terça-feira, 30 de junho de 2009

Projeto Afina-se revela talentos musicais


Alunos dos cursos práticos do Conservatório de MPB mostram o resultado do aprendizado em espetáculos gratuitos, de 1º a 14 de julho.



O resultado do trabalho desenvolvido nas salas de aulas do Conservatório de Música Popular Brasileira de Curitiba, no primeiro semestre do ano, pode ser conferido pelo público em espetáculos gratuitos. No período de 1º a 14 de julho, os alunos participam do Projeto Afina-se, com apresentações no Auditório Nhô Belarmino e na Praça Jacob do Bandolim do Conservatório de MPB, no Teatro Londrina do Memorial de Curitiba, no TUC – Teatro Universitário de Curitiba e no Wonka Bar.

O evento proporciona às comunidades a possibilidade de apreciar o talento e a criatividade desses novos artistas. Nos shows, sob orientação dos professores, sobem ao palco estudantes iniciantes e de nível avançado dos diversos cursos de instrumento, canto e práticas de conjunto. De cunho didático, o projeto conta com toda uma estrutura de produção, que abrange o aparato de cartazes e programas impressos, sonorização e iluminação, ingredientes indispensáveis para estabelecer uma ponte entre a escola e o ambiente musical profissional.

Confira a agenda de apresentações das turmas e seus respectivos professores:



Dia 1º de julho (quarta-feira), às 18h30

Conservatório de MPB – Praça Jacob do Bandolim

CANTO POPULAR (Suzie Franco), CANTO POPULAR (Ana Cascardo)



Dia 2 de julho (quinta-feira), às 19h

Memorial de Curitiba – Teatro Londrina

BAIXO ELÉTRICO (Marcelo Pereira), VIOLÃO (Guilherme Campos), CANTO POPULAR (Adriana Fabro)



Dia 3 de julho (sexta-feira), às 19h

Memorial de Curitiba – Teatro Londrina

CAVAQUINHO (Julião Boêmio), CANTO POPULAR (Joubert Guimarães)



Dia 4 de julho (sábado), às 14h

Conservatório de MPB – Auditório Nhô Belarmino

FLAUTA TRANSVERSAL (Zélia Brandão), CONJUNTO DE MPB (Glauco Sölter), VIOLÃO (Cláudio Menandro), CANTO POPULAR (Suzie Franco)



Dia 6 de julho (segunda-feira):

às 18h30 – Conservatório de MPB – Auditório Nhô Belarmino

PIANO PARA CRIANÇAS (Cristina Loureiro), ACORDEOM (Marina Camargo), ACORDEOM (Rubens Pires), PIANO (Beth Fadel), CANTO POPULAR (Suzie Franco)



às 20h – Wonka Bar

PERCUSSÃO (Alex Figueiredo)



Dia 7 de julho (terça-feira), às 18h30

TUC – Teatro Universitário de Curitiba

VIOLÃO (Fabiano “Tiziu” Silveira), TROMBONE (Osmário Estevam Jr.), BATERIA P/ CRIANÇAS (Paulo Oliveira), CANTO POPULAR (Adriana Fabro)



Dia 8 de julho (quarta-feira), às 18h30

TUC – Teatro Universitário de Curitiba

PIANO (Reginaldo Nascimento), CANTO POPULAR (Joubert Guimarães), CANTO POPULAR (Suzie Franco)



Dia 9 de julho (quinta-feira), às 19h

Memorial de Curitiba – Teatro Londrina

CANTO POPULAR (Suzie Franco), CANTO POPULAR (Ana Cascardo)



Dia 11 de julho (sábado), às 14h

Conservatório de MPB – Auditório Nhô Belarmino

VIOLÃO/ VIOLA CAIPIRA (Rogério Gulin)



Dia 13 de julho (segunda-feira), às 18h30

Conservatório de MPB – Auditório Nhô Belarmino

SAXOFONE (Raul Valente), VIOLÃO P/ CRIANÇAS (Daniel Fagundes)



Dia 14 de julho (terça-feira), às 18h30

Conservatório de MPB – Auditório Nhô Belarmino

BATERIA (Toni Antoniacomi)



Endereços:



Conservatório de MPB de Curitiba – Rua Mateus Leme, 66 – Setor Histórico – telefone 3321-3208

Memorial de Curitiba – Teatro Londrina – Rua Claudino dos Santos, 79 – Setor Histórico – telefone 3321-3313

TUC – Teatro Universitário de Curitiba – Galeria Julio Moreira, 30 – Setor Histórico – telefone 3321-3312

Wonka Bar – Rua Trajano Reis, 326 – São Francisco – telefone 3014-6252

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Banda Etnocívis lança CD com show no TUC



Espetáculo nesta sexta-feira (26), às 20h, leva ao palco as composições do grupo curitibano, reunidas no álbum “Reggaerock Popcore”.

O TUC – Teatro Universitário de Curitiba, um dos espaços culturais da Prefeitura Municipal, abriga nesta sexta-feira (26), às 20h, o show da Banda Etnocívis, no lançamento de seu primeiro CD, intitulado “Reggaerock Popcore”. O grupo curitibano é pioneiro na divulgação da Bioarte, movimento que une a intervenção do artista e a ação da natureza.

Criada há seis anos pelo vocalista e compositor Nerecy Ramos, a banda tem no nome a junção das palavras etnia, nacionalidade e humanidade. Na formação atual, além de Nerecy (voz e violão), estão os músicos Macau (baixo), Jean Carlo (bateria), Esdras Constantino (guitarra) e Pico (percussão). Em seu primeiro trabalho, registrado pela gravadora Gramofone, o grupo mostra composições próprias, com influências de todos os integrantes.

No histórico da Banda Etnocívis constam participações em diversos encontros musicais, entre eles o Festival GPP-SBT, Natal Pop Fest-Studio H-Mix, Festival Nokia Music Express e Festival Fusionis. Atualmente, a banda é uma das atrações do bar El Mago, em Curitiba, e tem como maior sucesso a musica Maremoto Cachoeira.

No show desta sexta-feira, o público também poderá conferir exposição de obras do artista plástico e fotógrafo Marcos Pereira, participante do movimento da Bioarte e responsável pelo trabalho gráfico da capa do CD “Reggaerock Popcore”.

Serviço:

Show da Banda Etnocívis, com lançamento do CD “Reggaerock Popcore”

Data e horário: dia 26 de junho de 2009 (sexta-feira), às 20h

Local: TUC – Teatro Universitário de Curitiba (Galeria Júlio Moreira – Setor Histórico)

Ingressos: R$ 6 e R$ 3

Inscrições para cursos do Conservatório de MPB



Os interessados têm à disposição 440 vagas distribuídas entre 33 cursos de instrumentos e voz (crianças e adultos), teoria e prática de conjunto (adultos).

O Conservatório de Música Popular Brasileira, unidade da Prefeitura administrada pela Fundação Cultural de Curitiba, realiza de 29 de junho a 3 de julho as inscrições para os cursos do segundo semestre. Os interessados passam por testes de nivelamento que acontecem de 6 a 10 de julho, com taxa de R$ 10 por curso. As inscrições devem ser feitas na secretaria do Conservatório de MPB (Rua Mateus Leme, 66 – Setor Histórico).

Estão sendo ofertadas 440 vagas, distribuídas entre 33 cursos de instrumentos e voz (crianças e adultos), teoria e prática de conjunto (adultos). As vagas são limitadas por curso. As matrículas serão efetuadas após os testes, mediante o pagamento da taxa de R$ 50, mais a primeira parcela do curso desejado. Informações complementares podem ser obtidas pelos telefones (41) 3321-3208 e (41) 3321-3315.

Confira o calendário de inscrições:

NÚCLEO DE CANTO: somente dia 29.06.2009/segunda-feira (canto popular)

NÚCLEO DE TECLADOS: somente dia 30.06.2009/terça-feira (piano e acordeom)

NÚCLEO DE SOPROS E TEORIA: somente dia 01.07.2009/quarta-feira (trompete, flauta doce para crianças, flauta doce para adultos, flauta transversal, trombone, clarinete, saxofone)

NÚCLEO DE CORDAS: somente dia 02.07.2009/quinta-feira (violão, violão para crianças, cavaquinho, guitarra, baixo elétrico, viola caipira)

NÚCLEO DE BATERIA E PERCUSSÃO: somente dia 03.07.2009/sexta-feira

Período de testes 6 a 10 de julho de 2009, com taxa de R$ 10 por curso

Matrícula – no período de 6 a 10 de julho de 2009, com pagamento da taxa de R$ 50 + 1ª parcela do curso desejado

Documentos para matrícula:
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RG e CPF ou certidão de nascimento

Valores:

Instrumento ou voz – 5 X R$ 60 – semestral – 16h/aulas

Disciplina teórica básica – 5 X R$ 32 – semestral – 16 ou 32h/aulas

Disciplina teórica complementar – 5 X R$ 64 – semestral – 32h/aulas

Prática de conjunto – 5 x R$ 27 – semestral – 32h/aulas

Vagas por cursos de instrumento, voz e teoria:

Acordeom (8) – baixo elétrico (20) – bateria (22) – canto popular (62) – cavaquinho (16) – clarinete (4) – flauta doce (6) – flauta transversal (15) – guitarra elétrica (20) – percussão (16) – piano (35) – saxofone (15) – teoria (60) - trombone (8) – trompete (8) – viola caipira (15) – violão (61).

Bateria para crianças (10) – flauta doce para crianças (10) – piano para crianças (15) – violão pra crianças (15)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Obras de Bach em concerto da Camerata Antiqua de Curitiba




Um programa dedicado a Johann Sebastian Bach marca as apresentações do fim de semana, sob a regência do maestro convidado Luís Otávio Santos.

O moteto, gênero musical polifônico que surgiu no século XII, encontrou seu ápice nos Seis Motetos de Johann Sebastian Bach (1685 – 1750), obras que integram o repertório da Camerata Antiqua de Curitiba, no concerto deste fim de semana. Sob a regência do maestro convidado Luís Otávio Santos, o grupo musical da Prefeitura Municipal apresenta-se às 20h de sexta-feira (26), na Igreja Bom Jesus, e às 18h30 de sábado (27), na Capela Santa Maria, dentro da temporada 2009 de concertos patrocinada pela Volvo.

O público terá a oportunidade de apreciar composições que ocupam um lugar ímpar no conjunto de obras de Bach. Escritos em alemão e com textos sacros, os motetos exigem preparo e talento dos músicos para a sua execução. Consta que, em uma visita a Leipzig, Wolfgang Amadeus Mozart (1756 – 1791) ouviu a apresentação de um dos motetos de Bach e considerou que aprenderia muito com aquela composição. O programa completa-se com outra obra de Bach, a Suíte Nº 3 para Orquestra em Ré Maior.

O regente – O regente convidado para este concerto da Camerata Antiqua de Curitiba é Luís Otávio Santos, formado em violino barroco pelo Koninklijk Conservatorium Den Haag (Holanda). Desde 1992, o músico atua como spalla e solista da renomada orquestra barroca belga “La Petite Bande”, dirigida por Sigiswald Kuijken, com a qual já realizou turnês por toda Europa, China, Japão, México, Argentina, Colômbia e Chile, além de gravar dezenas de CDs e programas de televisão para as televisões belga, francesa e japonesa.

Luís Otávio Santos também lidera outros grupos na Europa, entre eles “Ricercar Consort” (direção de Philippe Pierlot), “Le Concert Français” (direção de Pierre Hantai), “Nederlandse Bachverening” (direção de Gustav Leonhardt) e “Den Haag Baroque Orchestra”. Foi professor de violino barroco na “Scuola di Musica di Fiesole” em Florença (Itália), de 1997 a 2001, e no “Conservatoire Royal de Musique de Bruxelles”, de 1998 a 2005.

Na sua discografia solo destacam-se a integral das Sonatas de Johann Sebastian Bach, ao lado do cravista Peter-Jan Belder, para o selo holandês Brilliant; As Quatro Estações de Vivaldi com La Petite Bande, pelo selo belga Accent; e as Sonatas para violino de J. M. Leclair, para o selo alemão Ramée, gravação que recebeu o prêmio “Diapason d´Or”, a maior distinção francesa concedida a um registro fonográfico.

No Brasil, Luís Otávio Santos responde pela direção artística do Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora (MG), que tem 19 anos de história. Neste evento é também regente da Orquestra Barroca do Festival, que já gravou nove CDs e um DVD com obras brasileiras e européias, em registros inéditos no Brasil. Em 2007, Luís Otávio Santos foi agraciado com o título de Comendador da Ordem do Mérito Cultural, concedido pelo Governo Federal e o Ministério da Cultura por seu envolvimento com a cultura nacional e reconhecimento à carreira internacional.

Serviço:

Apresentações da Camerata Antiqua de Curitiba, sob a regência de Luís Otávio Santos, dentro da temporada 2009 de concertos, patrocinada pela Volvo. No programa, obras de Johann Sebastian Bach (1685 – 1750)

Data: 26 de junho de 2009 (sexta-feira), às 20h

Local: Igreja Bom Jesus (Praça Rui Barbosa, s/n – Centro)

Entrada franca

Data: 27 de junho de 2009 (sábado), às 18h30

Local: Capela Santa Maria – Espaço Cultural (Rua Conselheiro Laurindo, 273 – Centro)

Ingressos: R$ 10 ou R$ 5 (mais um quilo de alimento não perecível)

Mostra “A Noite de São João” comemora os 150 anos da primeira ópera brasileira




O Coral Vozes de Itu abre a mostra “A Noite de São João”, na
noite desta sexta-feira, no Espaço Cultural Almeida Júnior,
assinada pelo Museu da Música – Itu, em parceria com o Sistema
Estadual de Museu. A exposição, que fica em cartaz de 27 de
junho a 09 de agosto, será realizada em comemoração aos 150
anos da primeira ópera brasileira escrita em Itu, em 1859, por
Elias Álvares Lobo
A encenação da ópera só se deu em 1860, no Rio de Janeiro, para
o Imperador Pedro II, tendo a música regida por Carlos Gomes.
Os originais da ópera – uma raridade – foram doados em janeiro
deste ano, por Eliseu Belculfinè, guardião do tesouro da história
brasileira, ao Museu da Música- Itu. “Trata-se de um conjunto de
partituras originais do compositor ituano, Elias Lobo, um dos
professores de Chiquinha Gonzaga. A Noite de São João foi a
primeira ópera com libreto em língua portuguesa e musicada por
brasileiros, com argumento regional” explica Luís Roberto de
Francisco, regente do Coral Vozes de Itu e responsável pelo Museu
da Música.
Segundo Luis de Francisco, a obra, que está em processo de
digitalização e restauração, “na verdade é um conjunto saboroso
de modinhas, coros e árias, escritas a partir do Libreto de José de
Alencar, autor de O Guarani”.
A mostra será montada em quinze painéis e traz também um
documento inédito de Elias Lobo, parte de um memorial, no qual o
compositor, que viveu nas cidades de Itu, Rio de Janeiro, Itatiba,
Campinas e São Paulo, relata seus primeiros anos de vida, página
que contém informações relativamente desconhecidas da história,
narrando, inclusive, seus professores, primeiras obras e fala de
seu aproveitamento como aluno de música. O Espaço Cultural
Almeida Júnior, local da mostra, outrora residência da Baronesa de
Itu, serviu de palco para Elias Lobo, onde realizou inúmeros
saraus, em seu tempo.
Segundo a curadora do Museu da Música – Itu, Maria de Lourdes
Sioli, “a obra é uma das melhores representações da singeleza da
música do interior paulista, dando a cor local ao texto de José de
Alencar.” O argumento da Noite de São João, uma ópera cômica, é
o amor entre dois primos – Inês e Carlos, numa trama onde
surgem um frade e uma cigana. Escrita em dois atos, conta com a
participação de um coro de convidados para uma Festa de São
João.
A participação especial estará a cargo do Coral Vozes de Itu, que
cantará alguns trechos da obra. Há mais de dez anos, o grupo vem
se dedicando à recuperação de obras ituanas. Apresentou, em
2001, pela primeira vez, o coro de abertura da ópera em destaque
e seu regente, Luís Roberto de Francisco, é um dos responsáveis
pela recuperação dos originais. “A Noite de São João é um marco
histórico na música brasileira e um elemento que hoje serve de elo
entre as representações do universo caipira e nossa busca de
identidade paulista“, ressalta a presidente do Coral, Allie Marie
Dias de Queiroz
Está prevista a presença de inúmeros descendentes do compositor
– Elias Álvares Lobo, inclusive de seus bisnetos José Eduardo e
Maria Antonia, que farão a doação de uma imagem de São José,
que pertenceu ao maestro.
ELIAS LOBO E O MUSEU DA MÚSICA-ITU
Elias Lobo foi republicano histórico, participante da Convenção de
Itu e escreveu o Hino Republicano de São Paulo, entoado nas
reuniões dos Clubes de Cafeicultores simpatizantes dos ideais no
interior e na capital. Foi também professor de música da Escola
Normal de São Paulo, que formou os primeiros professores da
República paulista e para ela escreveu um método de música.
O Museu da Música – Itu está instalado à Rua Floriano Peixoto,
480, no centro de Itu, onde mostra de longa duração traz a
história da música na Igreja Matriz de Itu, desde 1684. É mantido
pelo Instituto Cultural de Itu.
O evento conta com apoio da Associação Cultural de Amigos do
Museu Casa de Portinari, da Secretaria Municipal de Cultura de Itu
e da Itu Tintas.
A Associação Cultural Vozes de Itu é mantida por associados e
apresentações em eventos, mais informações:
www.vozesdeitu.com.br.

SERVIÇO:
Mostra: A Noite de São João, 150 da primeira ópera brasileira
De 27 de Junho a 09 de agosto de 2009
Espaço Cultural Almeida Júnior, Rua Paula Souza, 664 - ITU

Abertura – 26 de junho de 2009, 20h.
Participação do Coral Vozes de Itu

terça-feira, 23 de junho de 2009

Orquestra À Base de Corda e Carlos Malta tocam Pixinguinha



O músico Carlos Malta é o convidado especial do show da Orquestra À Base de Corda, que acontece neste fim de semana, no Teatro do MON.



A Orquestra À Base de Corda, grupo mantido pela Fundação Cultural de Curitiba, apresenta-se neste sábado (27), às 20h, e domingo (28), às 19h, no Teatro do MON (Museu Oscar Niemeyer). O espetáculo conta com a participação especial do flautista e saxofonista Carlos Malta.

O músico e a Orquestra À Base de Corda unem suas sonoridades para executar composições de Pixinguinha, gravadas por Malta em seu CD Pixinguinha Alma e Corpo. Escritas originalmente para quarteto de cordas mais sopro, as músicas foram adaptadas para esse concerto. Também fazem parte do repertório composições de Malta, gravadas com o seu grupo Pife Muderno.

Carlos Malta é conhecido como o “escultor do vento”, tal a sua habilidade na execução dos múltiplos timbres do saxofone (barítono, tenor, alto e soprano) e das flautas. Além disso, é compositor, orquestrador, educador e produtor cultural. Sua carreira como instrumentista e professor se expande para além das fronteiras do Brasil. Ministrou cursos na Berklee School (EUA), Universidade da Flórida, Conservatório de Paris e Royal Academy of Music (Dinamarca).

Liderando seus diferentes grupos, apresentou-se na França, Suíça, Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha, Holanda, Dinamarca, África do Sul, Marrocos, Japão, Venezuela, República Dominicana e em Cuba, onde tocou com Michel Legrand e Chucho Valdéz (2004). Em 2008, fez participações especiais nos shows de Bob Mc Ferryn, Dave Mattews Band, Roberto Carlos & Caetano Veloso no tributo a Tom Jobim.

Carlos Malta lançou sete CDs. O primeiro foi Rainbow, em duo com o violoncelista suíço Daniel Pezzotti, indicado ao Prêmio Sharp. Depois vieram O Escultor do Vento, onde mostra algumas de suas composições, dobrando seus saxofones e flautas, e criando uma verdadeira orquestra de sopros; Pife Muderno, indicado ao Grammy Latino e no qual Malta pôde elaborar e desenvolver uma nova leitura para o repertório das bandas de pífaro; e Tudo Coreto, com sua banda Coreto Urbano, com sete metais e três percussões, apresentando arranjos modernos calcados na tradição das bandas do interior. Malta fez homenagens a Elis Regina, no CD Pimenta, recriando clássicos eternizados pela voz da cantora, e a Pixinguinha, neste CD que configura a base do espetáculo com a orquestra curitibana.



A orquestra – Mantida pela Fundação Cultural de Curitiba, a Orquestra À Base de Corda foi criada por Roberto Gnattali, em 1998. Dedicada à pesquisa e à divulgação da música brasileira, possui formação instrumental ímpar – com violino, bandolim, cavaquinho, viola caipira, violão, violão 7 cordas, piano e percussão –, que confere ao grupo sonoridade bastante particular.

O repertório da orquestra procura abranger diversos períodos da história da música brasileira e inclui composições de seus integrantes. Os arranjos são especialmente elaborados por músicos da orquestra e por nomes como Paulo Bellinati, Maurício Carrilho, Leandro Braga, Dante Ozzetti, Jayme Vignoli, Mario Manga, André Abujamra, Paulo Aragão, Josimar Carneiro. Já teve como convidados Mônica Salmaso, Roberto Corrêa, Ceumar, Pedro Amorim, Dominguinhos, Joel Nascimento, Andrea Ernest Dias, Caíto Marcondes, Maurício Carrilho, Zé Renato e Ná Ozzetti.

Desde 2001, a Orquestra À Base de Corda conta com a direção musical do violonista e bandolinista João Egashira. Em 2008, a Orquestra lançou seu primeiro CD, intitulado Antiqüera, ao lado do violeiro Roberto Corrêa, tendo sido indicado para o Prêmio Rival. Este ano, ao lado de Roberto Corrêa, participou da gravação do programa “Instrumental SESC Brasil”.


Serviço: Orquestra À Base de Corda e Carlos Malta Local: Teatro do MON (Museu Oscar Niemeyer – Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico) Data: 27 de junho (sábado), às 20h, e 28 de junho (domingo), às 19h. Ingressos: R$ 10 e R$ 5 Informações: (41) 3350-4441

Ensemble Bissamblazz faz espetáculo no Museu da Casa Brasileira



Uma bem-sucedida e alegre fusão de bossa nova, música erudita e jazz caracterizam o Ensemble Brasileiro Bissamblazz que faz apresentação no domingo, 28 de junho, às 11h, no Museu da Casa Brasileira, instituição vinculada à Secretaria de Estado da Cultura. Com direção e regência do baterista Magno Bissoli, o grupo é integrado por Vitor Alcântara, Cássio Ferreira de Sousa, Gustavo D 'Amico, Felippe Figueiredo, Fábio Dias (saxofones e flautas); Paulo de Viveiro, Paulo Jordão, Rubinho Antunes, André Brito dos Santos (trompetes e flugelhorn); Gilberto Gianelli, Ricardo Higino, Gregori Lauriano (trombones); Fernando Cardoso (trombone baixo); Fábio Leandro (piano); Sidiel Vieira (contrabaixo).



Programa: Ginga (Magno Bissoli); Brasiliana (Magno Bissoli); Ária – Cantilena, nº 1 das Bachianas Brasileiras Nº 5 (H. Villa-Lobos); End of a dream (Magno Bissoli); Safari (Rubinho Antunes); Correndo na Frente (Nenê); But I am not Hamlet (Magno Bissoli).



O projeto Música no Museu está consolidado na agenda de São Paulo como uma alternativa de lazer que reúne música de qualidade em um cenário agradável: o terraço do Museu da Casa Brasileira, em frente ao seu jardim de 6.600 metros quadrados.



Formado em 1993, o Ensemble Brasileiro Bissamblazz dedica-se a manter a música instrumental na vanguarda da consciência artística nacional, apresentando composições e arranjos originais inspirados nas tradições culturais brasileiras. Sua discografia, elogiada pela crítica especializada, expressa a convergência na diversidade da música instrumental contemporânea, divulgando uma arte que apresenta os traços da brasilidade atual.



A música de seus álbuns fez parte da trilha sonora do programa especial sobre o Brasil, realizado pela TV2 dinamarquesa em 1999, durante a visita da rainha da Dinamarca ao Brasil, e do documentário “Rio de Janeiro – Ontem e Hoje”, de José Joaquim Monteiro Soares, realizado pela Guanabara Produções em 2005. Seu álbum Caixa Preta recebeu a chancela das comemorações oficiais do V Centenário do Descobrimento do Brasil no ano de 2000. Em 2007 apresentou-se nos festivais de jazz da Dinamarca, Suécia e Noruega.



Magno Bissoli - Nascido em 1956, autodidata, iniciou seus estudos de música aos 12 anos tocando violão. A partir de 1971 interessou-se pelo estudo dos instrumentos de percussão e demais áreas da música, levando-o a uma formação erudita. Viveu na Dinamarca de 1981 a 1983, onde publicou um método pela Libra Music APS e participou de performances de vanguarda com multi-linguagens, concertos de jazz e world music. Colaborou com a divulgação da música brasileira naquela região do mundo e organizou intercâmbios com instituições ligadas ao Ministério da Cultura dinamarquês.

Trabalhou com Bibi Ferreira; Orquestra Sinfônica da USP; solista do Balé da Cidade de São Paulo no 1º Festival Internacional de Música e Dança.

Em julho de 1996, foi convidado pela Academia Real de Música da Dinamarca através do Conservatório Rítmico de Copenhague, como um dos representantes do Brasil na reunião da Unesco sobre técnicas metodológicas no ensino da música rítmica.

Sua discografia inclui 15 títulos como intérprete e 11títulos como produtor. Sob encomenda da companhia de teatro dinamarquesa Batida, compôs a trilha sonora para a peça Fargo & Søn em 2007/2008.

Percussionista da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal de São Paulo atua em grupos de câmara nas áreas da música instrumental brasileira, música erudita e jazz. É professor doutor em História pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, com tese sobre as relações entre a música brasileira e a construção de uma identidade nacional.



Serviço Música no Museu – “Ensemble Brasileiro Bissamblazz” Domingo, 28 de junho, às 11h Entrada franca Duração: 60 min Capacidade: 230 lugares Local: Museu da Casa Brasileira – Terraço - Av. Brig. Faria Lima, 2705 Tel. 3032-3727 Jardim Paulistano Site: www.mcb.org.br Estacionamento: R$ 10,00 Visitação: de terça a domingo, das 10h às 18h Ingresso: R$ 4,00 Estudantes R$ 2,00 Gratuito domingos e feriados Acesso para pessoas com deficiência. Visitas monitoradas: 3032-2564

segunda-feira, 22 de junho de 2009

AS VIRGENS DE VIVALDI



AS VIRGENS DE VIVALDI
de Barbara Quick

354 páginas

Neste novo arrebatador romance, Barbara Quick recria o décimo oitavo século em Veneza em todo o seu esplendor e decadência.

Uma história de intriga e anseio, meias-verdades e mentiras, As Virgens de Vivaldi nos mostra através dos olhos de Anna Maria dal Violin, uma faceta do músico Antonio Vivaldi.

Aos catorze anos, Anna Maria, abandonada no Ospedale della Pietà quando bebê, está determinada a descobrir quem é e de onde veio. Sua busca a leva para além das paredes do claustro e nos apresenta o complexo mosaico da sociedade de Veneza a partir da vida da adolescente . Neste mundo, onde a plena metade do ano, a cidade inteira é mascarada e camuflada no anonimato do Carnaval, nada é o que parece ser.

As Virgens de Vivaldi é uma fascinante olhar dentro da fonte da herança musical de Vivaldi, entrelaçada com a emocionante história de uma jovem mulher .


Este é um livro maravilhoso com narração é vibrante e lírica. Uma fantástica mistura de fatos históricos com ficção e fantasias da imaginação da autora. Tudo poderia ter sido recriado ao ouvir-se Vivaldi enquanto lê-lo, e Barbara Quick's com as descrições das emoções humanas e reações são mais que suficientes para recriar a atmosfera em sua mente.

UM LANÇAMENTO

domingo, 21 de junho de 2009

Nice Luz e Guego Favetti na Terça Brasileira


Um repertório que contempla diversos compositores paranaenses marca o espetáculo no Teatro Paiol, às 20h desta terça-feira (23).

Uma noite musical com a produção de diversos compositores paranaenses é a atração do Teatro Paiol, às 20h desta terça-feira (23), no show que Nice Luz e Guego Favetti apresentam dentro do tradicional programa Terça Brasileira no Paiol. O espetáculo também conta com a participação dos instrumentistas Charmak (bateria), Jonas Cella (contrabaixo), Ô Rosinha (percussão) e Germano (acordeom).

O repertório reúne composições de Rosy Greca, Etel Frota, Ronald José Magalhães, Luis Alceu Beltrão, Cláudio Menandro e Marcelo Sandmann, entre outros autores paranaenses, além de músicas assinadas por Chico Buarque de Hollanda e José Miguel Wisnik. O programa completa-se com as obras “Noite sem dia” e “Polaco Nagô”, feitas por Guego Favetti em parceria, respectivamente, com Cláudio Antonio Ribeiro e Ricardo Corona.

O palco do Teatro Paiol serve para unir novamente dois nomes conhecidos no cenário musical local. Nice Luz esteve, ao lado de Guego Favetti, no programa Som Brasil, de Rolando Boldrin (1983), e no programa Coisas Nossas, da Rádio Educativa (2005). A cantora também participou do CD “Noites Curitibanas”, de Guego Favetti, e do CD “Artigo Oitavo”, de Etel Frota, além de apresentar shows em vários espaços culturais da cidade.

O compositor, cantor e instrumentista Guego Favetti lançou os CDs “Noites Curitibanas” (1998) e “Branco” (2007). Também gravou o CD “Arretirança” (2005) com o Trio D’Favetti, junto com seus irmãos Tita e Titi Favetti, trio que se apresentou no programa Som Brasil, em 2007. Entre os diversos espetáculos que marcam 30 anos de carreira artística, interpretando um amplo repertório que vai de sucessos da MPB à música caipira e regionalista, além de composições latino-americanas, Guego destaca os shows realizados no Teatro Paiol, em 2007, com o Trio D’Favetti e, em 2008, com Carlinhos Vergueiro.

Serviço:

Programa Terça Brasileira no Paiol, com show de Nice Luz e Guego Favetti. Participação dos instrumentistas Charmak (bateria), Jonas Cella (contrabaixo), Ô Rosinha (percussão) e Germano (acordeom).

Data e horário: dia 23 de junho de 2009 (terça-feira), às 20h

Local: Teatro Paiol (Praça Guido Viaro, s/n – Prado Velho)

Ingressos: R$ 10 e R$ 5

Informações de bilheteria: (41) 3213-1340

Repertório do espetáculo:

1- Francisca (Rosy Greca)

2- O Conto da Ilha Desconhecida (Rosy Greca)

3- Primeira Estrela (Luli e Lucina)

4- Música na Feira (Vicente Barreto e Lucina)

5- Viola Gaviã (Ronald José Magalhães)

6- De Par em Par (Ronald J. Magalhães)

7- Flor do Ipê (Ronald J. Magalhães)

8- Alcatrazes (Cláudio Menandro e Benito Rodrigues)

9- Alguém que não sei (Cláudio Menandro e Marcelo Sandmann)

10- Tanta Terra (Cláudio Menandro, Benito Rodrigues e Marcelo Sandmann)

11- Barra Mansa (Guilherme Rondon e Etel Frota)

12- Mais Simples (José Miguel Wisnik)

13- Extremo Sul (José Miguel Wisnik)

14- Assentamento (Chico Buarque de Hollanda)

15- Noite sem dia (Guego Favetti e Cláudio Antonio Ribeiro)

16- Polaco Nagô (Guego Favetti e Ricardo Corona)

17- As Pessoas deste Mundo (Luis Alceu Beltrão)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

LANÇAMENTO DO LIVRO - CANDEIA - LUZ DA INSPIRAÇÃO


Joao Baptista Vargens - autor do livro Candeia - luz da inspiração -
3.a edição+CD c/23 musicas - veja os dados do autor (muito
articulado!) no http://cimples-ocio.blogspot.com
Dia 25 proximo, quinta no Cimples Ocio
Roda de samba - 19h00
Palestra - 20h00
Roda de samba/Candeia - 21h00
ingressos - R$ 5,00
o livro estara a venda com sessão de autografos por apenas R$ 20,00
(no mercado esta entre R$ 32 a R$ 39,00)
espaço abre as 6 da tarde.
veja mais sobre o espaço:
http://cimplesocio-producoes.blogspot.com


Sobre o livro Candeia – Luz da Inspiração
"Nos trinta anos de ausência do compositor Candeia, a Almadena Editora
lança a terceira edição – ampliada e revisada - da biografia Candeia –
Luz da Inspiração, de João Baptista M. Vargens. Há nesta edição 28
músicas inéditas, descritas em letras e partituras, estando 23 delas
gravadas em um CD, que acompanha o livro. Cinco músicas são cantadas
pelo próprio Candeia, inclusive um samba em parceria com Paulinho da
Viola.
Sergio Cabral assina a orelha, as ilustrações são do portelense Lan
(capa) e do compositor Nei Lopes (miolo) e o prefácio, da jornalista
Lena Frias".

MOSTRA MÚSICA EM CENA


MOSTRA MÚSICA EM CENA

De 22 a 25 de junho de 2009

Realização:

ALIANÇA FRANCESA DE CURITIBA

FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA

CINEMATECA DE CURITIBA

Versão original em francês com legendas em espanhol

Classificação 16 anos para todos os filmes

Entrada Franca

Promovida pela Aliança Francesa, a Mostra Música em Cena, inédita em Curitiba, vai apresentar alguns dos grandes nomes da música francesa e de países francófonos em forma de imagens e som. São documentários que retratam a história, os shows, a vida e a intimidade de artistas da cena atual. Um convite à descoberta da criativa e diversificada produção musical francófona. Música em Cena é uma oportunidade singular de ter um encontro mais vivo e próximo com a história dessas pessoas tão presentes no universo cultural francês.


Dia 22, às 16h:

CARLA BRUNI, ELA E LOUIS EM STUDIO (Carla Bruni, Elle et Louis en Studio - França, 2003)

De Serge Bergil. Cores. Duração 13’. Música.

O desafio estava à altura de seu talento: uma ex-manequim que escreve e canta! Sucesso imediato de seu primeiro álbum (1 milhão de exemplares na França e 300.000 em exportação), êxito igual no cenário... O que dizer a mais, senão lhe conceder a palavra: “De fato, a música para mim é verdadeiramente uma mistura de tudo porque sempre escutei de tudo. Escutei bastante blues, sobretudo Bassie Smith e todas as canções de country, o blues branco, e depois em geral todas as mulheres que cantam...” Ela diz também: “Desejo fazer progressos como dançarina: para poder dar a impressão que isto é fácil. Porque a facilidade dá acesso ao natural. Não sofrer do diletantismo e sim o propor.”

“Artista feminina do ano” no Victoires de la Musique 2004.

CHEB MAMI, A CRIANÇA (Cheb mami, Le môme - França, 1996)

De Rabah Mezouane. Cores. Duração 52’. Música.

A criança cresceu, o cheb envelheceu e o raï continua presente. A partir dos 14 anos de idade, Mami, a criança adquire uma sólida reputação de animador de festas de casamento e de circuncisão no oeste argelino e o raï, música subversiva e rebelde exprimirá rapidamente as confusões de uma sociedade dividida entre tradição e modernidade para converter-se em uma linguagem musical política. O raï se propagará por toda Argélia antes de conquistar o mundo e a criança irá até os Estados Unidos para trabalhar com os mais importantes da World music: de Saïda, sua cidade de nascimento, a feliz em árabe, será o título de um de seus álbuns até "Let me raï". Khélifati Mohamed, apelidado Cheb Mami, continua sendo a referência mais emblemática desta música internacional. Inch'Allah!

Às 20h:

M A QUE ISTO RIMA (M A quoi ça rime - França, 2003)

De Serge Bergil. Cores. Duração 13’. Música

M como músico e mágico, M como "aime" (ama)... Dois álbuns: "Le Baptême" e "Je Dis Aime" e o reconhecimento pela sua avó, Andrée, e seu pai, Louis Chedid. Humor, sons originais, senso de palco o caracterizam, ele que se aproximou de todos os estilos musicais e que não cessa de procurar e de construir: em testemunho seu último trabalho "Labo M", e o desejo de continuar a colaborar com outros artistas como Brigitte Fontaine, sempre na procura de novas posturas musicais. Também e sobretudo, um autor, um malabarista de palavras, um ilusionista e manipulador de textos.

JEAN-LOUIS AUBERT, COMUM ACORDO (Jean-Louis Aubert, Commun Accord - França, 2002)

De Laurent Brun. Cores. Duração 52’. Música.

Palavras e imagens em comum acordo para nos revelar o espaço de um cantor que, com 12 anos, assiste a um show dos Who! Há quinze anos ele canta sozinho. Após "Téléphone", onde escreveu a maior parte das canções, Jean-Louis Aubert, experimenta e mistura todos os estilos, do rock à balada. Seguimos um artista particularmente vinculado à linguagem, às palavras que constituem também o fio vermelho de seu imaginário: um homem sobre o qual o tempo não surte efeito, cuja linguagem musical atravessa modas, tendências e gerações.

Dia 23, às 16h:

LES NUBIANS, ONE STEP FORWARD (França, 2000)

De Karim A. Soumalia. Cores. Duração 13’. Música.

Hélène e Célia Faussart são as "Princesses Nubiennes", cuja primeira gravação tornou-se o álbum francófono que mais vendeu nos Estados Unidos depois de uma dezena de anos. As duas irmãs percorreram o mundo imergindo-se no som reggae, afrobeat, pop e eletrônico e em colaboração com os grandes nomes da música como Manu Dibango e Benjamin Biolay. Desejam transmitir aos mais jovens as músicas oriundas de culturas e gerações diversas. De uma sensibilidade pluricultural (pai francês e mãe nascida em Camarões). Seus objetivos são também de desenvolver essa música "afro-européia" cujo som pode "lançar pontes entre as pessoas".

I MUVRINI (França, 2002)

De Tony Gatlif. Cores. Duração 52’. Música.

Os "Mouflons", um tipo intermediário entre caprinos e ovinos, são ruminantes com potentes chifres enrolados, nos diz o dicionário.

I Muvrini é um grupo polifônico da Córsega criado há mais de vinte anos por Jean- François e Alain Bernadini, em busca então de um outro canto para celebrar o sofrimento de sua terra. O emblema do "mouflon", símbolo da paz e da liberdade, lhes conduzirá de suas montanhas a uma notoriedade internacional em uma época onde cantar em língua córsega realça a discórdia na ordem pública. Escutemos: isto ressoa, ecos e calafrios garantidos.

Às 20h:

RAY LEMA, TUDO EM TODOS OS LUGARES DIVIDIR (Ray Lema, Tout Partout Partager - França, 1997)

De Dom Pedro, Jean-Henry Meunier. Cores. Duração 52’. Música.

O título do filme é claro, tão claro que nos perguntamos o que podemos acrescentar a este artista tão adorado! Uma das figuras mais emblemáticas da música africana no mundo inteiro! Aberto a todos os gêneros, dominando todos os estilos, pianista e compositor insaciável, Ray Lema - antigo seminarista de Kinshasa - recorre ao mundo e suas aflições, incluindo as suas, lê e relê a tradição, o exílio e a modernidade para pronunciar sua voz, a de uma imensa orquestra do mundo, a dos intercâmbios e dos reencontros, porque hoje mais que anteriormente, a urgência é "de escutar o ritmo do outro".

UMA VIDA DE DJ BOB SINCLAIR (Une Vie de DJ Bob Sinclair - França, 2003)

De Sophie Blandilière. Cores. Duração 26’. Música.

Desde muito cedo Christophe Le Friant se interessa pelo rap e às platinas antes de se iniciar no soul e no jazz, graças a um amigo com o qual ele criou o selo Yellow, que tornará conhecido os melhores DJs da french touch. No fim dos anos 90 se converte em Bob Sinclair o Magnífico, coloca novamente suas mãos no disco e remaneja: o sucesso é fulgurante, seu álbum "Champs Elysées" com a já mística I feel for you, vende sem contar, os loucos dançam de um lado a outro do planeta e fazem de DJ Sinclair um dos DJs franceses mais solicitados no mundo. No entanto ele não é somente DJ, é também produtor e não para de revelar a qualidade francesa nesse gênero.

Dia 24, às 16h

TODA ESSA HISTÓRIA LOUISE ATTAQUE (Toute Cette Histoire Louise Attaque - França, 2001).

De Thierry Villeneuve. Cores. Duração 68’. Música.

Nunca na França um grupo de rock se impôs tão rapidamente longe das mídias e dos circuitos tradicionais (2 milhões de exemplares para o seu primeiro álbum éponyme). Quatro rapazes de vanguarda, porém difíceis de domesticar tanto por sua discrição e proporcionalmente por seu sucesso (eleito melhor grupo de rock em 1999). Este quarteto, de fato milagroso, não hesitou em convidar outros cantores sobre seu próprio palco. Grupo engajado, socialmente e politicamente presente, é isto que conta este filme que se chama na versão cinematográfica "Crachez vos souhaits". E se hoje os quatro estão separados, seu público espera que seja somente uma pausa.

Às 20h:

RAPATTACK (França, 2002)

Cores. Duração 90’. Música.

Vinte anos de rap, em rajada, neste documentário organizado cronologicamente, criado pelo hip-hop (o diretor é o fundador do selo Arsenal) para o hip-hop e para os que querem descobri-lo ou saber mais. A maioria dos grandes nomes está presente: NTM, IAM, Cut Killer, Mode 2...em um notável copiar-colar que nos lembra que se trata em primeiro lugar de uma história de paixão com diferentes disciplinas. Este contra-ataque do hip-hop nos mergulha em um movimento cultural francês, provavelmente o mais reivindicativo do fim do século XX sem a omissão de falar das políticas de algumas casas de discos e de certas rádios.

Dia 25, às 16h:

UMA VIDA DE DJ GREGORY (Une Vie de DJ Gregory - França, 2003)

De Sophie Blandilière. Cores. Duração 26’. Música.

Seu "tropisme" urbano é Nova York, e os encontros que ele fará determinarão também seu estilo de DJ. Ele se dedica então ao trabalho de remix, com um grande senso de ritmo e uma energia de criação que desemboca rapidamente em um êxito inesperado: Um "Sunshine people" muito pessoal que o faz viajar por todos os continentes. O trabalho de Grégory Dorsa é inovador: É o que nós chamaremos mais tarde de "french touch". Jovem produtor, ele criou seu próprio selo, Faya Combo, que, como ele, faz a volta nas ondas francesas, mas também do mundo inteiro. Grégory vem do grego "atento".

MANU CHAO, GIRA MUNDO TOUR (França, 2000)

De François Bergeron. Cores. Duração 52’. Música.

Difícil falar de música atual sem o parisiense de parentes espanhóis Jose-Manuel Thomas Arthur Chao! Igualmente difícil omitir o fato de que ele compõe, escreve e procura sua inspiração no que se impõe como atitude: a viagem. Claro que já existia Mano Negra antes do sucesso fulminante de "Clandestino", Era 1998. E depois "Proxima Estacion: Esperanza". Os títulos expressam exatamente o que Manu Chao quer fazer: espírito independente,"politizado", no sentido literal do termo, equipado com uma pequena câmera, uma guitarra e um computador, ele fez da peregrinação sua maneira de ver, de escutar o mundo as margens, antes que nós o escutemos, dançando é claro... Me gusta...

Às 20h:

UMA VISITA A ALI FARKA TOURÉ (Une Visite à Ali Farka Touré - França, 2000)

Cores. Duração 52’. Música.

"O bluesman do deserto", como o apelidam no ocidente, nos conduz em sua própria história, quer dizer uma geografia muito precisa: do norte do Mali, sobre a curva do Niger, entre a areia e o rio, onde sopra o "harmattan", em Niafunké. É neste universo mestiço e mágico, onde povos e culturas sempre estiveram próximas, que Ali Farka Touré irá verdadeiramente extrair sua inspiração musical: nas fontes tradicionais se agregarão o soul e o blues americano propiciando o nascimento de uma grande música internacional que soube permanecer fiel as suas origens.

Baterista Márcio Rosa toca com a Sinfonética


O show da Sinfonética Comunitária Flutuante acontece nesta sexta-feira (19), às 20h, no Conservatório de Música Popular Brasileira.

O baterista Márcio Rosa é o convidado da Sinfonética Comunitária Flutuante para o show que acontece na sexta-feira (19), às 20h, no Conservatório de Música Popular Brasileira. O espetáculo, marcado pelo improviso e pela criatividade dos seus instrumentistas, possibilita o intercâmbio entre os músicos curitibanos e Márcio Rosa, que começou sua carreira em Curitiba e hoje desenvolve intensa atividade musical em Cabo Verde, na África.

Filho de uma família de músicos (é neto de um dos grandes bateristas das décadas de 60 e 70, Darci “Dumbo” de Oliveira Rosa, e primo do percussionista Nenê), Márcio começou a tocar aos sete anos na bateria da Escola de Samba D. Pedro II, da qual seu pai, mestre Paulo Honório, era diretor. Profissionalmente iniciou seu trabalho como percussionista da banda Terra Brasílis. Trabalhou em outras bandas de diferentes estilos musicais – a Urublues (blues, rock´n roll), Zirigdun Pfóin (samba, funck-lata, rock, repente e psicodélico), Identidade Brasil (samba), Jazz Tupiniquim (brazilian jazz e fusion) e Namastê (reggae pop).

Em 1999, juntamente com o cabo-verdiano Kwame Gamal e demais amigos, fundou a Banda OBÁ (uma junção de músicos africanos e brasileiros), que gravou seu primeiro CD em outubro de 2000. Em Cabo Verde, esteve ao lado de outros artistas, participou de diversos festivais e acompanhou bandas daquele país em excursões pela Europa. Atualmente trabalha na finalização do segundo CD da Banda OBÁ.

Sinfonética – Coordenada pelo instrumentista, compositor e professor Glauco Sölter, a Sinfonética Comunitária Flutuante reúne-se desde 2001. Os primeiros encontros foram em bares da cidade e, em 2004, as apresentações passaram a acontecer no Conservatório de MPB. O espetáculo é uma oportunidade para os jovens talentos estarem ao lado de profissionais experientes. O repertório conta com obras dos grandes mestres da música brasileira de todos os tempos, entre eles Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Edu Lobo, Tom Jobim, Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Toninho Horta, Laércio de Freitas e Waltel Branco, além de composições de músicos locais. O objetivo principal do grupo é divulgar e experimentar a produção musical do Brasil.

Serviço:

Show da Sinfonética Comunitária Flutuante, com a participação do baterista Márcio Rosa

Local: Conservatório de Música Popular Brasileira de Curitiba (Rua Mateus Leme, 66 – Setor Histórico)

Data e horário: 19 de junho de 2009 (sexta-feira), às 20h

Ingressos: R$ 5 e R$ 2,50

Informações: (41) 3321-3208

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Dori Caymmi & Renato Braz no Teatro da Caixa







O duo Dori Caymmi & Renato Braz apresenta o show “Mano a Mano” com participação especial do contrabaixista Sizão Machado



Dori Caymmi e Renato Braz são amigos de longa data. Dori participou de todos os CD’s de Renato, tanto como arranjador, músico e intérprete, além de várias canções suas estarem nos discos. “Mano A Mano”, show inédito que eles apresentam em Curitiba, nos próximos dias 19, 20 e 21 de junho, foi pensado exclusivamente para o Teatro da Caixa. Nele o duo, que contará também com a participação do contrabaixista Sizão Machado, apresentará versões para clássicos da MPB como “Carinhoso” (Pixinguinha e João de Barro), “Beatriz” (Chico Buarque e Edu Lobo), “Viola enluarada” (Marcos Vale e Paulo Sérgio Vale) e canções de Dori Caymmi, como “Desenredo” (com Paulo César Pinheiro) e “Na ribeira deste rio” (com poema de Fernando Pessoa), além de uma maravilhosa interpretação de “O trenzinho do caipira” (Heitor Villa-Lobos e Ferreira Gullar).

Duas homenagens especiais acontecem no show: ao mestre Dorival Caymmi, pai de Dori, falecido recentemente, com a canção “Sargaço mar”; e ao nosso maestro maior Antônio Carlos Jobim, com a canção “Chora coração”, em parceria com Vinicius de Moraes.



Dory Caymmi



Dori Caymmi é considerado um dos nossos maiores violonistas e arranjadores. Transferiu-se para os Estados Unidos em 1989, fixando residência em Los Angeles, onde gravou com a Qwest, de Quincy Jones. Em 1991, foi indicado para o Prêmio Grammy, na categoria World Music, com o disco "Brazilian serenata", dividido com Milton Nascimento.

Dois anos depois, escreveu o arranjo de "Aquarela do Brasil", para a gravação do pianista Herbie Hencock, indicada para o mesmo prêmio, na categoria Melhor Solo. Em 1997, atuou como compositor, arranjador e instrumentista na trilha sonora do filme "Bela Donna", de Fábio Barreto.

Em 2000, foi, mais uma vez, indicado para o Prêmio Grammy. Concorreu na categoria Melhor Arranjo Instrumental, pela faixa "Pantera cor-de-rosa", registrada em seu CD "Cinema, a romantic vision". Além da indicação, foi o único brasileiro convocado a participar da comissão do Grammy Latino, ao lado de Gloria e Emilio Stefan, Juan Luis Guerra, Jon Secada e Pepe Aguilar, entre outros.

Em 2001, lançou o CD "Influências". Lançou, em 2003, o CD "Contemporâneos", uma homenagem aos seus companheiros de geração. Em 2004, em comemoração ao 90º aniversário do pai, gravou, com os irmãos Nana e Danilo, o CD "Para Caymmi, de Nana, Dori e Danilo", com arranjos de sua autoria para os sambas de Dorival Caymmi. O CD foi contemplado com o Grammy Latino, na categoria Melhor Disco de Samba.

Em 2005, gravou, ao lado de Nana Caymmi, Danilo Caymmi, Paulo Jobim e Daniel Jobim, o CD "Falando de amor", sobre a obra de Tom Jobim. Em 2006, lançou, com Joyce, o CD "Rio-Bahia", contendo suas canções "Mercador de siri", "Flor da Bahia", "Jogo de cintura" e "Saudade do Rio", todas com Paulo César Pinheiro, "Fora de hora" (c/ Chico Buarque) e "The colors of joy" (c/ Tracy Mann), além de "Demorô" e a faixa-título, ambas de Joyce, "Daqui" (Joyce e Rodolfo Stroeter), "E era Copacabana" (Joyce e Carlos Lyra), "Rancho da noite" (Joyce e Paulo César Pinheiro), "Saudade da Bahia" (Dorival Caymmi), "Joãozinho boa pinta" (Geraldo Jacques e Haroldo Barbosa) e "Pra que chorar" (Baden Powell e Vinicius de Moraes). O disco, gravado no ano anterior em São Paulo, para os mercados inglês e japonês, foi lançado no Brasil numa parceria entre a Biscoito Fino e o selo Pau-Brasil.

Ainda em 2006, a dupla fez show de lançamento do CD no Teatro Rival (RJ), acompanhada por Tutty Moreno (bateria), Rodolfo Stroeter (baixo) e Marcos Nimrichter (piano e acordeom). Constam da relação dos intérpretes de suas canções artistas como Elis Regina, Nara Leão, Jair Rodrigues, Sergio Mendes e Carmen Mc Rae, entre outros.



Renato Braz



Numa cena em que o papel de intérprete parece ter se tornado propriedade da figura feminina, surge Renato Braz - um cantor que fez da noite paulistana sua primeira escola e também sua primeira vitrine. Vencedor do 5º Prêmio Visa de MPB - Edição Vocal, Renato Braz, nascido na capital de São Paulo, iniciou sua carreira se apresentando em vários cafés, pequenas casas de shows e bares noturnos. É da influência assumida e assimilada de Milton Nascimento e Tim Maia que brota seu canto.

Em 1996, lança seu disco de estréia, o homônimo Renato Braz, que lhe rendeu uma indicação ao Prêmio Sharp de melhor disco na categoria revelação. Em fevereiro de 1999 apresentou-se na Alemanha acompanhado pelo percussionista Bré, nas cidades de Hamburgo, Wuppertal e Heidenhein. Lançou, no final de 1998, seu segundo cd, História Antiga, com a participação, como arranjador e músico, de Dori Caymmi. Em novembro de 2000, a convite de Edu Lobo, integra o elenco do espetáculo “O Grande Circo Místico”, ao lado de Arnaldo Antunes, Cássia Eller, Nando Reis, Daniella Mercury, Nelson Ayres,Orquestra Jazz Sinfônica, entre outros.

Lançou, em março de 2002, o seu terceiro CD, “Outro Quilombo”, em que se destacam as participações especiais do percussionista Bré, cantando “Fiz uma viagem” (tema do folclore brasileiro recolhido por Dorival Caymmi) e de Dori Caymmi, que canta com Renato “Na ribeira deste rio” (poema de Fernando Pessoa musicado pelo próprio Dori).

Em novembro de 2002, como parte da premiação do Prêmio Visa, lançou pelo selo Eldorado o CD “Quixote”, com as participações especiais de Alaíde Costa, Chico César e Dori Caymmi. Em maio de 2006 lançou o disco “Por Toda a Vida”, uma homenagem aos compositores paulistanos Jean Garfunkel e Paulo Garfunkel pelo selo Biscoito Fino, aclamado pela crítica especializada. Este CD lhe rendeu o Prêmio Rival Petrobrás na categoria Cantor Popular no mesmo ano.

Em setembro de 2006 integrou o espetáculo “Orfeu da Conceição” celebrando os 50 anos do encontro de Tom Jobim, Oscar Niemeyer e Vinícius de Moraes. Pela gravadora americana Living Music gravou seu sexto álbum, que será lançado em junho de 2009, produzido pelo saxofonista norte-americano Paul Winter com participações de Nelson Ayres, Eugene Friesen, Paul Mc. Candles, Toninho Ferragutti, Don Grusin, Bré e Sizão Machado.



Serviço:



Espetáculo: Show “Mano a Mano” de Dori Caymmi & Renato Braz, com participação especial de Sizão Machado

Local: Teatro da Caixa

Data: 19 a 21/06/2009

Horários: Sexta e sábado às 21h e domingo às 19h

Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 280 - Edifício Sede II – Curitiba - PR

Bilheteria : 2118-5111 Horário: de terça a sexta das 12 às 19h, sábado e domingo das 16 às 19h.

Ingressos: R$ 20,00 e R$ 10,00 (clientes, idosos e estudantes)

Classificação etária: Livre

Lotação máxima do teatro: 123 lugares

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Pai e filho apresentam o show Menandrices, no Paiol


Cláudio e Cauê Menandro apresentam um repertório de composições próprias. O espetáculo acontece neste fim de semana, no Teatro Paiol.

O músico Cláudio Menandro apresenta-se pela primeira vez ao lado de seu filho Cauê, no espetáculo Menandrices, que acontece neste sábado (13), às 21h, e domingo (14), às 19h, no Teatro Paiol. Com trabalhos musicais e repertórios distintos, pai e filho revelam nesse show os seus talentos como cantores, compositores e instrumentistas.

Cláudio Menandro começou sua carreira como violonista de música barroca e renascentista. Chegou a tocar viola da gamba e aperfeiçoou-se no Conservatório de Música Antiga de Genebra. Participou do concerto Barroco Brasileiro, em Basel (Suíça), e do Festival de Violão de Munique (Alemanha). Gravou seu primeiro disco em 1986, interpretando os clássicos do repertório para violão. Em 1988, gravou seu segundo disco, voltado para clássicos do cancioneiro popular. A partir daí, a música instrumental brasileira e o choro também passam a fazer parte do seu repertório.

Em 2005, Cláudio Menandro participou da programação do Ano do Brasil na França, fazendo cinco shows em Paris com o grupo Três no Choro. Gravou dois CDs com composições próprias – Sombra e Água Fresca (2002) e Descansado (2006) – com participações dos clarinetistas Paulo Sérgio Santos e Proveta. Já dividiu o palco com nomes como o cravista Edmundo Hora, o pianista João Carlos Assis Brasil, Dominguinhos, Roberto Correa, Luiz Otávio Braga, Mônica Salmazo, Toninho Carrasqueira, entre outros. Em 2007 fez uma turnê pelo Brasil com o clarinetista Paulo Moura, pelo projeto Circular Brasil, da Petrobras. No momento está concluindo seu último CD – Choro Curitibano - dedicado à obra de compositores de choro da cidade de Curitiba.

O filho - Cauê Menandro começou a estudar violão com o seu pai. Paralelamente ao estudo do violão despertou o interesse pela percussão e desde então vem se aprimorando com um trabalho de pesquisa em cultura popular. Foi integrante de dois grupos de percussão durante dois anos, Maracaeté e Estrela do Sul, ambos voltados para a pesquisa de ritmos brasileiros, em especial o maracatu de baque virado. A partir daí surgiu um maior contato com outros ritmos nordestinos como o coco, afoxé, jongo, ciranda e o maracatu.Atualmente, Cauê Menandro participa do grupo No Mesmo Balaio, com a cantora Cida Airam, cujo repertório abrange 60% de músicas suas e de parceiros. É integrante do grupo Molungo com Carlito Birolli, Iria Braga, Luiz Piazzetta e Guilherme Handa. Nesse, o trabalho é 100% autoral e abrange o universo da música afro-brasileira. O grupo está em processo de gravação do seu primeiro álbum. Esse projeto, gravado de maneira totalmente independente, terá a participação especial de André Abujamra, que interpretará uma das faixas do álbum.


Serviço:

Show Menandrices – Com Cláudio e Cauê Menandro

Local: Teatro Paiol (Praça Guido Viaro, s/n – Prado Velho)

Data: dias 13 e 14 de junho de 2009. Sábado, às 21h, e domingo, às 19h

Ingressos: R$ 15 e R$ 7,50

Informações: (41) 3213-1340

sábado, 6 de junho de 2009

Baque Solto mostra produção musical no Teatro Paiol



Composições inéditas e canções conhecidas integram o repertório do show que acontece às 20h desta terça-feira (9).

O grupo Baque Solto é a atração da próxima edição do programa Terça Brasileira, desenvolvido pela Fundação Cultural de Curitiba. O espetáculo Outros Baques foi selecionado pelo Edital Música em Pauta, do Fundo Municipal da Cultura, e acontece às 20h desta terça-feira (9), no Teatro Paiol. O repertório reúne composições próprias, mesclando obras inéditas – como Madrugada, Forrozen e Ribeirão – a canções conhecidas, entre elas Zanzimbá, que foi selecionada para a final da Mostra de Música Cidade Canção (Maringá/PR), em 2005.

Formado pelos músicos Eduardo Gomide (guitarra e viola), Doriane Conceição (voz), Marina Camargo (acordeom), Marcelo Pereira (contrabaixo) e Alexandre Rogoki (bateria), O Baque Solto é um quinteto com produção autoral voltada à música popular brasileira, que atua com sucesso desde 2002. O diferencial do grupo na execução das músicas é o uso do acordeom, instrumento que, apesar de ter sido utilizado no passado como acompanhador de conjuntos de MPB, hoje tem sido pouco usado nesse tipo de música.

O resultado inusitado de tocar samba no acordeom levou à criação do slogan “música sanfônica brasileira” para identificar o repertório do Baque Solto, que desenvolve desde 2002 a proposta de executar música brasileira em seus diversos ritmos, entre eles o maracatu, baião, xote e afoxé.
O Baque Solto realiza trabalhos de composição que vão do samba ao baião, passando pelo funk e pela bossa-nova, mostrando que a grande característica do grupo é diversificar, mas sem se distanciar da música brasileira.

As composições e arranjos do grupo são trabalhados de forma a criar sonoridades próprias para a formação do quinteto, que une instrumentos acústicos, como o acordeom, e elétricos, como o contrabaixo, teclado, e guitarra, mais a bateria e a voz. Essa mistura de timbres resulta numa sonoridade própria, característica do Baque Solto.

Serviço:

Programa Terça Brasileira com o grupo Baque Solto no show Outros Baques

Local: Teatro Paiol (Praça Guido Viaro, s/n – Prado Velho)

Data e horário: dia 9 de junho de 2009 (terça-feira), às 20h

Ingressos – R$ 10 e R$ 5

Informações de bilheteria: (41) 3213-1340

Repertório do espetáculo:

Mandinga (Tiago Portella/Talita Kuroda)

Mutum (Tiago Portella/Talita Kuroda)

Quilombo (Tiago Portella/Talita Kuroda)

Vero, Veríssimo (Doriane Conceição)

Samba pro Meu Amor (Doriane Conceição/Marcelo Pereira)

Madrugada (Doriane Conceição/Marcelo Pereira)

Ribeirão (Doriane Conceição)

Boteco da Vila (Marcelo Pereira)

Pescador (Marcelo Pereira)

Forrózen (Marcelo Pereira)

Força do Tempo (Doriane Conceição)

Ferroada (Marcelo Pereira/Doriane Conceição)

Zanzimbá (Eduardo Gomide/Daniel Farah)

Músico espanhol apresenta-se na série Guitarríssimo


O recital de Feliu Gasull abre o terceiro ano da série, que traz para Curitiba grandes intérpretes do flamenco.



A série de concertos Guitarríssimo, promovida pelo Instituto Cervantes com apoio da Fundação Cultural de Curitiba, começa uma nova temporada com a apresentação do músico espanhol Feliu Gasull, na próxima terça-feira (9), às 20h, na Capela Santa Maria – Espaço Cultural. Nascido em Barcelona, Feliu Gasull tem uma intensa vida profissional como compositor, violonista e professor. Atualmente dirige o Departamento de Música Tradicional da Escola Superior de Música da Catalunha.

A série Guitarríssimo reúne apresentações de artistas internacionais para traçar um panorama dos instrumentos associados ao violão, como a vihuela e a guitarra barroca, passando pelas guitarras românticas, pelo estilo flamenco e pelo violão moderno, em suas diversas vertentes. A série teve início em 2007, em São Paulo, e estendeu-se a outras capitais como Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília, Salvador e também Curitiba.

Primeiro convidado da serie Guitarríssimo em 2009, Gasull escreveu mais de setenta obras para uma variedade de formações, incluindo música para violão solo, sinfônica, coral e de câmara, assim como trilhas sonoras para filme e música para dança. Muitas de suas obras de câmara e sinfônicas incluem o violão e incorporam elementos derivados do flamenco e outros gêneros populares mediterrâneos.

A música de Gasull tem sido descrita como a ligação entre Manuel de Falla e Paco de Lucia, e tem sido interpretada em inúmeras formações, como Orquesta Sinfonica de Barcelona, Santa Fe Chamber Music Orchestra Festival, Amsterdam's New Ensemble, Baltimore Chamber Orchestra, Sinfonieta de Caracas e Orquestra de Camara Teatre Lliure. Como violonista, Gasull apresenta-se em festivais, entre eles o Festival Internacional Andres Segovia, Festival Perelada, Santa Fe Chamber Music Festival e Festival Ibero-americano de Guitarra (Chile).



Serviço:

Série Guitarríssimo – Violonista Feliu Gasull

Local: Capela Santa Maria – Espaço Cultural (Rua Conselheiro Laurindo, 273 – Centro)

Data: 9 de junho de 2009 (terça-feira), às 20h

Ingressos: R$ 10 e R$ 5 (mais um quilo de alimento não perecível – promoção não cumulativa)

Informações: (41) 3321-2840