudade” (Bia Cannabrava, Brasil); “Gracias a la Vida” (Violeta Parra, Chile); “Lágrimas Negras” (Miguel Matamoros, Cuba).

O CD “Viagem” resgata os caminhos percorridos em quase 75 anos de vida, em especial os 12 de exílio político em que Bia Cannabrava teve a oportunidade de levar a música brasileira para “a Nossa América e trazer desses países irmãos canções que são também recordações”.

A apresentação faz parte do projeto Música no Museu, consolidado na agenda de São Paulo como uma alternativa de lazer que reúne música de qualidade em um cenário agradável: o terraço do Museu da Casa Brasileira, em frente ao seu jardim de 6.600 metros quadrados.

Bia Cannabrava é paulistana e nas décadas de 60 e 70 viveu na Bolívia, em Cuba, no Panamá e no Peru. Nesses países, divulgou a música brasileira e conheceu um rico repertório hispano-americano de autores como o uruguaio Daniel Viglietti, o chileno Victor Jara, o cubano Sílvio Rodrigues. Em 2006 gravou o seu primeiro CD com as “canções que fizeram a sua história”. Filha e neta de professoras de música estudou piano, violão, canto e flauta doce. Uma de suas primeiras composições, “Pregão da Saudade”, está no novo CD.

Em 1968 chegou na “Casa de las Américas”, em Cuba, com um repertório do que se fazia musicalmente no Brasil e começou seu mergulho na riqueza musical do continente. Conheceu autores e cantores como Daniel Viglietti e Alfredo Zitarrosa, poetas como Mario Benedetti, Roque Dalton, Nicolás Guillén, e participou do início do movimento da Nova Trova Cubana, que revelaria nomes como Silvio Rodrigues, Noel Nicola e Pablo Milanés. Sob o pseudônimo de Marina, que conservaria ainda por muitos anos, cantou a música brasileira de Chico, Gil, Caetano e incorporou a seu repertório ritmos de Cuba, da Argentina, do Uruguai. Mais tarde, Bolívia, Peru, Chile. De 1976 a 1979, viveu no Panamá. A seguir, conheceu a música revolucionária nicaragüense. Em 1980, retorna ao Brasil com a anistia. Em 2006, com o apoio do companheiro Paulo Cannabrava e a competência de Carlinhos Antunes e Sérgio Bartolo, tira da gaveta um velho projeto: “as canções que fizeram a minha história”, que resultou no seu primeiro CD.

Serviço

Música no Museu – “Bia Cannabrava lança CD Viagem com Quinteto Mundano”

Domingo, 9 de agosto, às 11h Entrada franca

Duração: 60 min

Capacidade: 230 lugares

Local: Museu da Casa Brasileira – Terraço - Av. Brig. Faria Lima, 2705

Tel. 3032-3727 Jardim Paulistano Site: www.mcb.org.br

Estacionamento: R$ 10,00

Visitação: de terça a domingo, das 10h às 18h

Ingresso: R$ 4,00 Estudantes R$ 2,00 Gratuito domingos e feriados

Acesso para pessoas com deficiência.

Visitas monitoradas: 3032-2564

PARANOIA NA CULTURA

Por causa da Gripe A,

Fundação Cultural altera programação

As medidas foram tomadas seguindo as recomendações do Ministério da Saúde, a fim de evitar a propagação do vírus H1N1.

Seguindo as recomendações do Ministério da Saúde, a fim de evitar a propagação do vírus H1N1, a Fundação Cultural de Curitiba resolveu alterar a agenda de programação de alguns espaços até o próximo domingo, 9 de agosto.

Ficam canceladas todas as sessões de cinema programadas para a Cinemateca e Cine Luz. Foram adiadas a apresentação do espetáculo “Eu, Você e Maria”, no Teatro do Paiol (terça-feira, 4 de agosto), o encontro “Hora da Prosa”, no Memorial de Curitiba (quarta-feira, 5 de agosto) e a apresentação da peça infantil “O palhaço e o nariz”, no Teatro do Piá (domingo, 9 de agosto). O início das aulas em cursos dos núcleos regionais da Fundação Cultural e do Conservatório de MPB também foi adiado para o dia 10 de agosto.

Com relação aos demais eventos programados, promovidos em parceria com produtores locais, e que acontecem em espaços da Fundação Cultural, a FCC informa que foi sugerido aos responsáveis pelas referidas programações que seguissem as orientações dos órgãos de saúde.

Ao longo da desta semana serão divulgadas novas informações quanto a outras atividades programadas.


SEM COMENTÁRIOS ! (E.C.)

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Show no Paiol explora a voz como instrumento artístico



O grupo “Eu, Você e Maria” une experimentação vocal e tecnologia para interpretar música popular brasileira, no espetáculo desta terça-feira (4).

A atração do programa Terça Brasileira, às 20h desta terça-feira (4), no Teatro Paiol, é o espetáculo do grupo curitibano “Eu, Você e Maria”, que canta e conta histórias do cotidiano. Nas composições, arranjos e criações musicais, o grupo utiliza a experimentação vocal como instrumento artístico, somada a intervenções audiovisuais que valorizam a música popular brasileira.

Formado por Nani Barbosa, Ju Fiorezi e Fabio Raesh, “Eu, Você e Maria” lança um olhar sensível às relações entre as pessoas, com suas emoções e sentimentos. O trio cria um cenário em constante transformação, dialogando e interagindo com o repertório e com a interpretação dos seus integrantes. O show conta também com a participação especial da cantora e instrumentista Doriane Conceição, mais os músicos Eduardo Mercury e Gustavo Proença, que levam ao palco os timbres orgânicos do violão, cavaquinho e percussão.

Nas composições reunidas no espetáculo estão sutilmente impressas as influências dos componentes do trio. Os músicos participam ativamente do cenário artístico curitibano, como integrantes de grupos que contemplam o repertório de música étnica e da cultura popular. Os recursos tecnológicos utilizados pelo trio, aliados à experimentação vocal, fazem surgir um novo e instigante ambiente sonoro, com cores e texturas próprias.

Serviço:

Terça Brasileira com o grupo curitibano “Eu, Você e Maria”

Data e horário: 4 de agosto de 2009 (terça-feira), às 20h

Local: Teatro Paiol (Praça Guido Viaro, s/n – Prado Velho)

Ingressos: R$ 10 e R$ 5

Informações de bilheteria: (41) 3213-1340

Ficha técnica do espetáculo:

Trio “Eu, Você e Maria”, formado por Nani Barbosa (voz, flauta transversal e violão), Ju Fiorezi (voz, teclados, percussão e programação Midi) e Fabio Raesh (voz, teclados e programação Midi)

Músicos convidados: Eduardo Mercury (violão, guitarra elétrica e bandolim) e Gustavo Proença (percussão e bateria)

Arranjos e produção musical: trio “Eu, Você e Maria”

Consultor de produção musical: Isaac Varzim

Criação e produção de Arte Visual: Simon Ducroquet

Repertório:

Abrem-se (Elaine Barbosa)

Carrossel do Sonhar (Juliane Fiorezi e Fabio Raesh)

A minha (Fabio Raesh)

Espera (Elaine Barbosa)

Botão (Elaine Barbosa)

Tenho sede (Dominguinhos e Anastácia)

Ribeirão (Doriane Conceição)

Presente (José Wisnik)

Mariá (Elaine Barbosa, Juliane Fiorezi e Fabio Raesh)

Puxada da Ciranda (Juliane Fiorezi e Fabio Raesh)

Maria de Verdade (Carlinhos Brown)

Maria, Maria (Milton Nascimento e Fernando Brant)

Nosso Quintal (Juliane Fiorezi)

Todos os Arranjos e concepção musical são de Eu, Você e Maria